O silêncio.

Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,

e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,

quando azuis
irrompem os teus olhos

e procuram nos meus
navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.

Eugénio de Andrade, Obscuro Domínio.

14 comentários:

Bill disse...

Salve salve amigo Pires.

Ha quanto tempo não leio nada de Eugénio de Andrade, palavras soltas e firmes, adoro, smepre me lembro do "As Palavras Interditas"

(...)Os navios existem e existe o teu rosto
encostado ao rosto dos navios.
Sem nenhum destino flutuam nas cidades,
partem no vento, regressam nos rios. (...)

Esse que postou "o Silêncio" é lindo, perfeito.

[s]s

boleia disse...

sempre bom de ler!

Samartaime disse...

desamparadamente...em silêncio...



beijo...!


:)

tb disse...

As palavras pelo silêncio fascinadas...lindo de ler, lindo mesmo!
Abração amigo Pires!

paper life disse...

Belíssimo poema de um dos nossos grandes Poetas.

Obrigada

:)

Bjinho

Samartaime disse...

até dia 14....:) beijo.

Isa Calixto disse...

E o silêncio é de ouro!...

Bom fim de semana

Marco Ferreira disse...

Belas palavras.

Bom fim de semana

marinheiroaguadoce a navegar

Rui Martins disse...

eis um oportuno texto de um dos maiores poetas portugueses de sempre! obrigado!

Cris disse...

Conhecia o poema e o adoro! Bj!

Rubo Jünger Medina disse...

Dizer por dizer é melhor nem dizer. O melhor é o sentir. E foi o que "senti" lendo o poema Silêncio. Certas coisas foram feias apenas pra sentir.
Abraços.

dakidali disse...

sabe sempre bem passar por aqui.
Beijinhos

Pri disse...

Bem... Acho que matou!

Perfeito!

=]~

Teresa Durães disse...

Adoro Eugénio de Andrade!!

O poema "Adeus" (apesar de ser tão... adeus...) é... lindo!

Como os restantes!