A papelaria do meu bairro, onde abasteço o vicio; de fumo e jornais, foi assaltada. Não a papelaria, mas a caixa do multibanco que dá para a rua. Perdão! Também não foi a caixa de multibanco que dá para a rua, mas o segurança que procedia à reposição das faltas, na caixa do multibanco que dá para a rua.
Tudo indica, que esperaram a carrinha de valores chegar e o segurança entrar na papelaria para actuar. Fizeram-no com rapidez e argumentário suficiente. Quatro homens, encarapuçados, surgiram da rua traseira e forçando a porta da papelaria (tinha sido fechada – julgo serem normas de segurança), roubaram todo o dinheiro destinado à recarga da caixa. Conta um vizinho, com pungente afectividade, que o Sr. Manel dos frangos, correndo o risco de um cardiovascular, ainda largou a arte no intuito de socorrer a vizinha de comércio fronteiro, mas alguém avisado lhe gritou que parasse, informando que os meliantes estavam armados. Perante informação de tal monta e privados dos legítimos direitos de inscreverem qualquer acto contra a actividade ilícita que testemunhavam, ninguém mais ousou qualquer atitude para além da normal e cuidada espionagem entre portas.
Soubemos poucos dias depois, que o Grupo de Operações Especiais da Policia de Segurança Pública, fazendo tábua rasa da nova Reforma Penal, que proíbe a medida de coacção preventiva a criminosos puníveis com penas inferiores a cinco anos, tinha interferido com o livre exercício de actividade daqueles pacatos cidadãos. Descobriu-os, e no decorrer da acção capturou três, tendo o quarto, encontrado outro caminho ao despenhar-se de um andaime sem as necessárias asas.
Sejamos directos: um elemento, o Osvaldo, que também responde pelo nome de ‘Patusca’ e tem a digna profissão de barbeiro, é gente com historial de assaltos de carrinhas de valores à mão armada (sete, ao que consta) com outro gang que baleou um policia, em Novembro passado, quando atacaram o Finibanco de Moscavide.
Foram apresentados quinta feira da semana passada ao Tribunal de Sintra e já estão cá fora.
Tudo indica, que esperaram a carrinha de valores chegar e o segurança entrar na papelaria para actuar. Fizeram-no com rapidez e argumentário suficiente. Quatro homens, encarapuçados, surgiram da rua traseira e forçando a porta da papelaria (tinha sido fechada – julgo serem normas de segurança), roubaram todo o dinheiro destinado à recarga da caixa. Conta um vizinho, com pungente afectividade, que o Sr. Manel dos frangos, correndo o risco de um cardiovascular, ainda largou a arte no intuito de socorrer a vizinha de comércio fronteiro, mas alguém avisado lhe gritou que parasse, informando que os meliantes estavam armados. Perante informação de tal monta e privados dos legítimos direitos de inscreverem qualquer acto contra a actividade ilícita que testemunhavam, ninguém mais ousou qualquer atitude para além da normal e cuidada espionagem entre portas.
Soubemos poucos dias depois, que o Grupo de Operações Especiais da Policia de Segurança Pública, fazendo tábua rasa da nova Reforma Penal, que proíbe a medida de coacção preventiva a criminosos puníveis com penas inferiores a cinco anos, tinha interferido com o livre exercício de actividade daqueles pacatos cidadãos. Descobriu-os, e no decorrer da acção capturou três, tendo o quarto, encontrado outro caminho ao despenhar-se de um andaime sem as necessárias asas.
Sejamos directos: um elemento, o Osvaldo, que também responde pelo nome de ‘Patusca’ e tem a digna profissão de barbeiro, é gente com historial de assaltos de carrinhas de valores à mão armada (sete, ao que consta) com outro gang que baleou um policia, em Novembro passado, quando atacaram o Finibanco de Moscavide.
Foram apresentados quinta feira da semana passada ao Tribunal de Sintra e já estão cá fora.
Chegado aqui, um forte pulsar tentava-me a falar do ministro da justiça e da sua reforma penal. Mas não, vamos lá sem bússola nem catavento que já se levanta a neblina.
Não consta se o juiz lhes terá dado algum coçóide dialéctico ou beliscões nos fundilhos, mas consta, que a confirmação de serem gente de trabalho, com emprego e por isso capacidade produtiva, bastou para serem elevados a cidadãos integrados na sociedade e mandados em paz -di-lo a vizinhança e confirma-o a edição on-line do Correio da Manhã de dia 14.
Dito isto, espero que os maquiavélicos agentes da PSP, que procederam às detenções com inequívoca e irrefutável falta de formação profissional, não venham a ser acusados de discriminação xenófoba ou racista, para com cidadãos que caíram, por mera casualidade, no isco apetecível de uma caixa multibanco. Também, não caia o leitor na tentação, de ver neste post um manifesto convite à criminalidade; o juiz, ao considerar aqueles cidadãos integrados na sociedade, pode muito bem, estar a referir-se àquela outra parte de que todos ouvimos falar e com a qual não temos intimidade.
Dito isto, espero que os maquiavélicos agentes da PSP, que procederam às detenções com inequívoca e irrefutável falta de formação profissional, não venham a ser acusados de discriminação xenófoba ou racista, para com cidadãos que caíram, por mera casualidade, no isco apetecível de uma caixa multibanco. Também, não caia o leitor na tentação, de ver neste post um manifesto convite à criminalidade; o juiz, ao considerar aqueles cidadãos integrados na sociedade, pode muito bem, estar a referir-se àquela outra parte de que todos ouvimos falar e com a qual não temos intimidade.














