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Os números da Greve da Função Pública…

...em nada diferem dos apresentados pelos sindicatos e Governo em novembro no ano passado. O Governo, navegando à bolina da costumeira miserabilidade, avança na insistência de uma adesão de 22% e os sindicatos contra argumentam com uns retumbantes 80%. A guerra do costume, embora, tenham encerrado mais 919 escolas que anteriormente e a Administração Central reconheça que, em relação à paralisação de 30 de Maio último, houve um aumento na ordem dos 45%.
Sócrates, o homem da engenharia mercantil e da megalómana arte dialéctica , lá da India, diz que encara a greve com tranquilidade, e nós sabemos que está para nascer o dia, que um Governo reconhecerá o impacto real de uma greve.

A performance do nevoeiro.

Navegando à bolina pelos jornais da nossa televisão, deparo na insistência com que noticiam, casos de hospitais, escolas e demais repartições públicas em que, este segundo dia de greve teve adesões a rondar os oitenta, noventa e até, vejam lá, uns retumbantes cem porcento.

Os sindicatos reclamam uma adesão relevante e não abrem mão de uns oitenta por cento – mais coisa menos coisa – e, no polo oposto, o governo sintomático e miserabilista, não vai além dos doze - ou será catorze? -, bem, já me confundi, mas é escolher um número ao acaso que também não é importante, se tivermos em consideração que as greves que contam são as expontâneas e não as organizadas pelos sindicatos, como dizia no dia anterior, na sua já costumeira e megalómana arte dialéctica o Sr. Primeiro Ministro, embora, não tenha percebido se estava a referir-se às de combustão e a lançar-nos algum desafio.

Enfim… continuando, vamos lá para bingo.

Os funcionários públicos em particular e o restante espectro eleitoral em geral - excepto os que leram Freud -, ouvem, e para além de se interrogarem sobre o grau de escolaridade dos que escrevem as noticias em rodapé, acreditam que foi desta que criaram as paraolimpíadas da matemática.

Depois disto, entre a cirrose e o álcool, escolho o que me dá prazer.