Um novo rumo para Portugal - Parte XIII


Agostinho da Silva era um homem com grande espírito de grandeza e de partilha, que o levou ao desafio de apelar ao mais íntimo de um património de mestiçagem, afirmando que “o papel de Portugal na Europa é fazer da Europa um novo Brasil” e sobre o Quinto Império diria: “Acredito no Quinto Império, porque senão o acto de viver era inútil. Para quê viver se não achássemos que o futuro vai trazer-nos uma solução que cure os problemas das sociedades de hoje?”

A pesquisa agora apresentada, sobre o tema dos que pensaram diferente Portugal e também sobre os que agora o pensam diferente, por se destinar a um weblog – ficou por incapacidade do autor demasiado longa e daí o motivo da divisão em vários posts.


Muito mais haveria a dizer sobre o assunto, mas, por agora preferimos ficar por aqui e dar a palavra aos novos pensadores, os dois que referimos na Parte I desta série de posts, não estão sós nesta aventura, escolhemo-los por o primeiro; Rui Marques, ter já editado um livro e o segundo; Rui Martins, que me parece mais interessante, ter criado um blog,
“Quintos” assumindo ter bebido no pensamento dos que profetizaram o Quinto Império, e onde nos é possível questioná-lo à medida em que nos vai apresentando o seu pensamento, e isso é sem sombra de dúvida admirável, e eu, serei um seguidor atento, esperando vir a ser intenso na admiração da sua obra, no sentido de a acompanhar, com abertura de espírito e sem admiração de fachada, estarei à espreita de novas ideias e aplaudo entusiasticamente a iniciativa, com votos de que sejam profícuos no pensar de um novo rumo para Portugal.

Que à vida real
Deus o leve
breve
para a luz final
em sonho sidéreo
avance o Quinto Império
invisível
incompreensível

como deve

Agostinho da Silva



Nota final.

Como diz José Gil (1)
[…] o que surge como diferente aparece como uma ameaça à igualdade que a inveja protege. Igualdade niveladora por baixo, porque impede a expressão da singularidade: toda e qualquer manifestação de originalidade é considerada superior, e rejeitada.
[…] a ausência de intensidade na admiração, em Portugal ou talvez mesmo, a falta de verdadeira admiração na relação com uma obra, um autor, um acontecimento. Se alguém exprime uma admiração desmedida ou “excessiva”, o seu entusiasmo é logo considerado suspeito. Como se aquela expressão elevasse o sujeito admirativo a um nível superior intolerável. Ora, precisamente, a admiração dá força, induz intensidades: por osmose, o admirador participa das virtudes do admirado.


(1) – Portugal, Hoje O medo de existir da Relógio D’Água p. 98-99

9 comentários:

Rui Martins disse...

Na essência o conceito de "Quinto Império" não tem exactamente a ver com Portugal, ou pelo menos não tem a ver só com Portugal. O conceito abranje todo o mundo e é uma visão universalista e multiculturalista da presença do Homem sobre a terra.

O conceito (profético em Bandarra e Vieira) corresponde aos termos contemporâneos de "União", aplicada na Europa e no "vosso" muito promissor Mercosul. Infelizmente, em ambos o economicismo fanático tornou-se o principal objectivo, quando este devia ser o "Homem", não o "Dinheiro". Isso revoltaria Pessoa, Vieira e até o luso-brasileiro de coração que foi Agostinho.

A visão que defendo em Movv é mais humanista e política do que económica e nesse sentido mais compatível com a interpretação desses pensadores de outrora do que com as uniões economicistas dos tecnocratas de hoje.

PiresF disse...

Como devem ter reparado os mais atentos, no inicio desta série de posts, o blog em referência do Rui Martins, era o Movimento Quintano, entretanto e devido a uma série de problemas com o blogger, foi forçado a mudar para o wordpress criando o blog Quintus, onde reúne, para além do Movimento Quintano, outros dois blogs que tinha.

Espero que esta série de posts, intitulados “Um novo rumo para Portugal”, tenha tido interesse para vós e, resta-me agradecer a todos, os que ao longo destes dias os seguiram.

O meu sincero obrigado.

Bill disse...

Salve salve...

Não só interessante meu caro amigo Pires, mais muito instrutivo, já que pouco conhecia pelas terras de cá, gostei muito e sou agora mais do que antes admirador de Agostinho.
Tenho que lhe agradecer pelos post´s e pela divulgação de sempre.
Grande abraço amigo e ótima semana

[s]s

sá morais disse...

Caro Pires:

"Nós" é que agradecemos a lembrança desta temática e o espaço oferecido para debate de ideias e visões.

Abraço

Rui Martins disse...

hehehe. reparei que teve o cuidado de actualizar o link... sempre atento, caro pires!...

Era uma vez um Girassol disse...

Acho que Agostinho da Silva, onde quer que esteja, gostou de ser recordado, debatido, acarinhado, por ti, que o escolheste como tema principal e por nós, que aqui andámos, comentando e bebendo o seu pensamento único!
Deve ter gostado de ter sido admirado por este simples girassol, que como ele ama a natureza, a mística e a liberdade!
Bjs

PiresF disse...

Amigo Bill.

Lembro-me que foste dos primeiros a comentar e seguir esta série de posts na sua primeira fase. Pessoas como tu, que sem pejo elogiam e reconhecem valor de aprendizagem em determinados textos, são uma mais valia neste mundo e um incentivo para os que partilham o pouco conhecimento que têem.

Um grande Abraço.

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Sá Morais!

Amigo, acredite que foi um enorme prazer encontrá-lo por aqui, pelas visitas, mas principalmente pela inteligência dos seus comentários.

Um grande Abraço.

………………….

Rui Martins!

Estive preocupado com isso e o registo mental não falhou.

A ti meu amigo, resta-me agradecer todo o trabalho que tens feito e que eu acompanho, a inteligência e o saber com que o fazes.
Convencido que muito ainda aprenderei contigo, fica mais uma vez, este pequeno contributo na divulgação das ideias que defendes e que eu partilho quase na totalidade.

Um grande Abraço.

PiresF disse...

Girassol!

Amiga, foste uma boa surpresa… pelo interesse demonstrado e pela inteligência dos comentários que fizeste, não só aqui mas também no Movv que acompanhei.
Obrigada pela tua presença sempre esperada em todos os posts.
O meu sincero obrigado e um grande abraço.

Anónimo disse...

Best regards from NY! »