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Comunicado da Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença

Reagindo à iniciativa do Grupo dos Amigos de Olivença que, no decurso da XXIII Cimeira Luso-Espanhola, levantou publicamente a questão de Olivença, o Senhor Primeiro-ministro, em entrevista à RTP, em 19-01-2008, veio dizer que o assunto «não foi discutido» na Cimeira (1).

Tal afirmação, que em si mesma nada traz de novo e só surpreende pela franqueza com que se admite e confessa publicamente uma prática política nada louvável, embora adoptada por sucessivos governos, deve ser sublinhada pela exuberância com que o Senhor Primeiro-ministro assume publicamente a existência do litígio, a sua relevância e a profunda perturbação que provoca no relacionamento político dos dois Estados.

No mais, a referência - aparentemente desdenhosa - à intervenção de tantos portugueses que em elevada manifestação de cidadania têm lembrando as responsabilidades que cabem ao Governo na sustentação dos direitos de soberania sobre uma parcela do território nacional, como fazendo «parte do folclore democrático», só pode ser entendido como um momento de infelicidade, decerto resultante da tensão a que o Senhor Primeiro-ministro estivera sujeito, traduzindo também alguma desatenção ou inabilidade políticas.

Aliás, não poderia ser de outra forma pois que, conforme afiançou recentemente o Senhor Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, em carta dirigida a esta associação em 12 de Novembro, p. p.:

«O Estado português é rigoroso na prática de actos externos, quanto à delimitação constitucional do seu território, em observação do que estipula o artigo 5.º da Constituição: "1. Portugal abrange o território historicamente definido no Continente europeu [...] 3. O Estado não aliena qualquer parte do território português ou dos direitos de soberania que sobre eles exerce [...]". A política que o Ministério dos Negócios Estrangeiros tem seguido, e as orientações que tem dado [...] tem sido de que nenhum acto, acordo ou solução em torno desta questão deve implicar o reconhecimento por Portugal da soberania espanhola sobre Olivença» (2).

O Grupo dos Amigos de Olivença faz notar que a sua actuação reproduz a posição político-constitucional portuguesa e, lamentando as palavras menos felizes e inapropriadas do Senhor Primeiro-ministro, reafirma a sua determinação em prosseguir os esforços que vem desenvolvendo pelo reencontro de Olivença com Portugal.

OLIVENÇA É TERRA PORTUGUESA!
VIVA OLIVENÇA PORTUGUESA!

O Presidente da Direcção
Lisboa, 20 de Janeiro de 2008.

(1) Pode consultar-se em : mms://195.245.128.30/rtpfiles/videos/auto/telejornal/telej_1_19012008.wmv (aos 27 min e 48 seg do vídeo)

(2) Pode consultar-se a Carta do MNE em: http://www.olivenca.org/imagens/MNE_7905.pdf

Pérolas


Tempos atrás o semanário “Sol” trazia uma sondagem em que, 27% dos portugueses estariam de acordo com a absorção de Portugal pela Espanha. Considerei na altura, que a democracia aliada à burrice, faz daquele povo meio pateta e que se ilude com as luzes, um bom palhaço.
Ora, estes palhaços, longe de serem sociologicamente coerentes por não saberem História, estão sempre a tempo de perguntar aos bascos, aos catalãos e aos galegos, o que pensam dos castelhanos mandarem nas suas terras, outra coisa, são as campanhas organizadas em que a quadrilha deixou de ser uma dança e passou a ser uma razão de existência, e, desta feita, encostados a um prémio Nobel da literatura tornando-o arauto do iberismo, profetizam a total integração de Portugal na Espanha a que este dá voz numa entrevista ao Diário de Noticias, demonstrando um ódio visceral e preconceituoso à História de Portugal e um grave desconhecimento da realidade espanhola levando-o a dizer; ter esta existido de forma mais ou menos pacifica ao longo dos anos. Lavando assim, o sangue derramado por Castela e a sua função na Península ao nível da Grande Sérvia e esquecendo Franco, o ditador que descaracterizou a Catalunha proibindo a língua e os usos, em prol de uma Espanha Una.
Saramago faz jogo sujo, apoiado na maçonaria e no obscuro grupo Prisa que também controla alguma da comunicação social portuguesa, defendendo uma patética tese de paz e união ibérica, esquecendo que Castela é responsável por exorcizar Portugal dos livros de História espanhóis, por descaracterizar Olivença esmagando e humilhando a cultura portuguesa e fazendo crer que Castela aceitaria a língua portuguesa, num discurso de meias verdades, distorcendo a História de tal forma que só merece um vómito.


Outra pérola, esta da intriga barata, dá pelo nome de Felicia Cabrita que, com a cobertura do semanário “Sol”, enquanto o PGR levanta inquérito às declarações de Ana Salgado irmã de Carolina Salgado, esta preciosidade dos “free lancer” do jornalismo caseiro, distorce tudo e assina um artigo que faz manchete, segundo o qual; o PGR abrira um inquérito à equipa de Maria José Morgado e, em subtítulo, afirma que a investigação é acusada de imparcialidade.
Esta pseudonoticia da biógrafa oficial do Sr. Pinto da Costa, mete num saco a Lola mamona que trabalhava na Praça do Chile, e é bem o retrato de que o dia das mentiras, é agora uma constante data nacional.

Cansado me vou, talvez de férias, sei lá.