Meu caro, sei que é adepto da democracia de via reduzida, e que as faltas de respeito de trato com a sua elevada pessoa o incomodam, mas como sabe carece de resposta. Estamos no outono, é no outono que as folhas caem e é o outono que representa o fim dos dias bons.
Quando o meu caro disse, “Quem vier para agredir o seu espírito” referindo-se à Nova Águia “ou denegrir os seus mentores deve procurar outro lugar”, sabia bem que a questão não era a que apregoava, e a sua fuga para a frente, típica de quem se sente acossado, foi de uma enormidade inacreditável. Precisamente porque se sentia seguro e se desfrutava irresponsável. O que é, a bem dizer, um epifenómeno.
A questão, que você sabe e muitos de nós também, foi o que disse em artigos e nas caixas de comentários da Nova Águia (NA), contra a NA, os membros da NA e o Manifesto da NA acoitado sob a tal capa de fantasia como lhe ousou chamar, e o que foi dizendo, a la carte, deitando mão a truques trampolineiros e com a irresponsabilidade dos pantomineiros. Isso é que é grave, demasiado grave. Para quem? Para divertimento de quem? Para terapia de quem? Não sei. Sei que perdeu a noção do ridículo e seja onde for que isso aconteceu, também lá deve estar caída a sua honestidade intelectual.
O Paulo como bem sabe, revelou-se ao vivo uma surpreendente fraude, e num ambiente de hostilidade desbragada, espumando a sua frustração e ressabiamento, tentou limpar factos, números e argumentos, apagando os vitupérios que publicou acoitado sob o nome de Rasputine e expulsando com a maior prepotência os que consigo não concordavam e que o podiam denunciar. Sim, Paulo você deu-me a prova da causa mais funda do seu desespero e intermitente decadência actual, a prova de que o Paulo é o fantoche do Rasputine.
Compreendo que não seja adepto do contraditório objectivo mas o seja das confrarias do elogio mútuo: as “comadres” (que nome tão suave para o que elas perpetram) essa brigada de imbecis habitués que se julgam o centro do mundo e deles deriva a figura universal do Grande Acusador, mas acontece que, nem todos os que vivem no deserto são camelos, há excepções que não gostam de tipificações: nem das que reduzem um indivíduo a tipo predefinido, nem das outras que alargam a um vasto conjunto de indivíduos a atribuição de tipo.
O meu último conselho, vai no sentido de: quanto menos falar, menos se compromete, menos se queima e mais o respeitam. Nem que seja um corifeu perene e senil, um sacana de um canalha silencioso ou um aprendiz de Rasputine.
Por fim, para terminar e sobre a questão da minha e de outras prepotentes expulsões do blogue, o que estas expressam é pasto de infernos, são tão-só, vagas e imbecilizantes intenções de quem acredita que a sua idealite aguda é um estado de alma colectivo. Coisa que, amiúde, ataca os tiranetes e os seus minúsculos poderes.
O meu caro resiste a uma teoria da conspiração criada por si próprio? Grande mérito, sim senhor. Só falta que a criação lhe fuja das mãos, tipo Frankenstein. Não sei se bebe nem quero saber, mas sei que está embriagado de hipocrisia. Olhe, Paulo eu pintava-me de preto e saía fininho de cena, mas a sua ambição é de desmesurado tamanho, não é?



