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Sporting 5 – 3 Benfica, em 90 minutos inesquecíveis.

Alvalade ao rubro num “derby” fantástico que, foi só o melhor dos últimos anos.

A catástrofe rondava Alvalade e todos a pressentiam, ao intervalo o Sporting perdia por dois a zero. Recomeça o jogo e o Sporting mostra que vem com outra garra, mais arrumado devido à rectificação de algumas posições e vontade de acabar com aquele purgatório mas, ainda assim, faltava qualquer coisa. Finalmente, Paulo Bento, olha para o relógio e confirma que restam 28 minutos para virar um jogo onde deu 2 golos de avanço ao adversário e, aos 62 minutos, decide que é já tempo de jogar com 11. Troca o ausente Romagnoli por Derlei, e agora com cinco avançados, arranca para uma extraordinária exibição que acaba com o que restava do Benfica, que até tinha sido, por culpa do velhinho Rui Costa, Di Maria e Rodriguez, uma equipa de excelente caudal ofensivo.
João Moutinho, o carácter, o capitão e verdadeiro maestro de Alvalade, com a sua batuta supermotivava e embalava o Sporting, para uma grande exibição e um resultado volumoso, que as torres Luisão, Katsouranis e Quim, adiaram até aos 68 minutos quando, definitivamente, o canavial começou a abanar.

Mas gritar 5 golos e viver a grande emoção de ver o Leão, qual Fénix, renascer das próprias cinzas, deixou-me rouco, por isso, dou voz ao Luís Sobral, do Mais Futebol, que só pode ser um gajo muito porreiro.

“Vukcevic apareceu sobre a direita, deu a volta ao romeno e cruzou para o golo de Yannick. Faltavam 22 minutos, o «derby» estava emocionante.
O Sporting empolgava. Era uma torrente de futebol de ataque. Uma, duas, três oportunidades, Quim a salvar o Benfica do empate. Ninguém respirava. O melhor jogo do ano? Sim, sim, mil vezes sim!

Derlei era agora o companheiro de Liedson, sete meses depois. Yannick jogava nas costas de ambos. Izmailov estava em grande, João Moutinho parecia segurar sozinho o meio-campo e finalmente havia Vukcevic. «Até morrer!», gritavam os sportinguistas. E parecia. Insistência do capitão pela direita, cruzamento e Liedson de primeira para o 2-2!

O que faltava ao Sporting? Ganhar 3-2 com um golo de Derlei. Assim foi. Os «leões» viviam uma daquelas noites que os avós contarão daqui a uns anos aos netos. Cruzamento de Izmailov e entrada do «11» para a baliza. Festa? Cedo de mais. A bola chegou à grande área de Rui Patrício, sobrou para Rodriguez e 3-3. Não havia táctica, apenas alma. Não havia sinal de crise, apenas o desejo de heroísmo. Ninguém mandava no melhor jogo da temporada, o mais espantoso «derby» desde os 7-1 e 6-3. Era como se as duas equipas quisessem compensar os adeptos por tanta amargura. Corriam, corriam. Podiam tudo. Yannick Djaló pegou na bola, foi direito a Luisão. Tinha duas opções de passe. Claro que seguiu em frente. Claro que rematou. Claro que foi golo. 4-3. Claro que ainda houve mais um. 5-3, agora Vukcevic. O Sporting derrubou o Benfica naquele que começou por ser o «derby» das crises e terminou com uma das mais brilhantes páginas da história centenária dos dois clubes.”

Para lembrar hoje, amanhã e sempre:


Local: Estádio José de Alvalade (Assistência: 37 224)

Árbitro: Jorge Sousa (Porto)

SPORTING: Rui Patrício, Abel, Tonel, Miguel Veloso, Leandro Grimi, Adrien Silva (Izmailov 34m), João Moutinho, Vukcevic, Romagnoli (Derlei 62m), Yannick Djaló (Gladstone 86m), Liedson.

(Suplentes: Tiago, Gladstone, Pedro Silva, Pereirinha, Izmailov, Derlei e Tiuí).

Treinador: Paulo Bento

BENFICA: Quim, Nélson, Luisão, Katsouranis, Léo, Petit (Cardozo 85m), Maxi Pereira, Rui Costa, Cristian Rodriguez, Di María (Sepsi 65m), Nuno Gomes.

(Suplentes: Butt, Sepsi, Edcarlos, Luís Filipe, Binya, Mantorras e Cardozo).

Treinador: Fernando Chalana

Marcador: 0-1 Rui Costa (19m) 0-2 Nuno Gomes (30m) 1-2 Yannick Djaló (67m) 2-2 Liedson (76m), 3-2 Derlei (79m) 3-3, Cristian Rodriguez (81m), 4-3 Yannick Djaló (84m) 5-3 Vukcevic (90m+2m)

Euro2008


Dificilmente seria melhor para Portugal. O sorteio do nosso contentamento, retirou do grupo (A) as maiores potências do futebol europeu e nem os gregos têem hipótese de nos chatear.
Este grupo, constituído pela anfitriã Suíça com quem jogaremos na 3ª jornada a 15 de junho no Stade Jakob-Park, em Basileia, inicia as hostilidades que, se presumem a esta distancia, estéticas, no dia 7 de junho em Genebra com o Portugal - Turquia no Stade de Genêve, talvez a selecção mais difícil e onde joga o velhinho Hakan Sukur do Galatasaray que vem acompanhado pelos netos, seguindo-se no dia 11, também em Genebra e no mesmo estádio, o República Checa - Portugal, onde teremos oportunidade de por à prova o guarda-redes do Chelsea, Petr Cech.
O grupo da morte ficou no (C), com Holanda, Itália, Roménia e França, vai ser uma farturinha tal que já as pernas me tremem. No grupo (B) temos a outra anfitriã, a Áustria, mais a Croácia, Alemanha e Polónia, e no (D) a Grécia, a Grécia, a Grécia, para quem não se deseja sorte de espécie alguma e se espera que a Maya lhes apareça tanto como a nós, e ainda a Suécia, Espanha e Rússia.

Uma presença na fase final rende a ninharia de 7,5 milhões de euros e o vencedor pode ganhar qualquer coisinha como 23 milhões.

Sporting Clube de Portugal vs. Manchester United


Old Trafford - 27 de Novembro de 2007 pelas 19:45hs
No mínimo, será um jogo didáctico.

Portugal no Euro 2008




Já está! Depois de um atribulado percurso, conseguimos ontem, num jogo que não deu para atingir o orgasmo devido à performance de alguns jogadores, mas onde a equipa das quinas mandou e foi nitidamente superior à equipa nórdica, a desejada qualificação para o Euro-2008. Agora só falta percorrer os cerca de 2000 quilómetros que nos separam de Basileia, para no dia 7 de julho de 2008 assistirmos à abertura da fase final.
Obrigado aos jogadores, ao seleccionador luso Sr. Luiz Felipe Scolari e toda a sua equipa técnica (FPF incluída), por mais uma vez nos levarem ao grande palco do futebol europeu.
Termino com um considerando (ainda pensei num apelo à inteligência, mas desisti) para os jornalistas que na sala de imprensa e no final do jogo, entrevistaram o Sr. Scolari. Vão tomar banho! E outro, este com nítida consternação porque roça a imoralidade, para os donos do futebol e, do fair play após Heysel, que não se qualificaram. Deviam ter-se esforçado mais um bocadinho para não nos privarem de uma das duas selecções (a outra é a Holanda) que está sempre ao nosso alcance.

PS: Para quem gosta de debates na blogosfera, sugiro um realmente interessante entre o Daniel Oliveira do Arrastão e o Pedro Magalhães do Margens de Erro, sobre Hugo Chávez e a Venezuela. Comecem no Daniel Oliveira, depois a resposta do Pedro Magalhães, depois o Daniel Oliveira, depois o Pedro Magalhães e, até ver, outra vez o Daniel Oliveira.

Pelé, a enciclopédia viva da técnica individual

Anda por aí uma malta de deficiente entendimento que, em concreto e continuamente, impingem desavergonhadamente o Maradona como o melhor de sempre, escorrendo comparações assim ou assado.
Não querendo ir ao embaraçante extremo de julgar tal entendimento como bom, mau ou onde é que bateram com os cornos para dizerem tamanha asneira, direi com suavidade e em tom de evidente cuidado, que esse entendimento excessivo, é principalmente induzido por não terem visto jogar Pelé, e admito também que, possam ter dúvidas e vacilar entre estes dois grandes futebolistas, mas quem conheceu o futebol de ambos, sabe que a resposta inequívoca e imperecível só pode ser uma: Pelé, evidentemente.

Jogaram os dois 21 anos e, as estatísticas relativamente organizadas e usadas aqui como argumento construtivo, demonstram à saciedade isso mesmo e contribuem para que não morram na dúvida, coisa que pode ser imensamente digna, mas que, podendo, se deve evitar.


Maradona

1 Mundial sub-21 (1979)
1 Campeonato Argentino - Boca Juniors (1981)
1 Taça do Rei - Barcelona (1983)
1 Mundial (1986)
1 Taça de Italia – Napoli (1987)
2 Campeonatos italianos - Napoli (1987 e 90)
1 Taça UEFA - Napoli (1988)
1 Supertaça Italiana - Napoli (1990)
1 Artemio Franchi Cup (1993)

679 jogos - 345 golos
Com a Selecção: 91 jogos - 34 golos


Pelé

3 Mundiais - (1958, 62 e 70)
10 Campeonatos Paulistas - Santos (1958, 60, 61, 62, 64, 65, 67, 68, 69 e 73)
4 Torneios Rio-Sao Paulo - Santos (1959, 63, 64 e 66)
5 Taças Brasil - Santos (1961, 62, 63, 64 e 65)
2 Mundiais Interclubes - Santos (1962 e 63)
2 Taça Libertadores da América - Santos (1962 e 63)
1 Torneio Roberto Gomes Pedrosa - 1968
1 Campeonato Nacional dos Estados Unidos – New York Cosmos (1977)

1375 jogos - 1283 golos
Com a Selecção : 115 jogos (92 oficiais) – 95 golos

Nota final: Se tiverem de comparar Maradona com alguém, façam-no por exemplo com Di Stefano, Cruyff ou Beckenbauer, nunca com Pelé. Pelé está acima de todos os outros, e aos que não percebem concretamente o que estou a dizer, deixo este vídeo na esperança que o sintam.


Exemplos e Milagres


Não gostando eu de Santana Lopes na mesma proporção que gosto de futebol (e gosto muito, muito, mas mesmo muito, de futebol), reconheço a lição de dignidade que este deu à “SIC-Noticias” quando, se recusou a continuar a entrevista, interrompida para o directo imbecil da chegada de Mourinho ao aeroporto da Portela.
O mesquinho critério jornalístico e a falta de ética que tudo atropela, foram esta noite, delicadamente, mandados à merda.



A santinha que acompanhou a reflexão de Santana Lopes nesta lição de dignidade, e o Fátima na vitória estético-desportiva sobre o Porto logo na primeira eliminatória da Carlsberg Cup, não quis nada com o árbitro Duarte Gomes (que até deve ser uma pessoa muito regrada e muito certinha) no encontro Estrela – Benfica, quando este, aos 93’, vislumbrou uma mão de contornos suspeitos na cabeça de Wagnão de que ainda se procura o dono.

Fala o adepto




Se calhar não devia fazer isto, ou devia faze-lo de forma cândida e menos óbvia mas, o agricultor (?) que comentou os últimos posts suscitou-o, por andar distraído e não saber da inteireza, ou antes, a ponta de um corno da história dos dois clubes e muito menos o que é um adepto de clube que nunca esmorece, embora, às vezes, também ressaque.

Meu caro Zé da Quinta, esta modernice dos benfiquistas odiarem mais o Futebol Clube do Porto do que o Sporting, não está com nada, não me convence e deixa-me desconfiado da patologia e do irreversível quadro clinico lá para as bandas da cesta vermelha que até me aperta o peito e causa ansiedade.
No entanto, estou tranquilamente convencido que devido à instalada mingua de resultados, olham de soslaio a constância do tempo e ressacam da amargura e remorso em que navegam, servindo-se para isso de drible tosco como crianças com medo do monstro das bolachas, por forma a apaziguar ódios conquistados durante anos. Anos esses, que minaram os alicerces fundamentais de um edifício que até podia ser atraente (!?) e de uma convivência saudável, inviabilizando assim, in limine, qualquer possibilidade de diálogo e, embora eu admita deficiente entendimento destas coisas e nas sociedades modernas seja mais ou menos axiomático que, gostos e crenças dos outros devem ser tolerados com alguma candura, o provincianismo, o comportamento soprado e a liberdade de inconsciência com que disparam pseudotranscendentais opiniões, não deixa (abrimos aqui uma excepção para os menores de idade, bêbados e loucos) que se encontrem palavras capazes de substantivar alguma qualidade.

Meu caro Zé da Quinta, os adeptos sportinguistas, são bem diferentes de gajas ou gajos no estádio a gritar o redondo refrão obsessivo e psicopatológico "ninguém pára o Benfica”, embora, no primeiro caso (as gajas) exista o gosto por reinventar formas de estar, esquecem que é contemplando as ruínas que se alimentam as almas românticas. Mas, o futebol continua a ser uma área onde não se concede tréguas ao adversário nem se muda de rival qual maria-vai-com-as-outras, porque adepto que é adepto, tem o clube no coração como uma extensão de virilidade, uma coisa epidérmica que, por exemplo; se revela ao detectar um benfiquista a discursar sobre futebol como um protector band contra aves de rapina, desencadeando um principio activo do tipo deltametrina eficaz contra flebótomos e carraças, principalmente quando, os ouvimos falar dos milhões que são, esquecendo como a lenda nasceu, e é coisa que conto mais à frente com uma risadinha amarga e, no palato, um doce sabor a sangue.

A mim, enquanto adepto e sócio do Sporting não compete a ética, nem disfarçada com manjericão e cebolinho, isso é coisa para o meu excelso presidente. Como adepto, reajo qual “Charlie” emboscado no mato, festejando as vitórias do meu clube e as derrotas do arqui-rival como quem come um tornedó de bife Angus ou umas gambas de Madagáscar, e o meu breviário escorre quente e simples, expresso em tempo de acção e etapas concretas, ao contrário do adepto benfiquista que vivendo em permanente lobbying se situa num plano de realidade diferente onde, os mesmos nomes designam coisas diversas e os factos mudam de tamanho com a alternância das marés. Para além de tudo isso e talvez por ter o pensamento confinado à sala de triunfos passados, é nostálgico e vive em permanente crise de reconquista do poder.

Meu caro Zé da Quinta, depreendo das suas palavras que gostaria de se lastimar comigo ou então que ungíssemos o corpo e de mãos dadas, todos nus, nos fossemos manifestar contra o preço das mortalhas, acontece que, terá de o fazer sozinho, e já agora que acabou o “Fiel ou Infiel” faça também a oração da bunda.

Nota de sachola e risadinha amarga, ao cuidado do Zé da Quinta:

Um dia, o menino de oiro dos milhafres (nesse tempo vocês ainda não sabiam o que era uma águia, qualquer espécime avícola bastava), discutia com uns colegas quem tinha mais adeptos; se o Sporting, se o Benfica, e, passando à prática, perguntou a todos os que estavam ao seu redor o clube a que pertenciam, chegando à óbvia conclusão (e já vai perceber a razão do “óbvia”) que 60% eram benfiquistas. Rapidamente se fez a ponte para o espectro nacional nascendo assim a lenda dos seis milhões. Ora, este drible matemático em tão belos pés, teria porventura algum, embora fraquinho, resquício de credibilidade se a sondagem não tivesse sido feita no restaurante do Benfica, depois do treino da manhã e em dia de cozido à portuguesa bem regado com tinto, onde, o sapiencial Gaspar Ramos qual apóstolo da extinção da verdade e sem a necessária percepção ocular logo encontrou conceito explicativo, enterrando ali a natureza indomável das normas exactas e tornando obesos os bovinos, que é como quem diz; assim se engordou o gado.

E, já que estou com a mão na massa, aqui vai mais uma sem a excessiva saturação das justificações: como sabe, o seu presidente, pessoa que vive na ilusão que a televisão confere sabedoria, movendo substancialmente os músculos suprafaciais perante uma plateia de rolos de lã insegura e desinformada, expôs o estado deplorável dos seus conhecimentos expelindo a mirabolante bacorada de serem o primeiro clube do mundo a ter uma sinfonia.
Ora, chegou-me ao canal aditivo por boca de confiança, que os adeptos do Middlesbrough Football Club naquela manhã de verão ou tarde de inverno, sei lá, quando souberam deste estapafúrdio, ficaram de tal forma devastados que decidiram apanhar o Intercidades e vir até Lisboa prestar a sua homenagem.

Para os dear friends adeptos do Benfica, que se tenham sentido desagradados com este post, declaro que, nunca pretendi insultar a inteligência daquela ínfima minoria de benfarosas que tem uns gramas de ideias próprias .

I’m lovin’it.

Coisas da bola




E Mourinho, depois de um derradeiro confronto com Abramovich sai do Chelsea, onde, deixa dois campeonatos de Inglaterra, duas taças da Liga, uma supertaça inglesa e a tão cobiçada taça de Inglaterra. É para já rendido por Avram Grant, embora se fale no nome de Juande Ramos que no mês passado e por esperar um convite melhor, recusou uma oferta do Tottenham.
Ainda que não se vislumbre o futuro clube de Mourinho, desconfio que, por esta hora mais coisa menos coisa, os dirigentes do Barcelona estarão a fazer contas para contratar o “Special One” embora, para as bandas da luz e por se acharem o eixo do planeta, algumas vozes reclamem já a sua contratação.

E lá saiu o castigo de Scolari; suspensão por quatro jogos e €12.000 de multa. Admito que não esperava tanto.

Nota: O amigo agricultor que não acatou o meu conselho de parar com as reviengas (de pouco refinamento técnico, diga-se) na anterior caixa de comentários, e despuduradamente decidiu manter a bola continuando a sachar a horta, terá daqui a mais um bocadito e em forma de post, a oportunidade de saciar a sede e de poder jogar à rabia.

Sporting 0 – 1 Manchester United



Ok puto, estás perdoado.
…mas não te estiques.


Qual nível europeu?

Este post é sobre o jogo do AC Milan com o Benfica. Quem não gostar de futebol pode passar já para aqui onde, o descomplicado Rui Tavares, nos oferece uma portentosa análise de Maria José Nogueira Pinto.

E vamos lá sem pieguices e as tretas do fair-play, falar daquilo em que, um gajo que gosta de futebol perde uma catrefada de tempo:

Ontem e em canal aberto havia dois programas que tinha interesse em ver; o jogo do AC Milan com o Benfica e o debate entre Marques Mendes e Filipe Menezes. Optei obviamente e sem grandes reflexões sobre o universo e a humanidade pelo jogo, prevendo que o debate entre tais cortexes, seria uma desolação patética como parece que foi e, para aqueles como eu, que julgavam ir assistir a um bom jogo do AC Milan, foi uma desilusão com um resultado longe de traduzir a superioridade dos italianos aquele que, os contemplativos benfarosas arrancaram no Giuseppe Meazza. Uma desgraceira.

Na verdade o que conta é o resultado porque, o objectivo do futebol a par da beleza estética é ganhar, e este foi a derrota dos benfarosas, embora e para quem viu o jogo com olhos de ver, por números enganadores, já que, os pouco inspirados “rossoneri” só falharam nestas alturas: aos 7’ por Inzaghi, 14’ por Inzaghi, 16’ por Pilro, 21’ por Inzaghi, 54’ por Káká, 64’ por Jankulovski, 66’ por Inzaghi, 68’ por Oddo e aos 77’ primeiro por Inzaghi e logo a seguir por Emerson.

Os milanistas, para além dos dois golos e de terem tirado o pé do acelerador perante um adversário fácil e pouco incomodativo, limitaram-se a jogar toda a segunda parte em ritmo de treino e a treinar o keeper da Luz.

PS: O golo de consolo do Nuno Gomes já no último suspiro da partida, é irregular. O Edcarlos está fora de jogo e interfere na jogada. Vi eu com estes que a terra há-de comer.

A festa da Taça


No palco do Jamor e sob chuva persistente, 37.600 espectadores assistiram a uma final da Taça de Portugal, digna, bem disputada e de entrega total, com um Belenenses astuto a jogar num 4x2x3x1, congestionando o meio-campo ao mesmo tempo que controlava Miguel Veloso, entupindo assim os caminhos para a sua baliza e retirando fluidez ao losango sportinguista, a estratégia de Jesus, não fosse o tal pormenor, quase atirava o jogo para prolongamento.

O Sporting, depois de uma recta final de campeonato excelente, mas sem uma exibição eloquente, contou com um Romagnoli inspirado e, depois de ter proporcionado a Costinha grandes defesas aos 30', 37', 53', 63' e 70' lá marcou já no lavar dos cestos, com o inevitável “levezinho”, a dar o melhor seguimento aos 87´ ao centro rasteiro de Miguel Veloso, marcando com classe o golo que, 5 anos depois daquela final com o Leixões sob o comando de Bölöni, valeu a conquista da 14ª Taça de Portugal. Um merecido prémio à irreverência da juventude da cantera leonina e ao seu mentor Paulo Bento que, bem mereceu aquele banho de champanhe que a rapaziada lhe proporcionou.

Pelo caminho, ficou aos 2´ um pénalti de Nivaldo sobre João Moutinho que Pedro Proença ignorou. Para o ano há mais.

Foi Desta!

Ele há fins-de-semana que merecem ser guardados a sete chaves, assim, e com a contenção possível, este foi o que se pode chamar, um fim-de-semana de verão, onde o sol brilhou e as estrelas estiveram no lugar. Não bastava a vitória natural por 6-0 do Sporting e veio logo de seguida a eliminação da Taça de Portugal do vigésimo clube mais rico do mundo numa autentica barbárie que, culminou em apoteose com a vitória indiscutível do “sim” no referendo, iluminando a noite e fazendo-me duvidar do merecimento de tanto num único e singelo fim-de-semana, receando inclusive, verificar a minha performance no euromilhões que, é costume fazer só há segunda-feira.

Para aqueles que acompanharam as campanhas e, portanto, me perceberão, estou deveras contente por finalmente os filhos do Vasco Lobo Xavier deixaram de estar abandonados e, o meu sincero obrigado aos Gatos Fedorentos que desmontaram brilhantemente e sem espinhas, o trunfo de partida para a segunda fase da campanha do não.

Uma esperança chamada Maria

Findava o ano de 75 quando o mundo desabou sobre ela. O partido, que tinha sido até aí a sua vida, a sua razão de existir e que, a desviara de paixões, contrárias então à moral proletária, pela mão de um seu recrutado na Faculdade de Direito de Lisboa: o “Camarada Veiga” que assinava no “Luta Popular” dirigido pelo Fernando Rosas, um artigo duríssimo com o titulo “Fogo sobre a renegada Morgado”, faria com que, o divórcio se consumasse.

O “Camarada Veiga”, opositor da Linha Negra de Saldanha e, empedernido militante da Linha Vermelha liderada pelo “educador da classe operária”, não sabia então, que prestava um serviço (talvez o único mas que se agradece), ao povo português.

Maria, desiludida com o partido e com o rumo da democracia, desilusão consolidada por uma breve passagem pela cadeia das “Mónicas”, tornando-a e ao seu marido Saldanha Sanches que foi para ao Forte Militar de Elvas, nos primeiros presos políticos pós 25 de Abril, em vez de se entregar aos lavores, encontra refúgio nos estudos candidatando-se ao Centro de Estudos Judiciários.

Optando pela magistratura do Ministério Público, a justiça passa a ser a sua nova paixão, enquanto, o antes empedernido militante “Camarada Veiga”, trocava a Linha Vermelha do "educador da classe operária" pelo laranja de outro partido, aonde, se viria a destacar nos jogos de bastidores.

Maria viria a ser mais tarde, uma arguta directora nacional adjunta da Policia Judiciária. O “Camarada Veiga” primeiro ministro de Portugal. Maria tem a sua fase áurea quando chefia o DCICCEF - departamento de combate ao “colarinho branco” que, pôs em andamento, vários mal cheirosos, sinistros, escandalosos e melindrosos processos neste país, granjeando-lhe então o merecido titulo de “Dama de Ferro”, mas que, no reverso da medalha, a puseram com uma abstrusa acção administrativa, na prateleira. O “Camarada Veiga” numa altura extremamente difícil para o país e depois de várias tropelias, prefere abandona-lo a troco de um lugar de prestigio na U.E., entregando-o ao inverosímil e absurdo Santana que se viria a revelar um impensável governante

Hoje, enquanto o “Camarada Veiga”, prepara o terreno na procura de um tacho pós-presidência da U.E., a Maria que trocou as gangas por Ana Salazar, é convidada pelo aparentemente empenhado, novo procurador-geral da República para sua adjunta, com a difícil tarefa, de dirigir e coordenar a investigação de tudo o que esteja relacionado com o processo “Apito Dourado”.

Veremos se a deixam, desta vez, terminar o trabalho, porque os negócios escuros do futebol e a arrogância das suas subespécies, têm agora à perna, uma mulher com eles no sitio.

O Regresso do Leão!


Sporting recebeu o Inter de Milão na primeira ronda do Grupo B da Liga dos Campeões, venceu por 1 a 0 e convenceu, evidenciando uma superioridade que ofuscou o favoritismo dos italianos.

O marcador foi Marco Caneira aos 64’ com um magnífico pontapé de fora da área, após um excelente passe de Tonel seguido de uma brilhante recepção, que tira de imediato Maicon da jogada. O gigante Toldo, ainda lhe toca ao de leve, sem contudo conseguir travar o disparo que levava já o selo de golo.

Depois daquele maravilhoso golo, Marco Caneira marca de novo.

Repórter da RTP: - Tem consciência que venceram uma grande equipa?
A resposta veio pronta e à Leão: - Temos consciência que vencemos uma grande equipa, porque nós, somos também uma grande equipa.

Nem mais!

No final, Roberto Mancini reconheceu que jogou contra uma equipa com mais coragem.


Allez Sporting Allez

Acabou.



Esta está entregue. Agora, que Scolari fique e venha o Euro2008.

A “squadra azzurra” de Marcello Lippi, depois de 1934, 1938 e 1982 é de novo e depois de uma final extremamente emotiva e táctica, campeã do mundo.

As claques fizeram a festa e o visado de alguns cânticos era o inevitável "Zizou": "Olê, Zinedine Zidane, olê, Zinedine Zidane." "La mama di Zidane è una p..., la mama di Zidane è una p..."
Como é evidente adorei ver os "bleus" derrotados com as suas armas; as grandes penalidades, e como se isso não bastasse vi a sua estrela maior “Zizou”, agredir com uma inqualificável cabeçada Materazzi antecipando assim a reforma e perdendo a bola de ouro.
Pois é… pela boca morre o peixe e depois de terem apelidado a selecção portuguesa de fiteiros mergulhadores e caceteiros, foi vê-los levar à prática tudo o que antes condenavam.
Que chatice…

Acabou o Sonho!




Num jogo morno e praticamente sem lances de golo, os bonapartes voltaram a ter a ajuda de um pénalti aos 32 minutos, que Zidane converteu com a excelência que retirou qualquer hipótese ao guerreiro Ricardo.

Portugal apesar de no final procurar já em desespero o empate, não conseguiu ameaçar com êxito as redes de Barthez, embora Scolari com a troca de Costinha por Postiga e de Pauleta por Simão, tenha tentado com quatro avançados alterar o rumo dos acontecimentos.

Falar da arbitragem para desculpar a derrota da equipa das quinas, é a repetição de um erro que ainda tenho na memória e que não repito.

Parabéns a todos e espero que a nossa equipe seja recebida em Portugal com as honras que merece.

Agora… Força Itália!

Provérbios de hoje!

Existem duas maneiras de ser feliz nesta vida, uma é fazer-se de idiota, outra é ganhar aos franceses.

Só existem duas coisas infinitas: O universo e o chauvinismo francês.
E não estou muito seguro da primeira.


Amo a humanidade, o que me desgosta são os franceses.

Ás vezes penso que a prova mais evidente de que existe vida inteligente no universo, é esta vontade Lusitana de derrotar os franceses.

Pouco se aprende com a vitória, excepto se os derrotados forem franceses.


Nota: Hoje não estarei on-line, depois da nossa vitória sobre as hordas hooligans da ilha bretã, fiz um pequeno upgrade antecipando a nossa vitória sobre os bonapartes.


Por um novo Waterloo!

Liberte, egalité et... vancifudê!!!

As bandeiras estão desfraldadas e a selecção portuguesa a postos!

Hoje, como dizia Pessoa; É dia de sentir tudo de todas as maneiras, ter todas as opiniões e ser sincero contradizendo-me a cada minuto, é dia de poder rir, rir, rir despejadamente, rir como um copo entornado, absolutamente doido só por sentir.
Depois dêem-me a cela que quiserem que eu me lembrarei da vida.


FORÇA


Entrada posterior 1

Num jogo impróprio para cardíacos, tivemos de novo um Ricardo Coração de Leão a defender as redes Lusas e parando os remates de Frank Lampard, Steven Gerrard e Jamie Carragher, repetindo a façanha do Euro2004.

Coube a Cristiano Ronaldo, depois de Simão e Postiga terem concretizado, marcar o penalti decisivo.


Agora, FORÇA BRASIL, rumo a uma meia-final de língua portuguesa.

Entrada posterior 2

O Brasil infelizmente não passou… Vamos ter de ser nós a beber o Champanhe.
Que o tragam do bom, que não bebemos mistelas.

FORÇA PORTUGAL!

100º aniversário



O Sporting Clube de Portugal, comemora hoje o seu 100º aniversário, inaugurando na praça Centenário, uma peça escultórica que visa homenagear todos os seus sócios, simbolizando três dos grandes pilares da inigualável história deste grande clube – Dirigentes, Atletas e Sócios.

O programa é o seguinte:

1. Concentração na lateral do Parque Eduardo VII a partir das 08:30h.

2. Saída da Marcha prevista para as 10:30h, com uma largada de balões.

3. Entrada na Rotunda do Marquês de Pombal, lado Parque Eduardo VII, contornando a mesma e seguindo em direcção à Av. Fontes Pereira de Melo (sentido ascendente) até à Praça Duque de Saldanha.

4. Aí ocorrerá uma paragem temporária da Marcha para uma largada de balões.

5. A Marcha reinicia-se pela Av. da República, entrando no túnel do Campo Pequeno em direcção a Entre Campos, passando pelo túnel de Entre Campos em direcção ao Campo Grande.

6. Na chegada ao Campo Grande, a Marcha seguirá em direcção à Alameda das Linhas de Torres, entrando, pela Rua Cipriano Dourado, no Parque de Estacionamento em frente ao Alvaláxia para finalmente entrar no Estádio, pela Porta 2, e aí dispersar.

7. De seguida os participantes são encaminhados para a Praça Centenário, onde às 13:00h será inaugurado, na Praça Centenário, o Monumento ao Sócio, terminando aí os festejos do dia do 100º Aniversário do Sporting Clube de Portugal.

Allez Sporting allez