Um motor de busca, ou um temível Big Brother?
Quando os “nerds” Serguei Brin e Larry Page, um e outro considerados génios da matemática, se conheceram, nada fazia prever a ascensão meteórica destes maluquinhos dos computadores e o crepúsculo de um novo mundo.
Depois da tal garagem onde começaram em 1998, ao Googleplex onde se desenvolveu um motor de busca de potência digital planetária, foi um sopro de audácia.
Após oito anos, do lançamento da versão beta de uma austera página de entrada, muito mudou, e hoje, rivaliza em dimensão com a MacDonald’s ou a toda poderosa Microsoft, devido ao seu volume de negócios que ascende a 4,863 mil milhões de euros e lucros de 1,196 mil milhões, sendo hoje o seu valor, superior à soma dos gigantes Daimler-Chrysler, Volkswagen e BMW (dados da imprensa especializada), só para terem uma ideia, que isto de números com muitos zeros provoca curtos-circuitos.
Ficaram impressionados? Então, sigam-me nesta navegação mental pelas brumas da teoria da conspiração, ou, se preferirem, pela análise técnica da possibilidade, onde, como diria José Gil, a não inscrição induz um tempo social particular, em que só o presente existe, tendo no entanto de assumirmos, mesmo com o vocábulo em desuso, que as tentaculares tenazes dos sistemas indirectos de controlo do pensamento, nos podem amarfanhar quando padecermos de ilusão soporífera.
Desde o seu projecto de entrada na Bolsa em meados de 2004, que a Google tem um compromisso de integridade moral impresso nas suas páginas, e que advém do seu lema: Don’t be evil, a que alguns webmasters já sorriem com desdém e não é coisa de somenos, se tivermos consciência que para lá do bem e do mal, desde o advento da sua fundação e, oito anos volvidos nesta democracia de informação - agora vem a parte do arrepio na espinha -, a Google, registou todas as nossas pesquisas através de cookies. Exactamente. Todas. Isto não é uma opinião.
Todos os links clicados e anúncios vistos, são literalmente registados com o nosso IP, como se fossem janelas abertas nas nossas casas, os e-mails enviados e recebidos com o Gmail, as pesquisas no Google Maps, o Froogle, o Book Search, etc, etc, etc, tudo, mas tudo, é rasteado, e na posse deste sismógrafo detector das movimentações do ambiente societário, nada impede, que a Google venha um dia a compilar todo este lastro para fins contrários aos que originaram a sua recolha, ou seja: toda a informação, o IP e dados pessoais de oito mil milhões de sites, repito, oito mil milhões de sites, estão registados nos servidores do Google, e, se conhecimento é poder, esta mastodôntica centralização de conhecimento, única na História da humanidade, constitui um excelente objecto, por enquanto laboratorial, que nos leva a uma última questão: Quem serão, no futuro, os efectivos donos do poder? Isto, claro, se nos quisermos dar ao trabalho de o prever e, se antes, não assistirmos ao vivo e em directo à sua morte por indigestão.
Quando os “nerds” Serguei Brin e Larry Page, um e outro considerados génios da matemática, se conheceram, nada fazia prever a ascensão meteórica destes maluquinhos dos computadores e o crepúsculo de um novo mundo.
Depois da tal garagem onde começaram em 1998, ao Googleplex onde se desenvolveu um motor de busca de potência digital planetária, foi um sopro de audácia.
Após oito anos, do lançamento da versão beta de uma austera página de entrada, muito mudou, e hoje, rivaliza em dimensão com a MacDonald’s ou a toda poderosa Microsoft, devido ao seu volume de negócios que ascende a 4,863 mil milhões de euros e lucros de 1,196 mil milhões, sendo hoje o seu valor, superior à soma dos gigantes Daimler-Chrysler, Volkswagen e BMW (dados da imprensa especializada), só para terem uma ideia, que isto de números com muitos zeros provoca curtos-circuitos.
Ficaram impressionados? Então, sigam-me nesta navegação mental pelas brumas da teoria da conspiração, ou, se preferirem, pela análise técnica da possibilidade, onde, como diria José Gil, a não inscrição induz um tempo social particular, em que só o presente existe, tendo no entanto de assumirmos, mesmo com o vocábulo em desuso, que as tentaculares tenazes dos sistemas indirectos de controlo do pensamento, nos podem amarfanhar quando padecermos de ilusão soporífera.
Desde o seu projecto de entrada na Bolsa em meados de 2004, que a Google tem um compromisso de integridade moral impresso nas suas páginas, e que advém do seu lema: Don’t be evil, a que alguns webmasters já sorriem com desdém e não é coisa de somenos, se tivermos consciência que para lá do bem e do mal, desde o advento da sua fundação e, oito anos volvidos nesta democracia de informação - agora vem a parte do arrepio na espinha -, a Google, registou todas as nossas pesquisas através de cookies. Exactamente. Todas. Isto não é uma opinião.
Todos os links clicados e anúncios vistos, são literalmente registados com o nosso IP, como se fossem janelas abertas nas nossas casas, os e-mails enviados e recebidos com o Gmail, as pesquisas no Google Maps, o Froogle, o Book Search, etc, etc, etc, tudo, mas tudo, é rasteado, e na posse deste sismógrafo detector das movimentações do ambiente societário, nada impede, que a Google venha um dia a compilar todo este lastro para fins contrários aos que originaram a sua recolha, ou seja: toda a informação, o IP e dados pessoais de oito mil milhões de sites, repito, oito mil milhões de sites, estão registados nos servidores do Google, e, se conhecimento é poder, esta mastodôntica centralização de conhecimento, única na História da humanidade, constitui um excelente objecto, por enquanto laboratorial, que nos leva a uma última questão: Quem serão, no futuro, os efectivos donos do poder? Isto, claro, se nos quisermos dar ao trabalho de o prever e, se antes, não assistirmos ao vivo e em directo à sua morte por indigestão.




