Petróleo vs. Democracia

Hugo Chávez e Vladimir Putin, dois bons amigos, vão a votos no mesmo dia, no mesmo domingo. Um 2 de Dezembro que se advinha negro para a democracia. Chávez com a cartada de confrontação com os EUA, pretende adquirir legitimidade internacional, nacional e a mobilização política para ver aprovada a revisão constitucional e a sua reeleição por tempo indefinido, e Putin enfrenta as legislativas com o projecto de democracia sem representação, que monopoliza a competição e monopoliza o poder.

Vladimir Putin, segundo observadores internacionais, parece já ganhou, e Chávez para lá caminha, ameaçando que se o resultado do referendo não for reconhecido, estando ele convencido que o “Sim” ganhará, ou for boicotado, fechará emissoras de TV, expulsará jornalistas e suspenderá a exportação de petróleo para os EUA, e se o Rei Juan Carlos I não lhe pedir desculpas pela “agressão” em Santiago do Chile, começará a pensar em acções contra os interesses espanhóis na Venezuela e deixa a ameaça de nacionalizar o BBVA e o Santander. Isto tudo, no discurso de encerramento de campanha ontem à tarde em Caracas.

Ambos põem em causa o pluralismo. São duas protoditaduras em vias de serem instaladas através da “democracia directa” de Chávez e da “democracia dirigida” de Putin.

3 comentários:

Bill disse...

É amigo, será um domingo de muitas expectativas.

Aqui do lado o barril de pólvora pronto para explodir.

Eu torço para que não aconteça, mas realmente tudo caminha para um domingo negro.

"Se a 'Operación Tenaza' for efetivada no domingo, na segunda-feira não haverá uma gota de petróleo da Venezuela nos Estados Unidos"

Não sou fã dos USA, mas dai a colocar a culpa de tudo que acontece no mundo a eles também é de fazer rir né :(

Agora é aguardar pra ver como vai ficar essa bagunça toda.


Abraços amigo.
[s]s

PiresF disse...

Um louco populista esse Chávez.

Pelo que sei e penso que os números estão correctos, a Venezuela exporta cerca de 90% da sua produção de petróleo para os EUA, quantidade que representa 11% das importações destes, e sabemos que a política de assistencialismo do Chávez só se pode manter com o petróleo acima dos 60 dólares, além de que, a sua balança de exportações pende para os EUA em 56% donde importa 31% das suas necessidades segundo dados de 2006, depois, sendo a Espanha o maior investidor da Venezuela, isto só pode ser diarreia mental.

È evidente que, a ser feito o que o louco diz, os EUA teriam de comprar noutro lado o que alteraria a balança do mercado petrolífero e afectaria todo o mundo, mas a situação na Venezuela passaria a ser negra, aliás, as classes média alta e alta já estão a abandonar o País.

Amanhã veremos.

Bill disse...

Ele me parece um daqueles cachorros que latem , latem e só fica nisso, (ao menos por enguanto).

Está se isolando mais e mais, fala do imperialismo americano e depende diretamente dele para economia, brigou com presidente da Colômbia, essa que esse ano deve bater recorde de exportações da Venezuela.
Sem tirar o fato que a Colômbia é um dos maiores fornecedores de alimentos para Venezuela que em tempos atrás teve certos problemas de abastecimento.

Ou seja, grita, grita para parecer valente, mas de perto mantém tudo que lhe convém.

Vamos torcer para ser um bom domingo...

(=