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A remodelaçãozinha.

Tenta Sócrates com esta mini-remodelação, esconder a imagem de furioso reformista e calar, para já, o Manuel Alegre e umas quantas vozes incómodas que de Norte a Sul do país se esganiçavam a chamar-lhe de tudo um pouco. Só assim, se compreendem as interrogações dos deputados socialistas nos corredores e a permanência de outros bons rapazes à frente dos seus ministérios, e compreende-se porque, se Sócrates quisesse remodelar seriamente o executivo, tinha de se substituir a ele próprio, coisa que, convenhamos, não dava jeito. Nem a ele nem à inexistente oposição.

Nota 1: Não esquecer o milhão e duzentos mil votos do Manel. São capazes de não serem inúteis.
Nota 2: As próximas legislativas são já em 2009.
Nota 3: Ana Jorge, foi apoiante do Manel às presidenciais.

Conclusão: Tire a sua

ASAE, a cultura do zelo excessivo e a obsessão normalizadora.

Na audição da comissão parlamentar de Assuntos Económicos, o inspector-geral da ASAE, António Nunes, diz que quando disse há cerca de três semanas que metade dos restaurantes e cafés portugueses estavam condenados a fechar por incumprimento dos regulamentos comunitários, o que afinal queria dizer era que, cinquenta por cento da restauração precisava modernizar-se e adaptar-se.
Esquece o “cívico” António Nunes, que disse um pouco mais que isso. Também disse na sua entrevista ao semanário Sol, ter Portugal três vezes mais restaurantes por habitante que a média europeia, e acrescentou; isto não tem viabilidade económica. Coisa que, convenhamos, está para além da esfera de acção de qualquer projecto a Elliot Ness. Justificar acções mediáticas e prepotências avulsas, com palpites arrogantes sobre o desenvolvimento da indústria hoteleira, estará ao alcance de alguns endeusados, porém, não é postura recomendada sem estar devidamente embalada e homologada.

Posto isto e ainda assim, sou a favor da ASAE, não desta ASAE liofilizada, securitária e “mata-cavalos”, mas de uma ASAE reguladora no bom senso, inteligente, que não faça tábua-rasa das tradições, com uma dinâmica de actuação de urbanidade e proporcionalidade, onde o rigor não seja a cega aplicação das normas mas a sua justa aplicação, em vez do despudorado mediatismo e prepotentes excessos de ordem conhecidos que alteram o nosso modelo estrutural e também alguma identidade nacional.

Ora, os pecados da ASAE já do foro do anedotário nacional, estão identificados pela informação constante e adjectivada da sua actuação. A ASAE é uma entidade jovem, e como todas as entidades jovens cometeram erros, como reconheceu o próprio inspector-geral em acto de contrição no parlamento, esperemos que reconheçam de facto que os cometeram para que, uma necessidade e a bela ideia de por ordem na desordem que tanto já brandimos, não se transforme num caleidoscópio de questões e numa ridícula e fundamentalista policia de costumes às ordens dos tecnocratas de uma Comissão Europeia que (admitamos meus senhores), por incapacidade das nossas associações ao não fazerem derrogações a um regulamento eurocrata e mercantil, nos colocaram nesta situação de “miséria doméstica”.

A razão desta articulação que se pretende reflexiva, causada enfim pela insistência com que circulam convites para assinar petição contra a ASAE, é declarar que, ao contrário do que estão a fazer alguns “senadores guerreiros” com actividade mediática de relevo e amenézia profunda, não anatemizo um necessário organismo público que se preocupa em fazer cumprir a lei e não embarco na saloiice mediática que pretende fuzilar o imaturo “mensageiro”.

Quem percebe o que Deus quis dizer?

O Guardian convidou um intelectual muçulmano, Ziauddin Sardar, para fazer a sua leitura do Corão num blogue do jornal. Sardar defende que os textos sagrados devem ser lidos à luz da época em que se vive - e diz que o vai fazer sem evitar partes polémicas. No blogue participa também uma não-muçulmana, que tentou ler o Corão e já confessou não ter percebido nada.

Alexandra Prado Coelho
(Newsletter Público – Flash)

Creio que é exactamente o contrário daquilo que se deve fazer. A leitura deve sempre ser feita no contexto da sua cultura porque, esta é a única maneira de podermos compreender a mensagem, qualquer mensagem. O texto, qualquer texto, mas neste caso particular em que Deus não escreveu nenhum livro e, o que temos, são interpretações, e interpretações de interpretações de parâmetros particularmente dilatados, necessita de ser interpretado no contexto da sua cultura pois, uma vez que foi composto há muitos anos e foi transmitido de uma forma mais ou menos fixa, contém agora muita coisa que à primeira vista é obscura, irrelevante ou desconcertante. Isto significa que, os leitores têm tendência para abordar o texto com as pressuposições e preocupações do nosso tempo, e podem incorrer no erro de procurar adaptar o significado do texto de acordo com ele.

Coisas...

Estava para escrever sobre esse grande Socialista e Presidente da Bolívia Evo Morales, que fez aprovar legislação que possibilita ao regime impor tudo o que quiser, ou então, sobre o Chávez da Venezuela, que se prepara, para se declarar Presidente Vitalício, sem que os amigos do BE cá do burgo se pronunciem sobre o assunto, mas como vim de férias há pouco, ainda não estou preparado para me enterrar nesses cadilhos políticos.

Assim, estive a assistir à entrevista de Judite de Sousa a José António Saraiva ex. Director do Expresso e novo Director do Jornal “Sol”, que sai para as bancas este sábado. Em determinada altura da entrevista, lembrei-me de Édipo ao fugir da sua terra natal para não matar o pai como o oráculo previra e, sabem todos, que ele acaba por matar um viajante numa encruzilhada, vindo mais tarde a acreditar que tinha morto o próprio pai.

Neste caso, José António Saraiva, diz que não quer matar o pai, mas sim que o pai quer matar o filho, parece-me, que as armas usadas para tal sacrilégio, serão uns tais de DVDs, que eles “O Expresso” decidiram oferecer aos leitores e que José António Saraiva repudia, garantindo desde já, que “o seu jornal” não entrará por aí, mas vamos percebendo com o decorrer da entrevista, que entrará por outros becos e ruelas, para que daqui a um máximo de seis meses, seja o líder do mercado, ou seja: Este novo jornal e pelo que percebi; fará um upgrade das expectativas criadas para os padrões tablóides, mas com a legitimação cultural dos seus colunistas, onde se contam os brilhantes; Paulo Portas e Marcelo Rebelo de Sousa entre outros, como por exemplo a Margarida Rebelo Pinto que terá uma coluna cor-de-rosa (se bem percebi, de sexo).

Bem... o Sr. José António Saraiva não será o narcisista que muitos dizem ser, mas não consegue dizer à Judite de Sousa, que não é o melhor analista político que este país tem e continuará a assinar a sua coluna na página 3, tal como fazia no Expresso.

Como a primeira tiragem, será só de 130.000 exemplares e como me levanto tarde ao sábado, espero conseguir um.
Só para tirar dúvidas claro, é que estou convencido pelo que ouvi, que este novo jornal “Sol” será um Expresso-Light, mais ainda, do que já é o actual.

Pois então... não é disto que o meu povo gosta? Veremos...

Custa aguentar tanta imbecilidade.

Diz a Joana Amaral Dias no DN:

“A atitude de Israel, que continua a apostar na força bruta passando ao largo da sua própria História, não apenas falha em proteger os seus próprios cidadãos como destabiliza, ainda mais, toda a zona.”

Não dá para aguentar ler estas imbecilidades e ficar calado, sabendo que; a guerra de 48 foi iniciada pelos árabes e, não fosse isso, o plano de partilha da ONU teria sido um sucesso e existiria um estado palestiniano e outro israelita com mais de meio século e que, antes de existir o colonato Judeu, nunca os árabes quiseram saber do Estado Palestiniano e que, os conflitos só começaram no momento em que Israel com a guerra dos seis dias assumiu o controle da área e que, enquanto Gaza foi ocupado pelo Egipto, nunca os árabes se preocuparam verdadeiramente com o Estado da Palestina e que, entre 48 e 67 tanto Gaza como a Cisjordânia tinham um governo árabe sem nunca lhes passar pela cabeça estabelecer o Estado da Palestina.

Porque não fala a Joana Amaral Dias da OLP e da sua figura de proa Yasser Arafat, a quem se deve a responsabilidade directa da não constituição de um estado palestiniano, porque prefere, tal como Chirac e Zapatero culpar Israel pela resposta excessiva, lavando assim a culpa do Hezbollah e do Hamas e parecendo até, que o Líbano que alberga campos militares do Hezbollah e a Síria e o Irão que os abastecem pareçam uns meninos de coro quando estes se regozijaram publicamente com o rapto dos soldados.

Pois claro, normal é o governo do Hamas incentivar a vinda de mísseis iranianos para destruir Israel, normal é o governo do Hamas não reconhecer o estado de Israel, normal é o Hezbollah deliberadamente e pontualmente provocar o Estado de Israel

Tenha Juízo minha senhora, eu condeno qualquer guerra e todos aqueles que resolvem todas as divergências à força da bomba, como digo no post anterior, mas pelo mal que vejo nelas, pelo que sofre sempre a população que é carne para canhão, pelos civis e gente inocente que mata a esmo, por toda a destruição e atraso que provoca, mas isso não me torna imbecil ao ponto de dizer que Israel é o responsável pela escalada de violência que se vive na região e não ver a quem cabe a culpa de não existir um estado Palestiniano livre e democrático.