Então, tudo renasceu… simples, calmo e infinitamente belo onde antes era desilusão.
Reflexos de luz
Então, tudo renasceu… simples, calmo e infinitamente belo onde antes era desilusão.
Palavras jogadas à noite...
Nada disto faz de mim um homem melhor… nem menos que um pigmeu nem mais do que um gigante… são apenas expressões deliberadas, ecos admiráveis convocados para melhor disfarçar os silêncios com que cuido das minhas crostas.
Reforço finalmente uma ideia: entre o mais e o menos infinito o zero também existe, e insisto na metáfora que roubei na minha infância: há um sonho com sabor a sol dentro de mim.
Maré Alta

Boca na tua, pele de espuma em rito sagrado,
Escorro em ti, como em fêmea desabitada
E a paciência de um espraiar cadenciado.
E no silêncio breve de um tempo adormecido,
Sensível e vibrátil como as mãos de uma guitarra,
Invado-te em plural de nós, venial e decidido.
E Tu, sôfrega mas imperturbável,
Liberta das amarras da razão,
Espaçadamente me bebes
Rumando a um mar de emoção.
E segredas-me; vem comigo, amor. Vem!
Como um só partiremos nesta viagem.
Se Sócrates pode dizer que o Louçã não tem currículo nem idade, eu posso repor resíduos.
Não o fez em tom de zombaria, antes o contrário, confirmando que uma obra não se esgota quando o seu autor a termina.
O autor a falar da sua obra... a obra a falar do seu autor... um diálogo de surdos porque o cruzamento das vozes é enorme e, no entanto, fazemos silêncio para ouvir e tentar perceber.
Acontecimento cultural do ano

Lista completa de lançamentos: http://www.novaaguia.blogspot.com/
FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia
Como é sabido, A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu "espírito", adaptado aos nossos tempos, ao século XXI, como se pode ler no nosso Manifesto.
A NOVA ÁGUIA está vinculada a três entidades : Associação Marânus/ Teixeira de Pascoes (sede Norte), Associação Agostinho da Silva (sede Sul) e MIL : Movimento Internacional Lusófono. Inspirando-se na visão de Portugal e do Mundo de Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, a NOVA ÁGUIA assume-se como um órgão plural.
Tal como n' A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas. O tema do primeiro número é "a ideia de Pátria: sua actualidade".
Orgulhamo-nos de ter conseguido o contributo de gente tão ilustre como Agustina Bessa Luís, António Cândido Franco, António Telmo, Ariano Suassuna, Fernando Echevarría, Joaquim Domingues, Manuel Ferreira Patrício, Mário Cláudio, Miguel Real e Pinharanda Gomes, a par de muitos outros.
Para além disso, neste primeiro número poderá ainda encontrar uma série de outros textos, sobre outras temáticas:
NOVA ÁGUIA : ÍNDICE DO PRIMEIRO NÚMERO
- EDITORIAL/ MANIFESTO NOVA ÁGUIA/ ÓRGÃOS
- Manuel Ferreira Patrício, APROXIMAÇÃO À IDEIA DE PÁTRIA
- Pedro Teixeira da Motta, DO RENASCIMENTO DA NOVA ÁGUIA
SOBRE A IDEIA DE PÁTRIA: TEXTOS
Mário Cláudio, DA PÁTRIA
J. Pinharanda Gomes, ANAMNESE DA IDEIA DE PÁTRIA
Pedro Brum, PÁTRIA E LIBERDADE
Paulo Feitais, PENSAR A PÁTRIA HOJE: QUE SENTIDO?
Paulo Borges, DA IDEIA DE PÁTRIA AO SENTIDO DE PORTUGAL E DA COMUNIDADE LUSÓFONA
Maria João Frade, SERMOS TUDO OU TODO?
Manuel Matos, A IDEIA DE PÁTRIA ENQUANTO REPRESENTAÇÃO IDENTITÁRIA
José Leitão, UM ARGUMENTO PELA IDEIA DE PÁTRIA
Joaquim Domingues, DIÁLOGO ACERCA DA PÁTRIA
Isabel Santiago, A LÍNGUA COMO PÁTRIA
Fátima Valverde, SONHO, SAGRADO E SILÊNCIO: TRILOGIA PARA UMA NOVA PÁTRIA
António José de Brito: A PÁTRIA: AINDA É POSSÍVEL…
Ana Margarida Esteves, FADO DOS FILHOS DA «DEMOCRACIA DE SUCESSO»?
Sérgio Sousa-Rodrigues, REPATRIAR A PÁTRIA
Samuel Dimas, PÁTRIA E MÁTRIA
Rui Martins, PÁTRIA: ONTEM, HOJE…E AMANHÃ
Rita Cardoso, POX VOP
Renato Epifânio, NOVE NOTAS & UM NOVO PARADIGMA PARA PORTUGAL
Paulo Ferreira da Cunha, REFLEXÕES SOBRE A DECADÊNCIA
Manuel Abranches de Soveral, A PERSPECTIVA DA ANDORINHA
Luís G. Soto, UM PATRIOTISMO PLURAL, LIMITADO MAS COMPROMETIDO
Luís Santos, A LUSITANIDADE NÃO IMPEDE A LUSOFONIA
Lourdes Cidraes, QUE LUGAR PARA OS NOSSOS HERÓIS?
José Eduardo Franco, O MITO DA EUROPA EM PORTUGAL
João Beato, LUSO, LUSÍADA, PORTUGUÊS
Dalila Pereira da Costa, UNIÃO E FUGA À PÁTRIA
SOBRE A IDEIA DE PÁTRIA: POEMAS
De A. Cândido Franco, Alexandre Vargas, Celeste Natário, Dirk Hennrich, Donis de Frol Guilhade, Emmanuel Gatete, Fernando Grade, , Isabel Mendes Ferreira, Francisco Soares, José Florido, Luís Filipe Cristóvão e Manuel da Silva Ramos, Renato Epifânio, Paulo Borges e Augusto Emilio Zaluar (com nota de Rainer Daehnhardt)
OUTROS TEXTOS
Ariano Suassuna, SOBRE AGOSTINHO DA SILVA
Romana Valente Pinho, ANTÓNIO QUADROS: PÁTRIA REAL E PÁTRIA IMAGINÁRIA
Miguel Real, FRANCISCO DA CUNHA LEÃO: PORTUGAL COMO HARMONIZADOR DE OPOSTOS
Renato Epifânio, MIGUEL REAL: UMA OBRA EM TRÊS LIVROS
Paulo Borges, PORTUGAL: MEDO DE EXISTIR OU TRANS-EXISTÊNCIA?
OUTROS VOOS/ OUTRAS VOZES
F. M. Palma-Dias, VIAGEM A TRACEJADO…
Dirk Hennrich, PAISAGEM E PÁTRIA
Doug Tarnopol, ESTE PAÍS [E.U.A] É UMA PÁTRIA?
Sinem Adar, ENCONTRARMO-NOS NO "OUTRO": MEMÓRIA E HISTÓRIA.
Francine Charron, A LUSOFONIA: OBJECTIVOS NOBRES E DESAFIOS DE GRANDE ENVERGADURA
OUTROS POEMAS
De Fernando Echevarría, Renato Epifânio, Paulo Borges, Paulo Brito e Abreu, João Carlos Raposo Nunes, Duarte Drumond Braga, Maurícia Teles da Silva, Esteva de Alba, , Amon Pinho Davi e Vicente Franz Cecim
DA ARCA
António Telmo, À TARDE E A BOAS HORAS
RUBRICAS
COISAS E LOISAS, de Pinharanda Gomes
O ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes
VOOS TEMÁTICOS
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães
ARTES PLÁSTICAS, de Cristina Pratas Cruzeiro
MÚSICA, de Nuno Côrte-Real
CIÊNCIA, de Rui Martins
GOLPE D'ASA
Agustina Bessa-Luís, O FANTASMA QUE ANDA NO MEU JARDIM
PRÉ-PUBLICAÇÃO
António Telmo, A VERDADE DO AMOR
Paulo Borges, A CADA INSTANTE ESTAMOS A TEMPO DE NUNCA HAVER NASCIDO
DIRECÇÃO: Paulo Borges, Celeste Natário e Renato Epifânio
EDITOR: Alexandre Gabriel/ Zéfiro
É a justiça, estúpido! (ou o estado a que chegou)
Tudo indica, que esperaram a carrinha de valores chegar e o segurança entrar na papelaria para actuar. Fizeram-no com rapidez e argumentário suficiente. Quatro homens, encarapuçados, surgiram da rua traseira e forçando a porta da papelaria (tinha sido fechada – julgo serem normas de segurança), roubaram todo o dinheiro destinado à recarga da caixa. Conta um vizinho, com pungente afectividade, que o Sr. Manel dos frangos, correndo o risco de um cardiovascular, ainda largou a arte no intuito de socorrer a vizinha de comércio fronteiro, mas alguém avisado lhe gritou que parasse, informando que os meliantes estavam armados. Perante informação de tal monta e privados dos legítimos direitos de inscreverem qualquer acto contra a actividade ilícita que testemunhavam, ninguém mais ousou qualquer atitude para além da normal e cuidada espionagem entre portas.
Soubemos poucos dias depois, que o Grupo de Operações Especiais da Policia de Segurança Pública, fazendo tábua rasa da nova Reforma Penal, que proíbe a medida de coacção preventiva a criminosos puníveis com penas inferiores a cinco anos, tinha interferido com o livre exercício de actividade daqueles pacatos cidadãos. Descobriu-os, e no decorrer da acção capturou três, tendo o quarto, encontrado outro caminho ao despenhar-se de um andaime sem as necessárias asas.
Sejamos directos: um elemento, o Osvaldo, que também responde pelo nome de ‘Patusca’ e tem a digna profissão de barbeiro, é gente com historial de assaltos de carrinhas de valores à mão armada (sete, ao que consta) com outro gang que baleou um policia, em Novembro passado, quando atacaram o Finibanco de Moscavide.
Foram apresentados quinta feira da semana passada ao Tribunal de Sintra e já estão cá fora.
Dito isto, espero que os maquiavélicos agentes da PSP, que procederam às detenções com inequívoca e irrefutável falta de formação profissional, não venham a ser acusados de discriminação xenófoba ou racista, para com cidadãos que caíram, por mera casualidade, no isco apetecível de uma caixa multibanco. Também, não caia o leitor na tentação, de ver neste post um manifesto convite à criminalidade; o juiz, ao considerar aqueles cidadãos integrados na sociedade, pode muito bem, estar a referir-se àquela outra parte de que todos ouvimos falar e com a qual não temos intimidade.
Mesmo com pouca legitimidade linguístico-literária, cá vão mais algumas considerações sobre o Acordo Ortográfico.
Esta discussão do Acordo Ortográfico, que vai da estagnação ao progresso lento e concertado, leva-me a reflectir sobre o mal-estar dos defensores do “Não” em verem aprovado o actual Acordo, e, escrevo mal-estar e não mal estar, porque a ortografia desta palavra decorre de uma regra publicada em decreto-lei, portanto com o alcance jurídico, que permite aos defensores do “Não” exigir o seu cumprimento para um caso e em simultâneo o incumprimento para o outro, aliás, as palavras compostas com recurso ao hífen, são uma confusão e dão-nos alguns desgostos, chegando a ponto de as encontrarmos grafadas com e sem hífen em dicionários de referência. Correntemente, há quem use e quem não use o hífen, seja por erro, por ordem prática ou preferência dos que acham que as normas são convencionais e não mandam na Língua.
Um bom exemplo, para além das mutações populistas, são alguns escritores que, perante a capacidade expressiva de um hífen poder cumprir funções semânticas, literárias ou estilísticas, se estão nas tintas para o padrão de orientação geral e desenvolvem novas formas, que, a par de outras, principalmente de sintaxe -mais comum do que de ortografia, leva alguns defensores do “Não” a dizerem que é dos escritores a honra de fazer norma, o que, a meu ver, e a par dos falantes que somos todos -porque não se trata de falar, mas de escrever com correspondência à fala, empurram a língua devido à sua padronização para a norma e daí a necessidade de tocar a reunir de tempos a tempos. Ora, como para além da norma, há quem proponha a norma, posteriormente, dicionaristas, gramáticos e linguistas, decidem ser esta ou aquela grafia, esta ou aquela construção sintáctica. Daqui se pode inferir, que ninguém em particular faz a norma, aparecendo esta, feita por toda a comunidade de forma retrospectiva e pelo reconhecimento oficial de um uso generalizado, quando não é por necessidade semântica.
Temos assim, que a norma é necessária para não nos apoiar-mos em balbúrdias e evitarmos afastamentos extremos que dificultariam a comunicação e, da mesma forma e pelos mesmos motivos, esta deve acompanhar os tempos.
A norma que nos regula data de 1945, e, também por isso, muitos defensores do “Não”, não são contrários a acordos ortográficos, sabem que a língua é como um organismo vivo que vai perdendo umas células, os arcaísmos por exemplo, e ganhando outras como os neologismos, são sim contra este Acordo, pela simples razão de o pensarem de forma diferente e independente de dizerem ‘stande’ ou escreverem ‘fevras’, outros, preferem a prosa redonda da integridade da Língua e divagações sobre soberania, outros preferiam uma poda como a de décadas atrás quando se limparam umas quantas palavras e outros ainda, acusam o Acordo de pertença do eixo Lisboa-Coimbra. Todos estes argumentos correm em paralelo e não importa que uns tentem falar mais alto que outros, o problema é que, os acordos não são ciências exactas, fazem-se pela urgência de resolver problemas de desfasamento correndo sempre o risco de provocar reacções contrárias, mas isso será sempre assim e esta discussão dura há 20 anos. É tempo, portanto, de aplicarmos este acordo por forma a controlarmos a dispersão que já se verifica (erva e desumano sem a consoante muda ‘h’, por ex. que estão consagradas no uso faz anos sem ter sido levada em conta a etimologia) e daqui a algum tempo recomeçar de novo.
Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO , é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, projecto que conta já com cerca de meio milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
O Ciclo Menstrual da Noite

A Alice, é uma poeta que faz tempo me habituei a ler no seu blogue, onde, encontrei, uma escrita extremamente forte, de excelente qualidade, com imagens e palavras de refinado metaforismo, únicas.
como uma vertigem. antiga. de um eros incorrupto. como toda a pele de um texto invariavelmente emocional ou como um texto arrepiado de esquemas rítmicos ao sabor da pele. assim a poética de Alice ao espelho dos sentimentos. Nada a detém. nada sobra. nada a desnorteia em cima das metáforas cruelmente femininas no que de mais loba a mulher tem e é. Uma escrita de sangue e carne e leite e seios e picos e renúncia e entrega e vibráteis gritos que diria virem de dentro da noite. irregular destino de quem se atira assim para uma espécie de poço cintilante. sem limites. um pathos quase criptogâmico. um parto oculto que desvenda o rigoroso carpelo de um discurso aparentemente de renúncia.
é uma mulher. claro. quem assim majestosamente se veste de nudez. muitas vezes quase numa iteração obsessiva.tumescentes as palavras ganham asas.passam a borboletas.
escamam os conceitos tidos como só do irreal. aproximam-se do fogo. querem-se de alimento generoso e generosamente ficam a boiar. como gritos. pessoalíssimas teias que anunciam o enorme voo de Alice.Campos. fora.dos.espelhos.regulares.dentro.de.um.prognóstico.amadurecido. Este livro de anunciação chega como voragem. e fica como Certeza
Reviver e pensar o Maio de 68, 40 anos depois
Como nota e tentando sacar metade do ridículo a um post que pouco diz, uma cândida curiosidade que pode parecer uma piadola sem graça.
Começa a fervilhar uma polémica, de pouca arte diga-se, entre ingleses e espanhóis, que remonta a 1968. Tem a ver com um documentário da Jornalista, Montse Fernández, sobre o impacto que o Maio de 68 teve em Espanha e que será exibido na próxima sexta-feira, no canal, La Sexta.
Em Inglaterra, e sem aquelas entrelinhas que até apertam o coração, com base numa curta declaração de José María Iñigo, que ao tempo era apresentador da TVE, e afirma no tal documentário que, à Espanha, “interessava muito vencer o Festival da Eurovisão para ter algum nome” e que, sob ordens de Franco, responsáveis da TVE e de editoras espanholas, teriam viajado pela Europa com o fito de comprometer o voto dos responsáveis, prometendo-lhes a compra de séries e edição de discos de vários cantores, que nunca viriam a ser emitidos ou distribuídos, quando, os ingleses, nesse ano depositavam grandes esperanças no Cliff Richard e na canção Congratulations para vencer o festival. O Guardian e o The Sun, dando mostras de uma inexcedível sede de polémica e reagindo à chincada da respectiva horta, já se levantam em acusações a Franco e aos espanhóis, por terem comprado a vitória da cantora Massiel, nomeando, o The Sun, directamente o alvo e sem grande refinamento técnico, dizendo que, o “líder fascista espanhol, General Franco, amanhou o voto”.
Embora este fait-diver seja lamentável é, de certo modo, divertido, porque se pressupõe que para os espanhóis, nada disto é imoral, quando muito, um pequeno incómodo. É por estas e outras (bem piores, bem piores, bem piores) que o povo português é sábio no dizer: “De Espanha, nem bons ventos nem bons casamentos”. E nós sabemos do que falamos. Generalizo, claro, conheço espanhóis, que nada têem de espanhóis.
Bem, vou continuar o que estava a fazer. Estou a ler como é que o Péricles conseguiu manter-se tanto tempo no poder, e, por causa disso, já ontem não vi a apresentação da candidatura do Sr. doutor Pedro Santana Lopes, à liderança do PPD/PSD e, talvez por isso, gostei muito.
Goor - A Crónica de Feaglar II.
Desafiava-me o Pedro Ventura, aqui a atrasado no blog “Correio do Fantástico”, que definisse o que era afinal a literatura Fantástica. Depois de algumas considerações de género, dando os exemplos de Drácula de Bram Stoker, Frankenstein de Mary Shelley, os neofantásticos Kafka, Borges e Cortázar, os clássicos Maupassant, Hoffmann, Poe e Gogol, respondi-lhe, que era toda a literatura construída através de sistemas simbólicos, ambíguos e estéticos, com intencional transgressão dos preceitos racionais vigentes, equacionando os domínios do natural e do sobrenatural, do estranho e do maravilhoso, do tempo cronológico e do tempo subjectivo, que tentava contornar o incontornável real.Posto isto, e porque no mesmo tempo lia o seu segundo livro a solo, (é co-autor com Teresa Branco, do “Astrologia, o Trabalho e o seu Destino”, da Livros Novalis), permitam-me os amabilíssimos leitores deste post, que diga antes de mais: O romance/aventura de Pedro Ventura, Goor - A Crónica de Feaglar II, da Papiro Editora, que podem encomendar aqui, é arte épica da Literatura Fantástica em todo o seu esplendor e, exemplo, de como em Portugal já se escreve a sério neste género literário.
Quando li o Goor - A Crónica de Feaglar I (Goor I), de forma prudente, tive oportunidade de me pronunciar aqui, quanto ao processo narratológico, planificação e caracterização das personagens de um épico romance/aventura, sem os habituais dragões e elfos que povoam a memória colectiva, mas com a conceptualização do fantástico de uma cultura laica e racionalista. Agora, no Goor - A Crónica de Feaglar II (Goor II), e embora não o aconselhe, pode ser lido sem passar pelo Goor I, o Pedro, volta a surpreender, conseguindo a façanha de escrever uma segunda parte, melhor que a primeira. Coisa, diga-se, não é habitual.
Os Goor, I e II, giram à volta de uma demanda. Os seus personagens, esteticamente humanos com roupagem do lugar e do tempo, são instâncias metafóricas densamente significantes, com fraquezas e erros de qualquer um, e vão-nos envolvendo no entrelaçado de histórias bem imaginadas pela criatividade do Pedro, que, chega a ser poética e não raras vezes filosófica, sublinhando a ideia de uma intencionalidade da consciência que emerge de um passado, mas não fica no passado.
Logo nas primeiras páginas, sentimos que o escritor cresceu com as personagens. A elaboração dos diálogos e a narração, deram o salto para a mensagem da dimensão da alma humana que é singular a cada um de nós: não perde de vista a condição de sermos seres como os outros e que a felicidade (estética) depende do máximo de felicidade (ética), levando-nos a um mundo em que nada é absoluto ou imutável, que é por excelência o mundo dos humanos, gente de sentimentos variados que podem hoje ser bons e amanhã o contrário, na medida em que, significa, o ser melhor num cosmos (mãe natureza) comum, e o abraçar as singularidades para promover o ideal imaginado, com motivações e angústias que vão sendo desvendadas com novas, surpreendentes e bem medidas revelações, terminando no encontro da paz interior quando, Feaglar, sobe a falésia e dança com o vento.
Dos vários e “ricos” personagens, cativam-nos, principalmente, a cintilante guerreira aurabrana, Calédra, uma encantadora e fantástica mulher que imagino de beleza imoral, imanente a ela mesma e transcendente das demais que, com Feaglar, o rei do reino Dhorian, é a ordem da autenticidade e suporte de toda esta trama.
Uma coisa é certa, quando acabamos de ler, Goor - A Crónica de Feaglar II, fica-nos a mágoa de não o continuarmos a ler.
Combustíveis e preços nebulosos
Sua Excelência, o ministro da economia, num dia em que toda a imprensa barafustou sobre as razões destes aumentos, a reboque do já anunciado pela Autoridade da Concorrência, veio reforçar a urgência da análise na formação do preço de combustíveis em Portugal, de forma a garantir que o preço traduza adequadamente os custos da produção. Coisa, diga-se sem qualquer maleficência, a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, exige há algum tempo, e que, parece, passou leve, levemente como a neve do Augusto Gil.
Olympic Spirit
Hoje, no 116º dia do ano, no calendário gregoriano, festejamos a Revolução dos Cravos.
Tudo começa em Bissau -no contexto geral de pobreza e miséria de uma sociedade atávica mergulhada no obscurantismo, com a primeira reunião de capitães a 21 de Agosto de 1973. A 9 de Setembro, em Alcáçovas, é constituído o Movimento das Forças Armadas, a 5 de Março de 1974, é aprovado o documento “Os Militares, as Forças Armadas e a Nação” que é posto a circular clandestinamente, a 24 de Março, é decidido derrubar o governo pela força e, no dia 24 de Abril, no quartel da Pontinha em Lisboa, é instalado secretamente o posto de comando do Movimento das Forças Armadas, sob as ordens de Otelo Saraiva de Carvalho.
Nesse mesmo dia, às 22:55hs, dos Emissores Associados de Lisboa, é dado o primeiro sinal combinado com a canção “E depois do adeus” do Paulo Carvalho -emitido por João Paulo Dinis, que fizera tropa em Bissau sob as ordens de Otelo e que, desencadeia a primeira fase do golpe. Às 0:20hs do dia 25, na Rádio Renascença, o jornalista e poeta moçambicano Leite de Vasconcelos, emite o segundo sinal com a canção “Grândola Vila Morena” do José Afonso, que confirmava o golpe e iniciava a segunda fase do que viria a tornar-se uma autêntica Revolução social e mental, de profundo e seminal significado histórico e, nos conduziria de forma relativamente serena e pacifica, ao hoje, em que comemoramos o 34º aniversário da Democracia, com um Estado de Direito Democrático estável.
Nota: Confesso, a minha dificuldade, em descrever tão grande e significante dia e seus antecedentes de forma telegráfica, mas a preferência dietética do fast reading, foi aqui, levada em conta.
ACONTECIMENTO CULTURAL DO ANO
Temos já mais uma dezena de outros lançamentos agendados por todo o país. Até ao momento:
19 de Maio - 21h30: Fundação José Rodrigues (Porto)
28 de Maio - 21h30: Atrium Chaby (Mem Martins)
31 de Maio - 17h00: Palácio Pombal (Lisboa)
31 de Maio - 20h00: Biblioteca Municipal de Sintra
3 de Junho - 15h00: Universidade de Évora
6 de Junho - 21h30: Galeria Matos-Ferreira (Lisboa)
7 de Junho - 16h00: Livraria Livro do Dia (Torres Vedras)
7 de Junho - 21h30: Esplanada da Casa do Bocage (Setúbal)
11 de Junho - 15h00: Universidade de Aveiro
11 de Junho - 17h00: Casa Municipal da Cultura (Coimbra)
14 de Junho - 18h30: Livraria Arquivo (Leiria)
15 de Junho - 16h00: Vila da Batalha
18 de Junho - 18h00: Universidade do Algarve (Faro)
NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI
SEDE NORTE: Associação Marânus; SEDE SUL: Associação Agostinho da Silva; SEDE DE REDACÇÃO: Associação Agostinho da Silva (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt)
A NOVA ÁGUIA está vinculada a três entidades : Associação Marânus/ Teixeira de Pascoes, Associação Agostinho da Silva e MIL : Movimento Internacional Lusófono. Inspirando-se na visão de Portugal e do Mundo de Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, a NOVA ÁGUIA assume-se como um órgão plural.
Sporting 5 – 3 Benfica, em 90 minutos inesquecíveis.
A catástrofe rondava Alvalade e todos a pressentiam, ao intervalo o Sporting perdia por dois a zero. Recomeça o jogo e o Sporting mostra que vem com outra garra, mais arrumado devido à rectificação de algumas posições e vontade de acabar com aquele purgatório mas, ainda assim, faltava qualquer coisa. Finalmente, Paulo Bento, olha para o relógio e confirma que restam 28 minutos para virar um jogo onde deu 2 golos de avanço ao adversário e, aos 62 minutos, decide que é já tempo de jogar com 11. Troca o ausente Romagnoli por Derlei, e agora com cinco avançados, arranca para uma extraordinária exibição que acaba com o que restava do Benfica, que até tinha sido, por culpa do velhinho Rui Costa, Di Maria e Rodriguez, uma equipa de excelente caudal ofensivo.
João Moutinho, o carácter, o capitão e verdadeiro maestro de Alvalade, com a sua batuta supermotivava e embalava o Sporting, para uma grande exibição e um resultado volumoso, que as torres Luisão, Katsouranis e Quim, adiaram até aos 68 minutos quando, definitivamente, o canavial começou a abanar.
Mas gritar 5 golos e viver a grande emoção de ver o Leão, qual Fénix, renascer das próprias cinzas, deixou-me rouco, por isso, dou voz ao Luís Sobral, do Mais Futebol, que só pode ser um gajo muito porreiro.
“Vukcevic apareceu sobre a direita, deu a volta ao romeno e cruzou para o golo de Yannick. Faltavam 22 minutos, o «derby» estava emocionante.
O Sporting empolgava. Era uma torrente de futebol de ataque. Uma, duas, três oportunidades, Quim a salvar o Benfica do empate. Ninguém respirava. O melhor jogo do ano? Sim, sim, mil vezes sim!
Derlei era agora o companheiro de Liedson, sete meses depois. Yannick jogava nas costas de ambos. Izmailov estava em grande, João Moutinho parecia segurar sozinho o meio-campo e finalmente havia Vukcevic. «Até morrer!», gritavam os sportinguistas. E parecia. Insistência do capitão pela direita, cruzamento e Liedson de primeira para o 2-2!
O que faltava ao Sporting? Ganhar 3-2 com um golo de Derlei. Assim foi. Os «leões» viviam uma daquelas noites que os avós contarão daqui a uns anos aos netos. Cruzamento de Izmailov e entrada do «11» para a baliza. Festa? Cedo de mais. A bola chegou à grande área de Rui Patrício, sobrou para Rodriguez e 3-3. Não havia táctica, apenas alma. Não havia sinal de crise, apenas o desejo de heroísmo. Ninguém mandava no melhor jogo da temporada, o mais espantoso «derby» desde os 7-1 e 6-3. Era como se as duas equipas quisessem compensar os adeptos por tanta amargura. Corriam, corriam. Podiam tudo. Yannick Djaló pegou na bola, foi direito a Luisão. Tinha duas opções de passe. Claro que seguiu em frente. Claro que rematou. Claro que foi golo. 4-3. Claro que ainda houve mais um. 5-3, agora Vukcevic. O Sporting derrubou o Benfica naquele que começou por ser o «derby» das crises e terminou com uma das mais brilhantes páginas da história centenária dos dois clubes.”
Para lembrar hoje, amanhã e sempre:
Local: Estádio José de Alvalade (Assistência: 37 224)
Árbitro: Jorge Sousa (Porto)
SPORTING: Rui Patrício, Abel, Tonel, Miguel Veloso, Leandro Grimi, Adrien Silva (Izmailov 34m), João Moutinho, Vukcevic, Romagnoli (Derlei 62m), Yannick Djaló (Gladstone 86m), Liedson.
(Suplentes: Tiago, Gladstone, Pedro Silva, Pereirinha, Izmailov, Derlei e Tiuí).
Treinador: Paulo Bento
BENFICA: Quim, Nélson, Luisão, Katsouranis, Léo, Petit (Cardozo 85m), Maxi Pereira, Rui Costa, Cristian Rodriguez, Di María (Sepsi 65m), Nuno Gomes.
(Suplentes: Butt, Sepsi, Edcarlos, Luís Filipe, Binya, Mantorras e Cardozo).
Treinador: Fernando Chalana
Porque falham, os tais filhos de pais ricos…
Embora, no caso, e porque não existe criminalidade eu me refira ao episódio onto-gadget, criticando os exageros de exemplaridades dissuasórias e tente, já na caixa de comentários, devido à extraordinária participação dos comentadores, debruçar-me sobre “instituições de programas”, onde se tenta ensinar, e “indústrias de programas”, onde claramente se desensina, não sou avesso a debruçar-me em fronteiras consentâneas com o passado e o presente, já que, a vida em sociedade, é hoje de conflito devido ao papel desregulador do Estado, e comparável a um vulcão em actividade devido ao carácter especial do ser humano, donde não se pode dissociar o sentimento de impunidade, minador das regras orientadoras e dos alicerces morais da sociedade, que alastra na convicção de que tudo é permitido.
O fim-de-semana prolongado foi bom, obrigado.
Não defendo a falta de disciplina, nem desvalorizo o retrato sobre a falta de distinção entre o cá fora e o lá dentro de uma sala de aula, aliás, nem a aluna, ao que parece, nem os pais, defendem, e já pediram desculpa concordando que o procedimento foi incorrecto. Tudo o resto, é exorbitar sobre um caso que devia ser resolvido na escola, com recurso a um processo disciplinar simples.
Mas que fazer se, por um lado temos as mentes tayloristas da ministra da educação e seus defensores, que mais não fazem que fragmentar o que resta da estrutura do sistema com discursos de facilitismo e desvalorização dos docentes, manipulando-os politicamente para cumprirem os números de sucesso a todo o custo e, por outro, temos os ignorantes pedagógicos que enchem o peito, ajeitam a gravata, e há falta de argumentos para defender ideias, defendem sentimentos e paixões pretendendo uma escola fechada ao exterior, onde os problemas da sociedade não penetrem e esquecendo que os valores se medem pelo número de valências que comportam.
Ambos os lados, têm algo em comum: imaginam saber sobre o que falam e querem chegar à Índia navegando para Ocidente.
Perguntei à minha filha de 13 anos, como devia aquele problema especifico ser resolvido. A resposta foi ponderada e pode ser dada como exemplo: a professora não devia ter tentado retirar o telemóvel à aluna, devia ter-lho exigido e, caso a ordem não fosse acatada, devia, isso sim, tê-la expulso da sala.
Quer isto dizer o quê? Quer dizer, que um professor não desce ao nível do aluno porque, caso o faça, está tão tramado como os pais que descem ao nível dos filhos adolescentes quando, estes experimentam medir a autoridade dos progenitores. Uma professora, é o caso, não fica dois minutos a disputar um telemóvel com uma aluna. Não o pode fazer. E não é preciso ser um profissional de educação para saber isto porque, a disciplina e a autoridade, tanto em casa como na escola, conquistam-se todos os dias e nunca estão garantidos.
O caso, está já no Procurador Geral da República, sintoma da grave patologia que enferma este país onde a falta de respeito é transversal a toda a sociedade e, a indignação, para além de ser uma excelente terapia colectiva, não serve para grande coisa nem garante a retaguarda dos professores, porque, o problema, está no entendimento antagónico e conflitual que, professora e aluna, têm sobre os padrões de comportamento numa sala de aula. No caso concreto, devia a professora pedir assertivamente o telemóvel ou mandar desligá-lo. Não sendo respeitada, devia mandar a aluna sair e proceder ao respectivo relatório para processo disciplinar. A aluna não acatava a ordem de saída da sala: devia então a professora chamar um Auxiliar Administrativo de Educação, para encaminhar a aluna ao Concelho Executivo, e, caso esta resistisse, devia dar por terminada a aula elaborando relatório circunstanciado para o director de turma. Tão simples como isto.
Este ano, a Páscoa é muito cedo !!!
Sabias que:
Apontamento pedagógico: A Páscoa, convém assinalar, é muito mais que um simples feriado. Trata-se de um evento religioso e, para os cristãos crentes (os que crêem em Cristo como o Deus Filho da Santíssima Trindade), é a mais importante festa da cristandade. Celebra-se neste dia, a Ressurreição de Jesus Cristo.
Porém este dia, uma das datas mais antigas e jubilosas do calendário cristão, é o culminar de uma Semana Santa, fixada durante o Concílio de Nicea, em 324 d.C., que começa no domingo anterior (Domingo de Ramos), quando ramos de oliveira, simbolizando a vida, são benzidos. Na quinta-feira seguinte (Quinta-Feira Santa), é celebrada a Ceia do Senhor (a Santa Ceia) e ocorre a cerimonia do Lava Pés, na sexta-feira (Sexta-Feira Santa), ocorre a procissão da Via-Sacra, ao final da qual os fiéis recebem a comunhão eucarística (muitos fazem jejum e outros abstêm-se de comer carne), no sábado (Sábado de Aleluia), durante a noite, faz-se a Vigília Pascal e no domingo (Domingo de Páscoa), celebra-se a Ressurreição de Jesus Cristo.
Porque ler e dar a ler, têm aqui lugar.
Sobre os seus dotes musicais, temos no “Porta 65 Fechada” bolg do Movimento, um excelente exemplo na canção “Tecto de Abrir”, que é a música do Movimento, e também na banda “Baby Jane”, que podem espreitar aqui.
Porém, hoje, não queria deixar de vos dar conta da sua faceta como Poeta. O Davi Reis, que até agora publicava os seus poemas designado-os de Poesia Cordiana, no seu blog “Caderno de Corda”, resolveu, neste tempo onde não é fácil publicar e mais difícil ainda colocar os livros no leitor, dar o salto em frente e, assim, no dia 29 de Março (sábado), pelas 18 horas, decorrerá, na Fábrica Braço de Prata, a apresentação do seu primeiro livro de poesia, com o curioso título - 'Pôr a Escrita em Noite'.
Com início às 18 horas na sala Nietzsche da Fábrica Braço de Prata, o lançamento contará com a presença do declamador João Saramago e da pianista Rita Medina. Sob a chancela da Corpos Editora.
Diz ele: “O momento é, obviamente, de grande importância para mim, pelo que não dispenso a presença dos amigos e da família.” E, eu acrescento: nada como o enlevo de um livro de poemas, para conjugar em perfeita sintonia de aromas, com um cubano e uma boa bebida destilada, no recôndito do lar.

Pelo menos sete mortos durante manifestação pró-Tibete em Sichuan, avançam ONG
Informativo-Notícia 2008-03-16 15:39:00, no PUBLICO – Última Hora"A manifestação foi violentamente dispersada. A polícia disparou para a multidão. Há sete mortos", contou à AFP Kate Saunders da Campanha Internacional para ao Tibete, citando testemunhas no local. Saunders acrescentou que "muitas pessoas ficaram igualmente feridas" e que a "polícia se retirou" depois de desmobilizada a manifestação.
O Centro Tibetano para os Direitos do Homem e a Democracia avança, por sua vez, que há 13 mortos confirmados, entre os quais monges do mosteiro Kirti, em Ngawa, situado a cerca de mil quilómetros a nordeste de Lhasa. "Tivemos a confirmação da morte de 13 pessoas", indicou o porta-voz do centro, Lobsang Tsultrin.
Segundo o relato dos acontecimentos que a organização avançou no seu site, a manifestação começou quando "milhares de monges se reuniram para a oração". "Pouco depois, gritaram espontaneamente slogans a apelar à libertação do Tibete e ao regresso do Dalai Lama, acompanhados por milhares de civis de Ngawa, que se dirigiam para a sede do governo local", escreveu ainda a organização.
Uma testemunha ouvida pela AFP indicou que três pessoas morreram durante a manifestação que se seguiu à oração em Kirti, que abriga perto de 2800 monges tibetanos. "Os manifestantes atacaram a sede da polícia, incendiaram viaturas e a polícia disparou. Vi três pessoas mortas", acrescentou a mesma fonte.
Petição a favor da aprovação pela Assembleia da República, de uma moção que condene a Violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa no Tibete, a que o MIL: Movimento Internacional Lusófono, se associou e apela a que a subscrevam.







