Um novo rumo para Portugal - Parte I




Talvez por Portugal não encontrar um rumo, ou talvez, por esse rumo estar traçado há muito, hoje em Portugal, despontam ideias devido ao facto de o poder ter deixado de ser referência essencial para a intervenção na sociedade, ideias essas, que são a continuidade de outras, que, outros pensadores de Portugal profetizaram, e que se têm vindo a processar ao longo de séculos, através de incidentes, avanços e recuos.
Pensadas para a sociedade actual, devido aos conturbados momentos que hoje se vivem, e para os quais não se vislumbram saídas dentro dos actuais modelos políticos. Como dizia Jorge Luís Borges, no seu livro El Informe de Brodie: “Creo que un dia mereceremos que no haya gobiernos”.

Os menos avisados, os pessimistas, os incrédulos e os não inscritos, terão a tendência para as considerar utópicas, o que, não é de estranhar se tivermos em conta, que as ideias demasiado arrojadas começam invariavelmente por sofrer resistências, e ao longo da história verificamos que o diferente, ou nos fascina ou nos aterroriza, ou até nos provoca o mais profundo desdém, mas é também aí, no derrubar de barreiras, na luta contra as forças de bloqueio, que reside o encanto, a força e a determinação dos que se esforçam, pensam um caminho diferente e se substituem ao Estado-Razão.

Dos pensadores actuais, destaco dois: Rui Marques, com a sua concepção de “Uma mesa com lugar para todos”, do Instituto Pe. António Vieira e Rui Martins com o seu weblog “Movimento Quintano”. Que pode aceder clicando
aqui.
A razão destes dois é simples, um Rui Marques (1) é conhecido, e o outro Rui Martins (2) podemos dizer que é um perfeito desconhecido, e é exactamente com este, que encontro mais afinidade de ideias, talvez pela ousadia, ou por não ter receio de ousar.


(1) – Rui Marques, licenciado em Medicina e mestre em Ciências da Comunicação.
(2) – Rui Martins, licenciado em História, curioso e investigador da sociedade.

7 comentários:

Rui Martins disse...

Muito curioso, sobretudo... Exactamente como um bom espreitador, suponho eu...

PiresF disse...

E supões muito bem, só espero que arregaces as mangas, e te lances ao trabalho do movv.
Queremos essas ideias cá fora.

Maite disse...

Caro PiresF
Penso que finalmente Portugal encontrou um rumo (com muitas arestas a limar, com certeza) mas dou o meu voto de confiança aos actuais líders.

“Creo que un dia mereceremos que no haya gobiernos”. Essa parte é que penso que será utópica, porque implica e corrija-me se estiver errada já que não li o livro, um estado de anarquia que o ser humano, pelas suas características, não consegue viver de forma justa.

Boa noite para si

P.S. desejo-lhe as melhoras e aos 75% do seu clã que também ficou doente.

Andreia Ramos disse...

vamos indo e vamos vendo!ja chega de desilusoes em portugal!beijinho!

PiresF disse...

Maite!

Os meus cumprimentos por ter abordado o tema e por ter deixado a sua opinião sobre uma temática para mim, tão rica e aliciante.
Não estamos de acordo, mas isso, não é necessariamente mau, pois permite a troca de ideias sobre o assunto.

Portugal não encontrou o seu rumo, porque o futuro de Portugal não está na Europa. Portugal não é um país europeu, sendo-o circunstancialmente e por casualidade geográfica como diz Rui Martins, é e será acima de tudo um país atlântico.

Se tivermos em conta duas correntes; uma que acredita numa união Ibérica e outra numa união ao Brasil, podemos começar a pensar por um prisma completamente diferente.

É este o caminho que se abre desde há séculos aos que pensam diferente, desde António Vieira a Agostinho da Silva passando por Fernando Pessoa que acreditavam num império universal, totalizante, harmónico, onde coubessem todas as raças e todas as culturas.

Como já disse no post, encontro grande afinidade com as ideias do Rui Martins e permito-me deixar aqui este seu pensamento:

“Portugal está sem rumo, porque falta encontrar um Destino para Portugal, porque os nossos políticos estão desprovidos daquela qualidade que tínhamos em Quinhentos e que se chama de “Imaginação Criadora””.

Quanto à frase de Jorge Luís Borges, entendamo-la como uma espécie de anarquismo profético e radioso.

Obrigado pelos seus votos de melhoras e deixo-a com este extracto de um poema de Pessoa:

Eras sobre eras se somen
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!

Um grande Abraço.

..............................................

Andreia!

É isso.
Beijinho para ti também.

Era uma vez um Girassol disse...

Já lá fui...e voltarei...!
Agradeço a dica importante!
Bjs

PiresF disse...

Boa, Girassol. Uma flor é uma flor...
Grande abraço.