A actuação das empresas no mercado, a sua cultura, a sua estratégia, a produtividade dos seus colaboradores e a eficácia com que competem, não são determinadas pelas acções dos gestores de topo?

Gestores e produtividade

A produtividade, indicador que mede a eficiência dos factores produtivos ao relacionar os factores utilizados com o valor da produção, é um problema estrutural do nosso país, que continua a perseguir-nos. E quando se fala em produtividade, a atenção inclina-se normalmente para o lado dos trabalhadores, quando é sabido, embora muitas vezes esquecido, que a produtividade não depende unicamente destes, mas sobretudo da dimensão intelectual dos empresários e gestores. Exemplos como o da Siemens e da Auto-Europa, entre outras empresas estrangeiras, que têm em Portugal unidades industriais com produtividades das melhores do grupo, assim como algumas empresas portuguesas, provam que não somos geneticamente incompetentes ou culturalmente preguiçosos.
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Da, Economia Pura.

Apunhalados

Margarida Rebelo Pinto e Miguel Sousa Tavares, apunhalados aqui no Esplanar.
Vale a pena ir até lá, para constatar o hercúleo trabalho deste maduro.

Coisas espantosas


Para quem não sabe ou não conhece...


O aeroporto de Gibraltar (uma pequena península rochosa que faz fronteira com a Espanha, perto de Marrocos) possui uma avenida que cruza a pista de aterragens e descolagens.
Quando o semáforo fica vermelho, os automóveis param e um avião passa a centenas de km/h na pista à sua frente. E nunca houve um acidente!!!
Incrível!!!!!!!
Até tem semelhanças com as nossas passagens de nível...

MICRO-CAUSA

A acção concertada e promovida pelo Bloguitica, subordinada ao Titulo Micro-Causa, de pressão ao jornal público, tem até agora a aderência de 17 blogs, esta acção consiste em diariamente os aderentes inserirem a seguinte pergunta:

"PODE O PÚBLICO SFF ESCLARECER COM QUEM É QUE FÁTIMA FELGUEIRAS MANTEVE CONTACTOS NO SECRETARIADO NACIONAL DO PS? QUANDO É QUE ESSES CONTACTOS TIVERAM LUGAR? QUEM É QUE INFORMOU JAIME GAMA PREVIAMENTE DA LIBERTAÇÃO DE FÁTIMA FELGUEIRAS?"

"O Público não pode exigir a terceiros uma conduta que os seus leitores não lhe possam igualmente exigir a si. O Público tem a obrigação de dar uma explicação aos seus leitores. Cá estaremos, todos os dias, para a exigir."

Mas como sempre, parece que os media não estão para aí virados e preferem ignorar a pergunta de forma displicente.

Inversão do ónus da prova

Presidente da RepúblicaSampaio defende inversão do ónus da prova no combate ao crime económico 05.10.2005 - 19h43 Lusa
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O Presidente da República, Jorge Sampaio, defendeu hoje a "revisão criteriosa das leis anti-corrupção" e a introdução da "inversão do ónus da prova" para que "a justiça e a moralidade sejam repostas" no país.
"Esta inversão do ónus de prova, que em nada colide com o direito de defesa, é o encargo que os cidadãos inexplicavelmente enriquecidos terão de suportar para que a Justiça e a moralidade sejam repostas e a República não continue a ser escarnecida pela impunidade que a natureza dos crimes de corrupção e a exiguidade de meios têm propiciado", disse Jorge Sampaio, no discurso por ocasião do dia da Implantação da República, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.
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No entender do Presidente, "a moralidade mais elementar e o sentimento de justiça continuarão gravemente diminuídos" enquanto "for possível exibir altos padrões de vida, luxos, e até reprováveis desperdícios, e, ao mesmo tempo, apresentar declarações fiscais de indigência".
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Fuga para a vitória


O Celso Martins e o Nuno Sousa, ex. Barnabés, estão de volta.
Todos os que gostam de uma blogosfera animada e pluralista ficarão com certeza satisfeitos.
Este blog deseja que estejam em forma e sejam bem-vindos.

Os gajos estão mesmo aqui.

A Primeira República - 5 de Outubro de 1910



O filme dos acontecimentos.

A 21 de Setembro de 1910 a imprensa do Rio de Janeiro, publica uma extensa entrevista a Magalhães Lima feita em Paris. Entre outras declarações, afirma o conhecido Republicano: A Monarquia está irremediavelmente perdida, a República Portuguesa será em breve um facto, mesmo que os Republicanos a não proclamassem ela seria, apesar de tudo, proclamada pela fatalidade das circunstâncias e pela lógica dos acontecimentos.

3 De Outubro de 1910 – O Dr. Miguel Bombarda é assassinado por um seu antigo doente, quando se encontrava no seu gabinete, no Hospital de Rilhafoles. O agressor é o tenente do exército Aparício Rebelo.
Perdem assim os Republicanos um dos seus mais prestigiosos dirigentes.
Nesse mesmo dia ás 20 horas – o Almirante Cândido dos Reis, Afonso Costa, José Relvas, João Chagas, António José de Almeida, Eusébio Leão entre outros Republicanos reúnem-se em casa da Mãe de Inocêncio Camacho, na Rua da Esperança 106,3º. Fica combinado, de acordo com planos já estabelecidos que a revolução começaria à 1 hora da madrugada com uma salva de 31 tiros disparados de navios de guerra surtos no Tejo.

4 De Outubro de 1910 – 1 Hora e 20 – soam tiros, não eram 31, instala-se o pânico entre os revolucionários. O quartel de marinheiros em Alcântara que estava previsto revoltar-se está cercado por Infantaria1, Cavalaria4 e Caçadores2.

- Estão na rua 3000 homens fiéis à Monarquia com as baterias a cavalo.

- O Comissário Naval, Machado Santos, com praças do Infantaria16 de Campo de Ourique, ataca o Quartel de Artilharia1.

- O Capitão Sá Cardoso, com um pelotão de Infantaria16 parte para atacar o Palácio das Necessidades.

- Machado Santos, com outra força de Infantaria16 ataca a esquadra de polícia no Largo do Rato e arma civis.

Ás 5 horas Machado Santos comanda as forças revoltosas, que descem a Avenida em direcção ao Rossio, são bombardeados, retrocedem para a Rotunda e fecham as entradas para as Avenidas Fontes e Duque de Loulé.

Pelas 9 horas Machado Santos só dispõe de 8 peças de artilharia. Comanda 9 sargentos e 200 homens, mas civis armados acorrem à Rotunda para os auxiliar.

Ás 12:30 horas as forças leais à Monarquia comandadas pelo capitão Paiva Couceiro, fustigam duramente a Rotunda com as baterias de Queluz.

Ás 14 horas, os cruzadores S. Rafael e Adamastor bombardeiam o Palácio das Necessidades. O Governo pede ao Rei que se retire para Mafra. O Rei obedece e parte com o Conde de Sabugosa e o Marquês do Faial.

5 De Outubro de 1910– 6 horas – Fogo dos revoltosos contra as forças do Rossio. De Queluz, as baterias de Couceiro atacam e começam a desembarcar os marinheiros dos navios de guerra estacionados no Tejo.

11 Horas – José Relvas, acompanhado por outros revolucionários, proclama a República de uma janela da Câmara Municipal.

No Porto, Dr. Nunes da Ponte, lê na varanda central dos Paços do Concelho o texto da proclamação e declara “ perpetuamente abolida a Dinastia de Bragança”

Segundo o suplemento do Diário do Governo nº 222, fica assim constituído o 1º Governo Provisório

Presidente – Dr. Joaquim Theophilo Braga
Interior – Dr. António José Almeida
Justiça – Dr. Affonso Costa
Fazenda – Basílio Teles
Guerra – António Xavier Correia Barreto
Marinha – Amaro Justiniano de Azevedo Gomes
Estrangeiro – Dr. Bernardino Luís Machado Guimarães
Obras Públicas – Dr. António Luís Gomes

A família Real parte para o exílio, embarca no Iate Amélia com destino a Gibraltar.
O Governo Britânico disponibiliza o Iate Real Victoria And Albert para conduzir o Rei, a Rainha D. Amélia e o Infante D. Afonso para Inglaterra. A Rainha D. Maria Pia será conduzida, de Gibraltar para Itália, a bordo de um navio Italiano
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O rápido sucesso do movimento revolucionário que instaurou a República deve-se, em grande parte, à colaboração da Carbonária, sociedade secreta que actua ligada à Maçonaria.
Machado Santos era membro dirigente da Alta Venda, um dos mais importantes centros da Carbonária, parte dele o aliciamento de muitos revolucionários entre praças, sargentos, marinheiros, operários, estudantes, populares em geral.
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Fonte: Do Diário da história de Portugal - Reader´s Digest

Faltou agressividade











Ronald Koeman, depois do jogo com o Vitória de Guimarães, disse ter faltado agressividade à sua equipa, perante estas declarações, teme-se que Petit vá armado para as Antas.

Cartazes das autárquicas

A falta de ideias nesta campanha para as eleições autárquicas, é estrondosamente gritante.

Este exemplo de cartaz mostra isso mesmo, mas consegue juntar à falta de ideias o preciosismo do gosto bimbalhão.

Estou disposto a tornar-me caçador, se a época de caça aos patos bravos, abrir já.



Eclipse anular ou anelar

Quem teve a sorte, de estar fisicamente na faixa de anularidade, foi bafejado por este imenso espectáculo, que só, se repetirá em 2028, os outros, nos quais me incluo ficámo-nos pelo eclipse parcial, e mesmo assim foi uma festa.

Braga, Vila Real, Viana do Castelo e sobretudo Bragança, foram os distritos privilegiados para este espectáculo, por estarem situados dentro dessa estreita faixa de visibilidade ao longo da qual o disco lunar oculta o centro do disco solar.

As fotos são da imprensa On-line em geral.






Depois de Katrina

Direito ao contraditório.

Aqui há uns anos, havia na RTP um programa do José Nuno Martins – estávamos ainda no tempo do vinil – em que este, após alguma pesquisa pelo mercado discográfico, brindava-nos com algumas novidades, das quais, permitia que ouvíssemos um pouco e de seguida sancionava à martelada, reduzindo a cacos, aquilo que achava não ter qualidade para ser ouvido.
Evidentemente o programa não demorou a ser cancelado, outros valores se levantaram, talvez o poder do mercado discográfico.

Outro exemplo: Existem várias revistas, programas de televisão, rádio e jornais a promoverem tudo o que é carro. Não existe um só programa, revista, jornal, ou uma só voz, a denunciar os que são maus.

Antes como agora, continuamos a assistir à promoção de toda a pimbalhada, das mais variadas formas: nos jornais, nas revistas, nas televisões, e em algumas rádios, sendo inclusive um dos programas de maior audiência da SIC – o do Herman José – o maior veiculo de promoção que estes têm.

Nem uma só voz dos media, se levanta contra o insulto da produção maciça de má música, quanto muito, algumas rádios fazem-no pela omissão da dita, o que teremos de considerar já não ser mau. Com os carros, é exactamente o mesmo, ficamos até convencidos que serão todos bons. Serão? Não, como se constata no dia-a-dia, e nos sai do bolso, por termos acreditado na propaganda que os media no impingiram.

Alguns poderão dizer que isso de considerar esta ou aquela má música, este ou aquele mau carro é uma questão de opinião. Exactamente.
Gostaríamos era de ver a opinião contrária, ter voz nas mesmas circunstâncias, e é isso que os donos do capital não deixam que se faça.
Ele é mais melões.
A diferença entre o redondo e o oblongo, pode ter a vantagem de transformar este homem num excelente profissional.



Lembradura

Não se esqueçam, que é já amanhã dia 3, que poderão observar o maior eclipse solar visível em Portugal nos últimos cem anos, ocorrerá, quando se registar um alinhamento perfeito entre o Sol, a Lua e a Terra.
O fenómeno ocorre por volta das 10 da manhã e será mais visível no norte do país.

Mais pormenores neste post aqui de dia 24.

A Origem do conto do Vigário



Vivia há já não poucos anos, algures, num concelho do Ribatejo, um pequeno lavrador, e negociante de gado, chamado Manuel Peres Vigário.
Da sua qualidade, como diriam os psicólogos práticos, falará o bastante a circunstância que dá princípio a esta narrativa. Chegou uma vez ao pé dele certo fabricante ilegal de notas falsas, e disse-lhe: «Sr. Vigário, tenho aqui umas notazinhas de cem mil réis que me falta passar. O senhor quer? Largo-lhas por vinte mil réis cada uma.» «Deixa ver», disse o Vigário; e depois, reparando logo que eram imperfeitíssimas, rejeitou-as: «Para que quero eu isso?», disse; «isso nem a cegos se passa.» O outro, porém, insistiu; Vigário cedeu um pouco regateando; por fim fez-se negócio de vinte notas, a dez mil réis cada uma.
Sucedeu que dali a dias tinha o Vigário que pagar a uns irmãos negociantes de gado como ele a diferença de uma conta, no valor certo de um conto de réis. No primeiro dia da feira, em a qual se deveria efectuar o pagamento, estavam os dois irmãos jantando numa taberna escura da localidade, quando surgiu pela porta, cambaleando de bêbado, o Manuel Peres Vigário. Sentou-se à mesa deles, e pediu vinho. Daí a um tempo, depois de vária conversa, pouco inteligível da sua parte, lembrou que tinha que pagar-lhes. E, puxando da carteira, perguntou se, se importavam de receber tudo em notas de cinquenta mil réis. Eles disseram que não, e, como a carteira nesse momento se entreabrisse, o mais vigilante dos dois chamou, com um olhar rápido, a atenção do irmão para as notas, que se via que eram de cem.
Houve então a troca de outro olhar.
O Manuel Peres, com lentidão, contou tremulamente vinte notas, que entregou. Um dos irmãos guardou-as logo, tendo-as visto contar, nem se perdeu em olhar mais para elas. O vigário continuou a conversa, e, várias vezes, pediu e bebeu mais vinho. Depois, por natural efeito da bebedeira progressiva, disse que queria ter um recibo. Não era uso, mas nenhum dos irmãos fez questão. Ditava ele o recibo, disse, pois queria as coisas todas certas. E ditou o recibo – um recibo de bêbedo, redundante e absurdo: de como em tal dia, a tais horas, na taberna de fulano, e «estando nós a jantar (e por ali fora com toda a prolixidade frouxa do bêbedo...), tinham eles recebido de Manuel Peres Vigário, do lugar de qualquer coisa, em pagamento de não sei quê, a quantia de um conto de réis em notas de cinquenta mil réis. O recibo foi datado, foi selado, foi assinado. O Vigário meteu-o na carteira, demorou-se mais um pouco, bebeu ainda mais vinho, e daí a um tempo foi-se embora.
Quando, no próprio dia ou no outro, houve ocasião de se trocar a primeira nota, o que ia a recebê-la devolveu-a logo, por escarradamente falsa, e o mesmo fez à segunda e à terceira... E os irmãos, olhando então verdadeiramente para as notas, viram que nem a cegos se poderiam passar.
Queixaram-se à polícia, e foi chamado o Manuel Peres, que, ouvindo atónito o caso, ergueu as mãos ao céu em graças da bebedeira providencial que o havia colhido no dia do pagamento. Sem isso, disse, talvez, embora inocente, estivesse perdido.
Se não fosse ela, explicou, nem pediria recibo, nem com certeza o pediria como aquele que tinha, e apresentou, assinado pelos dois irmãos, e que provava bem que tinha feito o pagamento em notas de cinquenta mil réis. «E se eu tivesse pago em notas de cem», rematou o Vigário «nem eu estava tão bêbedo que pagasse vinte, como estes senhores dizem que têm, nem muito menos eles, que são homens honrados, mas receberiam.» E, como era de justiça foi mandado em paz.
O caso, porém, não pôde ficar secreto; pouco a pouco se espalhou. E a história do «conto de réis do Manuel Vigário» passou, abreviada, para a imortalidade quotidiana, esquecida já da sua origem.
Os imperfeitíssimos imitadores, pessoais como políticos, do mestre ribatejano nunca chegaram, que eu saiba, a qualquer simulacro digno do estratagema exemplar. Por isso é com ternura que relembro o feito deste grande português, e me figuro, em devaneio, que, se há um céu para os hábeis, como constou que o havia para os bons, ali lhe não deve ter faltado o acolhimento dos próprios grandes mestres da Realidade – nem um leve brilho de olhos de Macchiavelli ou Guicciardini, nem um sorriso momentâneo de George Savile, Marquês de Halifax.
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Contado por Fernando Pessoa.
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(publicado pela primeira vez no diário Sol, Lisboa, ano I, nº 1, de 30/10/1926, com o título de «Um Grande Português». Foi publicado depois no Notícias Ilustrado, 2ª série, Lisboa, 18/08/1929, com o título de «A Origem do Conto do Vigário».
O Times Online de dia 29, trás esta excelente citação de Jerry Hall (Ex. Mulher de Mick Jagger)

«A minha mãe sempre disse que era simples contentar um homem: tens de ser uma criada na sala, uma cozinheira na cozinha e uma puta na cama. Cá para mim, vou contratar quem me trate das duas primeiras, que eu resolvo aquela parte da cama».

Pras cabeças.

Uma questão de privilégios

Num juízo de uma pequena cidade, o advogado de acusação chamou a sua primeira testemunha; uma velhinha de idade avançada e avó.
Aproximou-se da testemunha e perguntou: "Srª Ermelinda, a senhora conhece-me?"

Resposta:
-Claro que te conheço. Conheço-te desde pequenino e, francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente, enganas a tua mulher, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando nem sequer tens inteligência suficiente nem para ser varredor. Claro que te conheço.

O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco; apontou para o outro extremo da sala e perguntou:
-Srª Ermelinda conhece o defensor oficioso?

Responde a velhinha:
-Claro que sim. Também o conheço desde a infância. É frouxo, tem problemas com a bebida, não consegue ter uma relação normal com ninguém e na qualidade de advogado bem, aí......é um dos piores que já vi. Não esqueço também de mencionar que engana a mulher com três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua mulher. Sim, conheço-o. Claro que sim.

O defensor ficou em estado de choque. O juiz, então, pediu a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito ténue diz-lhes:
-Se a algum dos dois ocorrer perguntar à puta da velha se me conhece juro-vos que vão todos presos.

Só eu sei, porque fiquei em casa.

O Sr. Peseiro, que dizia ainda ter crédito junto dos sócios – provavelmente por ter sido, quase campeão Nacional, quase campeão da UEFA e quase vencedor da taça de Portugal, na época transacta –, não sei se continua a pensar assim.

Ontem o Alvalade XXI, teve a pior assistência de sempre, cerca de 15.000 adeptos, se pensarmos que no jogo com o Setúbal – domingo passado –, com uma casa a rondar as 30.000 pessoas, o Sr. Peseiro foi vaiado por todos os adeptos devido à ineficácia que demonstra no banco – eu vi, eu estava lá –, e se pensarmos que muitos adeptos não estiveram presentes ontem como forma de protesto à continuidade do Sr. Peseiro à frente da equipa – foi o meu caso e de todos os adeptos com que falei –, teremos de dizer ao Sr. Peseiro para procurar outra profissão, ou então um clube ao seu nível, que não será concerteza um clube da estatura do Sporting Clube de Portugal.

Estamos fartos, Sr. Peseiro. O Sr. é incompetente na sua profissão. O Sr. não sabe o que deve fazer no banco, o Sr. transmite receios à equipa, o Sr. desorienta os jogadores, O Sr. toma demasiadas decisões erradas.

Não digo que o Sr. não saiba de futebol, até acho que sabe, mas é como aqueles Drs, que tiraram o canudo à custa de muito marranço, porque são muito estudiosos, mas no futebol e no banco, precisamos de pessoas inteligentes, porque é um lugar em que se tem de tomar decisões na hora, em que se tem de ter raciocínio rápido, em que se tem de ter leitura de jogo, e o Sr. infelizmente não tem estas qualidades, é pena mas é assim. Interiorize de vez as suas limitações.
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Por favor Sr. Peseiro, VÁ EMBORA.

Vinhos portugueses premiados

Há quatro vinhos portugueses na selecção dos melhores do ano da revista americana Wine & Spirits. Estes vinhos estão, não só entre os 100 melhores de 2005, como surgem no topo da tabela com pontuações acima dos 90 numa escala de 100 pontos. Os premiados nacionais são Taylor Quinta de Vargellas Vinha Velha 2000 (95 pontos), Quinta do Crasto 2001 Douro Reserva (93), Quinta do Ventozelo 2000 Douro (93) e o vinho verde alvarinho Reguengo de Melgaço 2004 (92). A surpresa só não foi maior porque todos os vinhos premiados já tinham recebido antes vários galardões internacionais.

Este é o impulso que faltava aos vinhos nacionais. "Portugal não é conhecido como produtor de vinhos, e num mercado tão competitivo este reconhecimento dá-nos visibilidade", diz António Guedes, administrador da Quinta da Aveleda.

DN Online