Estava para escrever sobre esse grande Socialista e Presidente da Bolívia Evo Morales, que fez aprovar legislação que possibilita ao regime impor tudo o que quiser, ou então, sobre o Chávez da Venezuela, que se prepara, para se declarar Presidente Vitalício, sem que os amigos do BE cá do burgo se pronunciem sobre o assunto, mas como vim de férias há pouco, ainda não estou preparado para me enterrar nesses cadilhos políticos.
Assim, estive a assistir à entrevista de Judite de Sousa a José António Saraiva ex. Director do Expresso e novo Director do Jornal “Sol”, que sai para as bancas este sábado. Em determinada altura da entrevista, lembrei-me de Édipo ao fugir da sua terra natal para não matar o pai como o oráculo previra e, sabem todos, que ele acaba por matar um viajante numa encruzilhada, vindo mais tarde a acreditar que tinha morto o próprio pai.
Neste caso, José António Saraiva, diz que não quer matar o pai, mas sim que o pai quer matar o filho, parece-me, que as armas usadas para tal sacrilégio, serão uns tais de DVDs, que eles “O Expresso” decidiram oferecer aos leitores e que José António Saraiva repudia, garantindo desde já, que “o seu jornal” não entrará por aí, mas vamos percebendo com o decorrer da entrevista, que entrará por outros becos e ruelas, para que daqui a um máximo de seis meses, seja o líder do mercado, ou seja: Este novo jornal e pelo que percebi; fará um upgrade das expectativas criadas para os padrões tablóides, mas com a legitimação cultural dos seus colunistas, onde se contam os brilhantes; Paulo Portas e Marcelo Rebelo de Sousa entre outros, como por exemplo a Margarida Rebelo Pinto que terá uma coluna cor-de-rosa (se bem percebi, de sexo).
Bem... o Sr. José António Saraiva não será o narcisista que muitos dizem ser, mas não consegue dizer à Judite de Sousa, que não é o melhor analista político que este país tem e continuará a assinar a sua coluna na página 3, tal como fazia no Expresso.
Como a primeira tiragem, será só de 130.000 exemplares e como me levanto tarde ao sábado, espero conseguir um.
Só para tirar dúvidas claro, é que estou convencido pelo que ouvi, que este novo jornal “Sol” será um Expresso-Light, mais ainda, do que já é o actual.
Pois então... não é disto que o meu povo gosta? Veremos...