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Pérolas


Tempos atrás o semanário “Sol” trazia uma sondagem em que, 27% dos portugueses estariam de acordo com a absorção de Portugal pela Espanha. Considerei na altura, que a democracia aliada à burrice, faz daquele povo meio pateta e que se ilude com as luzes, um bom palhaço.
Ora, estes palhaços, longe de serem sociologicamente coerentes por não saberem História, estão sempre a tempo de perguntar aos bascos, aos catalãos e aos galegos, o que pensam dos castelhanos mandarem nas suas terras, outra coisa, são as campanhas organizadas em que a quadrilha deixou de ser uma dança e passou a ser uma razão de existência, e, desta feita, encostados a um prémio Nobel da literatura tornando-o arauto do iberismo, profetizam a total integração de Portugal na Espanha a que este dá voz numa entrevista ao Diário de Noticias, demonstrando um ódio visceral e preconceituoso à História de Portugal e um grave desconhecimento da realidade espanhola levando-o a dizer; ter esta existido de forma mais ou menos pacifica ao longo dos anos. Lavando assim, o sangue derramado por Castela e a sua função na Península ao nível da Grande Sérvia e esquecendo Franco, o ditador que descaracterizou a Catalunha proibindo a língua e os usos, em prol de uma Espanha Una.
Saramago faz jogo sujo, apoiado na maçonaria e no obscuro grupo Prisa que também controla alguma da comunicação social portuguesa, defendendo uma patética tese de paz e união ibérica, esquecendo que Castela é responsável por exorcizar Portugal dos livros de História espanhóis, por descaracterizar Olivença esmagando e humilhando a cultura portuguesa e fazendo crer que Castela aceitaria a língua portuguesa, num discurso de meias verdades, distorcendo a História de tal forma que só merece um vómito.


Outra pérola, esta da intriga barata, dá pelo nome de Felicia Cabrita que, com a cobertura do semanário “Sol”, enquanto o PGR levanta inquérito às declarações de Ana Salgado irmã de Carolina Salgado, esta preciosidade dos “free lancer” do jornalismo caseiro, distorce tudo e assina um artigo que faz manchete, segundo o qual; o PGR abrira um inquérito à equipa de Maria José Morgado e, em subtítulo, afirma que a investigação é acusada de imparcialidade.
Esta pseudonoticia da biógrafa oficial do Sr. Pinto da Costa, mete num saco a Lola mamona que trabalhava na Praça do Chile, e é bem o retrato de que o dia das mentiras, é agora uma constante data nacional.

Cansado me vou, talvez de férias, sei lá.

Obras primas da confusão

Eu sei que a noticia, a sondagem ou lá que raio era aquilo, já foi há uns tempos… mas, na altura não escrevi nada sobre isso e agora vem a propósito porque, um obra prima da confusão, enquanto eu fazia o que os homens não gostam de fazer, que é esperar à porta das lojas de gajas, enquanto as mulheres fazem as compras, não se calava com a merda da tal noticia ou sondagem ou lá que raio era aquilo, que o jornal SOL, aqui há atrasado publicou, e, despuduradamente afirmava; que a haver erro, era por defeito.
Dizia o obra prima da confusão que, quanto a ele, eram muitos mas muitos mais, os que queriam que esta merda de país fosse absorvida pelos espanhóis, pois só assim, os portugueses podiam aspirar a uma vida melhor. (palavras textuais desse caridoso ser humano, que falava muito a sério)

Dizia então esse jornal, segundo me recordo que; 27% dos portugueses estariam de acordo com a absorção de Portugal pela Espanha e eu, talvez por ser obviamente estúpido, não entendo uma merda dessas.

Eu sou um republicano que felizmente não sofre do estigma das monarquias absolutistas de 1700 e, por isso, nada me custa elogiar as actuais monarquias espanhola ou luxemburguesa, onde a figura do Rei é de rara capacidade nas relações humanas, porque sou, mesmo com todos os seus defeitos e acima de tudo, um incondicional apoiante da democracia. Por isso não tenho preconceitos sobre os referendos, ou até, em discutir o tal artigo da Constituição da República que exclui a opção do sistema monárquico.

Provavelmente terá (o obra prima da confusão) ouvido falar na globalização e até que a Europa caminha para a união na diversidade cultural, mas daí, a querer entregar o comando ou a representação do que é nosso à Espanha; puta-que-pariu… que a história bem nos ensina e por isso aconselha os que pensam um nico, que já antes assim se iniciou; primeiro com a esperança, que deu lugar à angústia e que resultou na inevitável rejeição de tal solução e portanto, este cruzar de influências, deve sim reforçar o melting pot e a identidade portuguesa.

Infelizmente, estes tipos de sociologia simples, devido a terem puxado muito pela cabeça, estão longe de ser sociologicamente coerentes, caso contrário, veriam as águas poluídas que no verão chegam pelo Guadiana à barragem do Alqueva, veriam como eles impunemente destruem as nossas reservas marinhas com as suas frotas pesqueiras, veriam a cooperação do mercado espanhol aos nossos produtos e serviços e, depois, aqueles que por incapacidade não conseguissem calcular as consequências de tal acto e ainda pensassem que; sendo nós parte de Espanha, esses problemas se resolveriam, perguntassem aos bascos, perguntassem aos catalãos e perguntassem aos galegos, o que pensam dos castelhanos mandarem nas suas terras há séculos?

felizmente, tomara Espanha resolver os problemas dos movimentos independentistas que têm, a querer arranjar mais alguns… mas nós, temos que aguentar esta cambada de obras primas da confusão que, no encosto de um qualquer corrimão, para além de nos exporem ao ridículo dessas noticias, sondagens ou lá que raio era aquilo (que muito devem ter feito rir lá por terras de Espanha), assumem alto e em bom som como se falassem para a posteridade, que gostavam de ser “comidos pelos espanhóis” (para não fazer uso do vernáculo e dizer outra coisa que bem mereciam).

Valha-nos o futebol, que é o único sitio onde estes inanes e outros também, aprendem o Hino Nacional e, se o nosso problema, for de manifesta falta de estaleca para governar, então, que se recorra ao outsourcing e se contrate um alemão com provas dadas ou até um irlandês, para vir fazer umas horas.