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Rússia e Venezuela a votos – números disponíveis

10:00
(Venezuela)
Depois de Juan Carlos I, é agora o povo Venezuelano que manda calar Hugo Chávez.

O NÃO vence nos dois blocos de artigos. O primeiro bloco com 50,7% dos votos, contra 49,29% do SIM e o segundo com 51,05%, contra 48,94%. A abstenção foi de 44,9%.
Chávez reconhece a derrota com um “Não é nenhuma derrota, para mim este é outro “por enquanto”. Preferi assim, foi melhor assim”, a mesma frase de quando falhou o golpe de estado em 1992.
Atribuindo a derrota à abstenção, insiste que a proposta continua viva deixando a porta aberta para tornar a insistir na revisão constitucional.




(Rússia)
Putin vence com 64,1% dos votos e obtém 315 lugares na Duma (câmara baixa do parlamento). Os restantes votos ficaram assim distribuidos: Partido Comunista 11,6% - 57 lugares, Partido Nacionalista LDPR 8,2% - 40 lugares e o Partido da Rússia Justa 7,8% - 38 lugares.

4:20 (Venezuela)
Líderes do NÂO, avançam com dados preliminares que lhes dão a vitória com 54% dos votos.

3:30
Embora vários jornais internacionais acompanhem os escrutínios, em Portugal, nem um só jornal de referência o faz.

3:10 (Venezuela)
Segundo a Reuters, 3 ministros venezuelanos afirmaram que o SIM ganhou.
Sabemos no entanto que, resultados oficiais só podem ser divulgados pelo Concelho Nacional Eleitoral, quando estiverem apurados 90% dos votos.

3:00 (Rússia)
Putin obtém 62,9%, quando estão apurados 54,6% dos votos. O Partido Comunista não vai além dos 11,5%, Partido Nacionalista LDPR 9,1% e o Partido Rússia Justa 7,8%.

2:40 (Rússia)
Com 19,5% dos votos contabilizados, Putin obtém 63,5% dos votos e o Partido Comunista 11,3%. Algumas das ruas de Moscovo, já foram bloqueadas pela polícia com intenção de impedir qualquer manifestação da oposição.

2:25 (Venezuela)
A oposição pede calma ao governo Venezuelano e avisa que o melhor é não se precipitarem. É preciso esperar e o melhor é o governo não tentar antecipar os resultados, diz o dirigente Gerardo Blyde, respondendo a declarações do ministro da informação, William Lara, que sugeria que a oposição reconhecesse já a derrota.

02:15 (Rússia)
Vadim Soloviev, chefe do serviço jurídico do Partido Comunista, afirma que a vaga de violações ao processo eleitoral, ultrapassa todas as normas e regista até agora mais de 10 mil irregularidades.

01:00
Com 12% dos votos apurados, Vladimir Putin e a Rússia Unida, lideram com 62,3% dos votos contra 11,5 do Partido Comunista, enquanto sondagens à boca da urna dão a vitória a Putin com 61% dos votos, Partido Comunista 11,5%, Partido Nacionalista LDPR 8,8% e o Partido Rússia Justa 8,4%. A votação para que estavam convocados 108 milhões de russos, compareceram segundo os dados até agora disponíveis, cerca de 60% dos eleitores, que vão eleger 450 deputados da Duma.
Entretanto, o chefe adjunto do serviço jurídico do PC, Andrey Klytshkov, denuncia enorme quantidade de violações em todo o país, enquanto os observadores das Assembleias parlamentares da OSCE e do Conselho da Europa dizem não terem constatado nenhuma.

Na Venezuela, onde 16 milhões de venezuelanos foram chamados para votar o referendo à reforma constitucional, sondagens à boca da urna, variam entre os 53% a 56% para o SIM e os 44% a 47% para o NÃO. A abstenção ronda os 50%.
Até agora, o Concelho Nacional Eleitoral, não divulgou qualquer resultado oficial.


Petróleo vs. Democracia

Hugo Chávez e Vladimir Putin, dois bons amigos, vão a votos no mesmo dia, no mesmo domingo. Um 2 de Dezembro que se advinha negro para a democracia. Chávez com a cartada de confrontação com os EUA, pretende adquirir legitimidade internacional, nacional e a mobilização política para ver aprovada a revisão constitucional e a sua reeleição por tempo indefinido, e Putin enfrenta as legislativas com o projecto de democracia sem representação, que monopoliza a competição e monopoliza o poder.

Vladimir Putin, segundo observadores internacionais, parece já ganhou, e Chávez para lá caminha, ameaçando que se o resultado do referendo não for reconhecido, estando ele convencido que o “Sim” ganhará, ou for boicotado, fechará emissoras de TV, expulsará jornalistas e suspenderá a exportação de petróleo para os EUA, e se o Rei Juan Carlos I não lhe pedir desculpas pela “agressão” em Santiago do Chile, começará a pensar em acções contra os interesses espanhóis na Venezuela e deixa a ameaça de nacionalizar o BBVA e o Santander. Isto tudo, no discurso de encerramento de campanha ontem à tarde em Caracas.

Ambos põem em causa o pluralismo. São duas protoditaduras em vias de serem instaladas através da “democracia directa” de Chávez e da “democracia dirigida” de Putin.