Comemorando o 5 de Outubro

Por isso não me repetirei, preferindo dirigir o foco para a bandeira nacional.
A bandeira nacional da autoria de Columbano, João Chagas e Abel Botelho, é adoptada pelo regime revolucionário do 5 de Outubro. Esta e de acordo com o Decreto-lei de 19 de Junho de 1911, tem as cores verde (dois quintos) e vermelha (três quintos) e o escudo de armas na linha divisória.
As cores verde e vermelho, significam respectivamente, a esperança e, o sangue e coragem dos mortos em combate. A esfera armilar, simboliza os Descobrimentos nos séculos XV e XVI. Os sete castelos, representam as localidades fortificadas, conquistadas por D. Afonso Henriques aos mouros. As cinco quinas, significam os cinco reis mouros vencidos por este na batalha de Ourique. Finalmente, os cinco pontos dentro das quinas, representam as cinco chagas de Cristo, que segundo se diz, terá aparecido a D. Afonso Henriques na batalha de Ourique dizendo: “Com este sinal, vencerás!”.
Eleições no Brasil.
Contra todas as sondagens, aquele que é o chefe carismático do PT, não foi para já reeleito Presidente do Brasil. Para isso, terão contado os muitos escândalos de corrupção, com destaque para: o “mensalão”, o “sanguessugas" e o novíssimo “dossiêgate”, mesmo existindo uma margem de dúvida, pequena é certo, de que este não terá responsabilidades pessoais nos casos que envolvem os trabalhistas brasileiros.
A corrupção politica no Brasil, faz de há muito parte do quotidiano brasileiro, que por isso, se habituou a desvalorizar o crime. Não fosse existir uma parte da sociedade esclarecida e por isso mais exigente, o pernambucano Lula teria limpo a eleição ao primeiro round, o que não quer dizer de forma alguma que esteja arrumado, mas sim, que está para já avisado de que não lhe basta ser de origem proletária e ter sido um sindicalista crítico e temido pelo grande capital.
O ex-governador Geraldo Alckmin, consegue assim uma segunda volta inesperada, sem ter percebido o caminho da inovação, que impunha uma revisão das metas e competências com visão prospectiva da História, apresentando-se com um discurso inócuo na linha do forró em conquistas nordestinas para repetir mais do mesmo e, sendo assim, quem pode condenar os que votam Lula, sabendo que a alternativa é esta?
Não se pode dizer que o primeiro mandato de Lula tenha sido um fiasco, Lula na sua luta contra a heterogeneidade brasileira, conseguiu aumentar o poder de compra dos mais pobres em 14,1 por cento (muito por causa do aumento do acesso aos programas sociais), enquanto que as camadas sociais mais ricas só viram um crescimento de 3,5 por cento, pagou a divida ao Fundo Monetário Internacional, resolvendo assim um problema de credibilidade internacional e teve o mérito de não amedrontar o capital nem afugentar o investimento, pese embora, o paradoxal crescimento económico modesto.
Agora, sabendo Lula que errou ao não debater, deixando no ar acusações sem resposta que construíram um imaginário ambíguo e lhe custou a reeleição à primeira volta, já se prontificou a debater. Resta saber, se os brasileiros assistirão a um debate sério e construtivo que não passe por se ver Geraldo escudado nas críticas dos jornais brasileiros aos programas de subsídios de Lula, e Lula, escudado nas citações de organismos internacionais que os consideram exemplos.
Para já, assistimos à luta pela conquista de apoios, sabendo que, quem conquistar o maior número de aliados passa a ser o favorito e, quem sabe, se não garante o próximo mandato.
Este Brasil emergente merece muito mais.
Amalia Bautista
A PartidaDuas mulheres jogavam as cartas.
Eram as duas formosas e perversas.
As duas faziam batota. A partida
prolongava-se mais do que o costume,
a julgar pelos gestos de impaciência
que nenhuma ocultava. Vida e Morte
se chamavam. E tinham apostado
o coração de um homem, como sempre.

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Fios de Seda
Sempre acreditei que eram as palavras
que saíam da minha boca, e que só elas
podiam apaziguar a minha morte.
Hoje sei que da minha boca sai um fio
transparente e tenaz como uma insónia
que te amarrou à minha vida para sempre.
Amalia Bautista nasceu em Madrid em 1962. Jornalista de formação, trabalha como redactora no gabinete de Imprensa do Conselho Superior de Invetigações Científicas.
Marmelada Duerr's

Esta é a maravilha criada pelo britânico Richard Duerr para comemorar os 125 anos da marca “Duerr’s” de Manchester e, como podem perceber pela exclusividade luxuosa do produto, escusam de babar e mantenham a boca fechada, a não ser, que estejam dispostos a uma pequena extravagância e nesse caso, saibam que o litro deste prazer guloso custa a módica quantia de €7.500,00.
Goor – A Crónica de Feaglar
O lançamento do livro de Pedro Ventura, é hoje pelas 15:30hs na Livraria Pretexto, situada na Rua dos Andrades, 55 em Viseu.
Quem estiver por perto não falte. Para além de ter a oportunidade de adquirir uma obra magnifica, pode ainda, conhecer e trazer como bónus o autógrafo do autor.

Excerto - Resistência Condra enfrenta as hostes darmenérias.
"As horas que se seguiram pareceram breves instantes para uns e uma eternidade para outros. Olhares perdiam-se numa imensidão desconhecida, talvez recordando as suas vidas, as suas famílias, as suas alegrias e tristezas... Na primeira linha da vanguarda condra, um rapaz tremia agarrado à sua lança. Tudo acontecia demasiado depressa para que tivesse uma clara noção do que estava prestes a acontecer, mas o medo esse era bem real... Por um lado apetecia-lhe correr e fugir dali, mas por outro, sentia-se incapaz de se movimentar, como se estivesse hipnotizado por um olhar negro, frio e impiedoso. Tinha tanto para fazer, tanto para viver... Recordou a imagem da sua mãe e uma lágrima escorregou pelo seu alvo rosto... A seu lado um homem corpulento, que tinha sido padeiro numa pequena cidade a norte, olhava as suas mãos, não podendo deixar de pensar em como estas se haviam transformado. Outrora faziam o pão que alimentava e trazia alegria às mesas, agora, essas mesmas mãos seguravam um instrumento destinado a levar a morte a outros homens, homens iguais a tantos que ele outrora alimentara, de quem ele até poderia ser amigo, não fosse estarem sob um estandarte diferente e por isso agora lhes ter um ódio tão profundo... Já não era novo e todos lhe diziam que o seu único amor seria o seu trabalho mas, alguns meses antes do ataque darmenério, enamorou-se de uma mulher, que o correspondia com igual intensidade... Pela primeira vez sentiu-se amado... Ela era bela, demasiado bela para os soldados darmenérios não terem reparado nela... Levaram-na e nunca mais a viu... Ainda tentou procurá-la, mas tudo o que conseguiu foi ser brutalmente espancado por um bando de guerreiros darmenérios embriagados. Nem um beijo lhe chegara a dar... (...)
O exército condra tinha-se esticado em demasia e agora toda a vanguarda estava presa numa sangrenta armadilha. A retaguarda, que não se tinha ainda embrenhado completamente no vale, era assolada pelas flechas dos arqueiros e desmembrava-se rapidamente. Homens corriam assustados em todas as direcções, enquanto outros ficavam imóveis, esperando o seu fim... Mas não se pense que não houve quem tivesse lutado com coragem e ferocidade. Pelo contrário, muitos viram o seu rei a tombar e conseguiram transformar a sua tristeza em força e determinação. Muitos juraram a si próprios vingança, até que sentissem a terra condra debaixo dos seus corpos...
O anónimo padeiro foi um desses homens. Um após outro derrubou os cavaleiros darmenérios que se atravessavam no seu caminho. Nesse momento não pensava, não conseguia sentir nada a não ser uma imensa raiva, que nunca conseguira soltar. Uma flecha cravou-se na sua perna, outra no seu ombro e, mesmo assim, manteve-se de pé, até ser assolado pelo gume de muitas espadas. As suas mãos abriram-se e a lança caiu por terra. Os seus joelhos cederam e tombaram sobre a terra. Nesse momento todos os sons da batalha desapareceram e viu à sua frente o seu forno, a sua bancada, o pão já amassado... Uma nova flecha cravou-se nas suas costas, mas ele nem a sentiu... Caminhava na sua padaria e o Sol da alvorada entrava pela janela. Olhou para as suas mãos abertas e viu-as cobertas de farinha... Sorriu. E sorriu ainda mais quando viu a sua amada entrar pela porta, sorrindo-lhe também.
— Riana... — murmurou.
Então os seus olhos fecharam-se e o seu corpo caiu pesadamente sobre o solo condra...
Divulgação.
O autor Pedro Ventura, conhecido na blogosfera como Sá Morais, proprietário dos blogs, Ideias Fixas e Voz de Celénia, surpreende-nos com o lançamento de uma obra de “high fantasy”. Às qualidades humanas deste amigo, que se têm revelado no abraçar de causas, junta-se agora a de escritor.
Já era um imenso prazer poder chamar-lhe amigo e continuará a sê-lo, agora que a fama lhe bate à porta. Esse é o meu sincero desejo pelas qualidades humanas que evidencia e, pela qualidade dos excertos que li de “Goor – A Crónica de Feaglar”.
Ópera de Mozart cancelada.

Berlim tem três salas de ópera sendo uma delas a Deutsche Oper, onde se levava a cabo numa adaptação da ópera em três actos “Idomeneo” de W. A. Mozart, com encenação do polémico Hans Neuenfels.
Em comunicado, a directora da Deutsche Oper, Kirstin Hamms, numa decisão histérica e de submissão antecipada que está a indignar os alemães e devia indignar todo o ocidente, anuncia a sua retirada da programação de Outono, prevista para os dias 5, 8, 15 e 18 de Novembro, pelo risco incalculável de desencadear reacções violentas nos radicais islâmicos, estando em causa, a encenação de Hans Neuenfels, que coloca Idomeneo, rei de Creta, a exibir as cabeças decepadas de Poseidon, Cristo, Maomé e Buda colocando-as em quatro cadeiras.
Esta decisão sem precedentes de autocensura nos termos em que é posta, é uma decisão cretina, ridícula e absolutamente inaceitável, revelando um medroso encolhimento e pondo em causa a cultura progressista e emancipatória da sociedade civil, levando o próprio ministro da cultura Bernd Neumann a dizer, que “a liberdade artística e a liberdade de expressão estão em perigo” acrescentando: “o diálogo entre culturas não pode ter êxito quando se tem medo da crítica e da controvérsia da liberdade artística” e o Ministro do Interior, Wolfgang Schaeuble a classificá-la de loucura inaceitável declarando: “ a liberdade de expressão não deve em caso algum limitar-se pelo medo”.
Esta decisão, sendo um sinal muito perigoso e um acto de covardia, limita a expressão artística. Que virá a seguir?
Momentos...
Só com saco de enjoo…
Acontece, que antes da rendição a televisão veio em meu socorro e revejo o discurso de Bush nas Nações Unidas (não comecem já a esfregar as mãos, porque não o vou morder). Com mais atenção desta vez e na parte em que sem punhos de renda se dirige ao Sudão, acusando o Governo de cometer genocídio em Darfur, reparo que são focados pelas câmaras os seus três representantes, estando um deles a fazer um enorme sorriso e mexendo-se na cadeira.
Felizmente os outros dois não riam, o que me levou a concluir, que este a saber inglês desconheceria o significado da palavra genocídio. Quem riu fui eu pouco depois e, com uma valente gargalhada (nervosa é certo, por saber não estar sintonizado na Sic-comédia), ao ouvir numa conferência de Imprensa, não sei aonde, aquele que um dia disse: que o único erro de Hitler foi não dar conta do recado, afirmar num golpe acrobático e com a naturalidade dos mentirosos patológicos, que não é anti-semita dizendo, que os Judeus são respeitados por todos os seres humanos.
É claro que estou a falar de Mahmoud Ahmadinejad presidente do Irão, o mesmo, que tempos atrás (dois meses?), defendia o varrimento do mapa do Estado de Israel.
Como diz o Paulo Nogueira: “A vida é mesmo confusa: se ela fosse lógica, os homens é que andavam a cavalo de lado”.
Chega!
Lendo e ouvindo opiniões avulsas, umas sérias outras dantescas e homofóbicas, que só se aguentam com um saco de enjoo e, lembrando a atitude dos teólogos de Al-Azhar e do dirigente dessa instância suprema do Islão (sunita), Mohammed Tantaui, que sempre se mantiveram calados face ao terrorismo dirigido contra os ocidentais e os cristãos, ponho um ponto final na minha participação em discussões que envolvam religião. Não por padecer de pusilanimidade, de défice democrático e muito menos do Sindroma de Estocolmo, mas sim e por culpa, da falta de pachorra para o “agit-prop” e à convicção, que o dislate passa sempre ao lado do essencial.
Sigo a mensagem “As religiões nunca justificam o recurso à violência” do 20º encontro de Assis que teve lugar este mês e, finalmente, sem tergiversações, afirmo para que conste, preferir mil vezes o monoteísmo judaico-cristão ao monolitismo islâmico.
Sendo esta, por conveniente, a forma que escolho para encerrar este capitulo, não é no entanto flor do meu inteiro agrado, porque preferia terminar com bonomia, dizendo como aquele amigo do Paulo Nogueira (colunista do Expresso): “A culpa deste sarilho é da sura do Corão que promete 300 virgens – odaliscas nuas em pêlo, peritas na dança do ventre e sedentas de sexo – a cada fiel pio que ganhe o Paraíso. Como os fascistas islâmicos obrigam as suas mulheres a amortalhar-se em vestes que só deixam os olhos de fora, até na altura da cópula (perdendo eles e elas o melhor da festa), não admira que a testosterona lhes suba à cabeça e se imolem todos lampeiros”.
Posição tomada após uma sexta-feira de raiva, que termino com uma reflexão.
“Vendo o mundo de hoje, não existem motivos para sermos optimistas acéfalos, sejamos portanto pessimistas, mas façamos tudo, para provarmos que nos enganámos.” (*)
Júlio Machado Vaz
(*) Escrevo-a como a recordo da boca do autor numa madrugada insone, sem a certeza de ser inteiramente fiel à letra, mas convicto (no quanto é possível) de ser este o espírito.
Dos meus folheios.
No limiar da dança, contemplava os minúsculos astros da sua morada nua.
António Ramos Rosa
Eles prometem vingança.

Através da imprensa diária, tive conhecimento de um comunicado colocado na internete pelo Conselho da Shura Mujahedine, organização que reúne vários grupos terroristas iraquianos, incluindo o ramo local da al-Qaeda, com a seguinte alarvice:
“O adorador da cruz [Bento XVI] e o Ocidente serão derrotados como acontece no Iraque, Afeganistão e Tchetchénia. Vamos quebrar a cruz e derramar o vinho... Alá ajudará os muçulmanos a reconquistar Roma. Que Alá permita que os degolemos e faça dos seus descendentes e do seu dinheiro a recompensa dos mujahedines”.
Como se não bastasse tudo o que ouvi e vi nestes dias, ontem 19 pp. e aproveitando a chama da fogueira, o ayatollah Ali Khamenei, guia supremo iraniano, resolveu regá-la com mais algum combustível de produção caseira, dizendo que a afirmação do Papa era o último elo de uma cruzada contra os que acreditam no profeta Maomé.
Depois do não caricaturarás, vem agora o não citarás e, o que está em causa, é que desde o 11 de Setembro, praticamente todo o Ocidente vive refém dos fundamentalistas e com um medo de morte, constatado na pressa dos desmentidos e esclarecimentos de contexto, antes e agora, na tentativa vã de apaziguar os fanáticos ofendidos.
Eu pessoalmente preferia que não tivessem ficado dúvidas, gostava até, que da mesma forma que se condenam e muito bem as cruzadas, ficasse esclarecido de uma vez, que o Papa pensa sobre os fundamentalistas exactamente aquilo que significam as palavras que citou e que, o ocidente, tivesse finalmente a coragem de assumir a defesa do nosso Estado de Direito e da nossa liberdade, numa guerra que se tornará inevitável, quer queiram ou não, contra a chantagem e o terror, mesmo ofendendo uma mobilizadora esquerda radical europeia, que padecendo, talvez, do Síndroma de Estocolmo, teima em defendê-los.
A continuar esta moda das “guerras santas”, estamos tramados.
Merecido Elogio.
Esse alguém, é o meu querido amigo Bill do blog Realidade Torta, a quem devo o prazer de uma boa amizade, mas o elogio que a mais elementar justiça impõe que lhe faça, está relacionado com a poesia portuguesa.
O Bill, um jovem brasileiro de Pouso Alegre, para além de ser um admirador de poesia, é em especial um conhecedor e grande apreciador de poetas portugueses, assim, já em Janeiro deste ano, tinha criado um blog que mantém diariamente sobre a fabulosa Florbela Espanca, tendo criado agora um outro sobre o meu poeta de eleição, ou seja; o grande e incontornável, Fernando Pessoa.
Para além da amizade e respeito que tenho pelo Bill, é a todos os níveis louvável, que um jovem do outro lado do Atlântico, se tenha dado ao trabalho de divulgar poetas portugueses, por isso, a melhor forma de lhe agradecer, é deixar aqui um pedido expresso a todos os que me visitam, para que sigam os links e verifiquem com os vossos olhos a excelência deste trabalho.
Bem-hajas amigo.
Clique aqui, para visitar Florbela Espanca.
Rentrée com "SOL".
Sentado no Jardim, depois de ter praticamente engolido um bacalhau “À Brás”, rematado com um cremoso requeijão de Seia para aconchegar e mesmo antes do café, entreguei-me ansioso e expectante à leitura.
A primeira página pareceu dar-me razão, quando no post anterior me referi ao upgrade às expectativas criadas, devido à noticia da casa apreendida a Isaltino, mas gostei do “Manifesto de Princípios”, pelo qual o “SOL” pretende caminhar.
Na segunda, encontro uma entrevista a Maria Filomena Mónica que li em diagonal e sem interesse, pois a pagina três estava logo ali e os olhos corriam para ela. Era a coluna do Director José António Saraiva, com o sugestivo titulo “Política a Sério” que começou desde logo a alterar o meu pensamento sobre este novo semanário.
Depois de lido o artigo, que se debruçava sobre o caso das maternidades, tive de concluir o meu completo e incondicional acordo com o que li, porque reforça o meu pensamento sobre o assunto, já expresso por mim aqui e aqui e ainda lhe dá umas achegas.
Até à página sete onde ficamos informados de todo o processo que levou à criação do “SOL”, nada a merecer a minha especial atenção, mas na página oito, li o “Estatuto Editorial” ao qual atribuí numa escala de 1 a 10, a nota máxima, e, num piscar de olhos, já estou na página vinte e sete, onde Catarina Guerreiro nos informa, que o iconomicismo do governo avança agora para o fecho das urgências em catorze hospitais e o redimensionamento da maioria dos que foram obrigados a fechar as maternidades, ficando alguns deles, só com os serviços de urgência básica.
O que é, mais uma grande burrada deste governo e mais um bilhete só de ida, para a desertificação do interior.
Mais um pressing, passando por artigos de médio interesse como por exemplo o “Bye, Bye, Blair” de Carlos Ferreira Madeira. O cartoon, bem a propósito desta edição, do arguto Augusto Cid, está mesmo ao lado da coluna do Miguel Portas que é mais do mesmo a que já me habituei. As “Conversas na Prisão” da página central, a continuarem, parecem-me interessantes e confirmo na pagina sessenta e quatro, que de facto, a coluna da Margarida Rebelo Pinto é sobre sexo, mas também, que dali não vem nada de novo; refere coisas que já a ouvi referir na televisão.
Gostei da coluna do António Pedro Vasconcelos “Das Duas, Uma”, sobre o Ministério da Cultura, gostei da forma como os livros são apresentados e por fim, um olhar atento sobre o “Blog” em papel e em forma de diário de Marcelo Rebelo de Sousa, que leva nota 6 num máximo de 10, dando 7 a António Pires de Lima, que não lhe chamando blog, tem também essa forma e que se pode ler, no caderno “Confidencial”.
Quanto à revista “Tabu” que acompanha o “SOL” e ainda não li, tenho a informação de um sobrinho meu que a leu e comparando com a “Única” do Expresso, diz serem equivalentes.
Conclusão: Quem pretende um semanário de leitura rápida e fácil devido ao tipo de letra usado e artigos onde a síntese é palavra de ordem, quem pretende um semanário (talvez um pouco light) como a Maite refere na sua apreciação em comentário ao post anterior, mas transversal e bem escrito, com artigos para todos os gostos, tem aqui o seu semanário, com um papel idêntico ao do Expresso mas de secagem inferior e com um tamanho mais manuseável.
Não encontrará artigos pormenorizados com todos os “como, quando e porquês”, a que, o Expresso nos habituou, não encontrará a coluna do Miguel Sousa Tavares, do Fernando Madrinha ou do Paulo Nogueira, que continuam no Expresso, nem o excelente caderno “Economia”, mas isso…
SOL = €2,00
Expresso = €2,80
Coisas...
Assim, estive a assistir à entrevista de Judite de Sousa a José António Saraiva ex. Director do Expresso e novo Director do Jornal “Sol”, que sai para as bancas este sábado. Em determinada altura da entrevista, lembrei-me de Édipo ao fugir da sua terra natal para não matar o pai como o oráculo previra e, sabem todos, que ele acaba por matar um viajante numa encruzilhada, vindo mais tarde a acreditar que tinha morto o próprio pai.
Neste caso, José António Saraiva, diz que não quer matar o pai, mas sim que o pai quer matar o filho, parece-me, que as armas usadas para tal sacrilégio, serão uns tais de DVDs, que eles “O Expresso” decidiram oferecer aos leitores e que José António Saraiva repudia, garantindo desde já, que “o seu jornal” não entrará por aí, mas vamos percebendo com o decorrer da entrevista, que entrará por outros becos e ruelas, para que daqui a um máximo de seis meses, seja o líder do mercado, ou seja: Este novo jornal e pelo que percebi; fará um upgrade das expectativas criadas para os padrões tablóides, mas com a legitimação cultural dos seus colunistas, onde se contam os brilhantes; Paulo Portas e Marcelo Rebelo de Sousa entre outros, como por exemplo a Margarida Rebelo Pinto que terá uma coluna cor-de-rosa (se bem percebi, de sexo).
Bem... o Sr. José António Saraiva não será o narcisista que muitos dizem ser, mas não consegue dizer à Judite de Sousa, que não é o melhor analista político que este país tem e continuará a assinar a sua coluna na página 3, tal como fazia no Expresso.
Como a primeira tiragem, será só de 130.000 exemplares e como me levanto tarde ao sábado, espero conseguir um.
Só para tirar dúvidas claro, é que estou convencido pelo que ouvi, que este novo jornal “Sol” será um Expresso-Light, mais ainda, do que já é o actual.
Pois então... não é disto que o meu povo gosta? Veremos...
O Regresso do Leão!

O marcador foi Marco Caneira aos 64’ com um magnífico pontapé de fora da área, após um excelente passe de Tonel seguido de uma brilhante recepção, que tira de imediato Maicon da jogada. O gigante Toldo, ainda lhe toca ao de leve, sem contudo conseguir travar o disparo que levava já o selo de golo.
Depois daquele maravilhoso golo, Marco Caneira marca de novo.
Repórter da RTP: - Tem consciência que venceram uma grande equipa?
A resposta veio pronta e à Leão: - Temos consciência que vencemos uma grande equipa, porque nós, somos também uma grande equipa.
Nem mais!
No final, Roberto Mancini reconheceu que jogou contra uma equipa com mais coragem.
Allez Sporting Allez
Regresso, mas... devagarinho.
Era no entanto imprescindível postar hoje, os amigos que por aqui passaram durante este dias são merecedores dos meus sinceros agradecimentos e de uma palavra.
Férias são sempre boas, mas estas foram-no em especial: pelo tempo, pela temperatura da água e pelo enorme grupo de familiares e amigos que nos últimos dias em terras algarvias, chegou às 18 almas.
Quer isto dizer que, quando chegávamos eclipsávamos tudo o resto, como aconteceu por exemplo com certa casa de karaoke em Lagos que tomámos de assalto e dominámos o ambiente a nosso belo prazer.
Como diz o povo “o que é bom, acaba depressa” mesmo, tendo sido estas umas férias especiais pela sua duração e que por isso, mesmo tendo avisado a minha lista de contactos que estaria de férias e tendo recorrido aos serviços do Out of office assintant, contabilizo no e-mail profissional 2.624 mensagens, das quais 263 particulares.
No Gmail a coisa está muito melhor: das 2.025 mensagens o sistema identificou automaticamente 1.897 como spam, pelo que só terei de me preocupar com as 128 restantes.
Mas nem tudo é mau: o meu clube fez uma pré-época nota 10 e para início de campeonato em dois jogos difíceis conta duas vitórias, sobrepondo-se assim ao eterno rival Benfica, que na continuidade da sua pré-época miserável, contabiliza agora um jogo, uma derrota, por números merecedores de atenção, e isto, para não falar nas escutas ao Filipe Vieira no âmbito do processo “Apito Dourado”, conforme notícias da imprensa.
Temos portanto, conversa da melhor e muito com que chatear alguns colegas.
Bem... hei-de voltar.
Até já.
Átimo de pó
O DNA e Deus
O quark e a Via Láctea
A bactéria e a galáxia
Entre agora e o eon
O ião e o Órion
A lua e o magnetão
Entre a estrela e o electrão
Entre o glóbulo e o globo blue
Eu, um cosmos em mim só
Um átimo de pó
Assim: do yang ao yin
Eu e o nada, nada não
O vasto, vasto vão
Do espaço até ao spin
Do sem-fim além de mim
Ao sem-fim aquém de mim
Den'de mim
Carlos Rennó
Vou por aí. Volto depois de umas merecidas férias.
Fiquem bem.
Ele há coisas...
Incrédulo pergunto: - Pronto como? - Está pronto e está neste momento a lavar, se o quiser vir buscar, pode vir. (pausa)
A incredulidade força-me a nova pergunta: - Tem a certeza que é o meu? - Claro... o seu carro não é o tal e tal que teve duas peritagens?... - Sim, sim, é. - Então, está pronto. - Mas então a outra seguradora já deu o ok? - Claro, se não, não o arranjávamos sem a sua autorização...
Perante esta realidade, o que é o mistério? Fiquei por aqui depois dos agradecimentos, sentindo-me bem vestido nos andrajos de um vulgar tolo.
Neste momento flâmulas pairavam no meu cérebro e ligo, ainda abstracto mas já com um sorriso abominável para o meu Agente de seguros: Relato-lhe a conversa. - Não me diga? Diz ele em divergência instintiva. Hehe... começo a sentir-me melhor, um tolo nunca está só, tem sempre outro por companhia e avanço com engatilhada matreirice: - Ó Sr. fulano, então não foi ainda ontem, que da seguradora lhe disseram que ainda não havia uma decisão? - Pois foi, responde vagarosa e presumo pensativamente. Nesta altura, sentindo em mim o gládio da inquisição, formulo no cérebro a pergunta derradeira, mas não a fiz. Seria indelicado e pô-lo-ia numa situação desconfortável, além de que, pretendo que continue a ser o meu Agente, logo, mudei o rumo da conversa para o transcendental que tudo explica e a inevitável constatação da consumação de mais um milagre.
Entre a realidade e o mistério, terminámos a conversa, com uma solução plausível para ambos: Alguém da seguradora, tinha dado a ordem directamente à oficina e a informação ainda não constava nos ficheiros. Só podia. Outra explicação seria do domínio dos deuses.
Encostei-me para trás na cadeira de convés de Pessoa e fechei os olhos.
Está difícil!
É claro que pode alegar em defesa das fugas continuas, o infindável calor que se faz sentir, ou o excesso de trabalho por causa das “justas” férias de outros, ou ainda a falta de vontade por estar a trabalhar e outros “merecidamente” a banhos, ou que a culpa é da cadela que uiva na noite, ou até, tentando não ver negro o que é cor de laranja, o problema do carro, porque uma companhia de seguros não se decide a pagar e o carro tem a frente toda feita num “oito”, ou seja: não tem, porque está tudo desmontado e o gerente tem de se desenrascar com a caranguejola de carro de substituição a que teve direito e, se daqui a quinze dias não tiver o problema resolvido, lá vem a conversa de casa como o eco duma canção: Vá... agora diz-me onde levo as malas? Porque, e digo-o com suavidade, a porcaria de um VW-Pólo, em vez de um porta bagagens tem um estojo de unhas e isto para um gajo com alma eterna de navegador, é um problema de tal dimensão que o leva a ponderar se valerá a pena largar do porto e rumar às praias longínquas de areia branca e águas eternas do Algarve.
Tribolas para tudo isto. Mas também, quem o manda ter dois acidentes na mesma semana, parecendo que vê tudo através de um vidro embaciado?
Fica a lição: nunca ter um segundo acidente, antes da peritagem ao primeiro estar concluída e deixar para os outros a histeria das sensações em movimento.
Enquanto isto e para ajudar a não vontade de blogar, a ofensiva israelita avança por terra e são postas em causa as virtudes de uma resposta robusta e o actual conflito ilustra bem a total irrelevância política da Europa dos 25 e a sua posição Kantiana.
...Talvez por ser verão e estar a banhos.
Daniel Oliveira no Arrastão, diz que na Síria se sente Libanês, não se lembrando que quando a Síria ocupou o Líbano, apoiou o crescimento de uma milícia fundamentalista armada que está na génese desta guerra.
Como se o "isto" não bastasse, no JN e sem que se tenha removido uma pazada de terra, lê-se que o orçamento da Ota já está a ser posto em causa. Mário Lino nega, dizendo que neste momento não tem nenhum elemento que o leve a pensar que afinal de contas a Ota vai custar mais.
Pois... neste momento não tem... é como o ser sincero contradizendo-se.
Finalmente, no Random Precision, lemos que o Alberto João se preparara para aumentar o défice da Região Autónoma da Madeira atribuindo uma verba de mais de 3% do orçamento em ajudas aos dois principais clubes de futebol da região: o Marítimo e o Nacional e mais de um milhão de euros para o Jornal lambe-botas da região, o "Notícias da Madeira".
... E o Contenente a pagar os andrajos e as chagas da palhaçada.
Mas como não lhe apetece blogar, num remorso comovido e lacrimoso, aproveitou para actualizar alguns links de amigos que aguardavam no PC do escritório, só faltando fazer o mesmo, que fará com emoção comovida, aos que aguardam pacientemente no PC lá de casa, razão pela qual, a lista de vítimas a que chama vizinhança, cresceu um pouco.




