Como nota e tentando sacar metade do ridículo a um post que pouco diz, uma cândida curiosidade que pode parecer uma piadola sem graça.
Começa a fervilhar uma polémica, de pouca arte diga-se, entre ingleses e espanhóis, que remonta a 1968. Tem a ver com um documentário da Jornalista, Montse Fernández, sobre o impacto que o Maio de 68 teve em Espanha e que será exibido na próxima sexta-feira, no canal, La Sexta.
Em Inglaterra, e sem aquelas entrelinhas que até apertam o coração, com base numa curta declaração de José María Iñigo, que ao tempo era apresentador da TVE, e afirma no tal documentário que, à Espanha, “interessava muito vencer o Festival da Eurovisão para ter algum nome” e que, sob ordens de Franco, responsáveis da TVE e de editoras espanholas, teriam viajado pela Europa com o fito de comprometer o voto dos responsáveis, prometendo-lhes a compra de séries e edição de discos de vários cantores, que nunca viriam a ser emitidos ou distribuídos, quando, os ingleses, nesse ano depositavam grandes esperanças no Cliff Richard e na canção Congratulations para vencer o festival. O Guardian e o The Sun, dando mostras de uma inexcedível sede de polémica e reagindo à chincada da respectiva horta, já se levantam em acusações a Franco e aos espanhóis, por terem comprado a vitória da cantora Massiel, nomeando, o The Sun, directamente o alvo e sem grande refinamento técnico, dizendo que, o “líder fascista espanhol, General Franco, amanhou o voto”.
Embora este fait-diver seja lamentável é, de certo modo, divertido, porque se pressupõe que para os espanhóis, nada disto é imoral, quando muito, um pequeno incómodo. É por estas e outras (bem piores, bem piores, bem piores) que o povo português é sábio no dizer: “De Espanha, nem bons ventos nem bons casamentos”. E nós sabemos do que falamos. Generalizo, claro, conheço espanhóis, que nada têem de espanhóis.
Bem, vou continuar o que estava a fazer. Estou a ler como é que o Péricles conseguiu manter-se tanto tempo no poder, e, por causa disso, já ontem não vi a apresentação da candidatura do Sr. doutor Pedro Santana Lopes, à liderança do PPD/PSD e, talvez por isso, gostei muito.















