
Combustíveis e preços nebulosos
Sua Excelência, o ministro da economia, num dia em que toda a imprensa barafustou sobre as razões destes aumentos, a reboque do já anunciado pela Autoridade da Concorrência, veio reforçar a urgência da análise na formação do preço de combustíveis em Portugal, de forma a garantir que o preço traduza adequadamente os custos da produção. Coisa, diga-se sem qualquer maleficência, a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, exige há algum tempo, e que, parece, passou leve, levemente como a neve do Augusto Gil.
Olympic Spirit
Hoje, no 116º dia do ano, no calendário gregoriano, festejamos a Revolução dos Cravos.
Tudo começa em Bissau -no contexto geral de pobreza e miséria de uma sociedade atávica mergulhada no obscurantismo, com a primeira reunião de capitães a 21 de Agosto de 1973. A 9 de Setembro, em Alcáçovas, é constituído o Movimento das Forças Armadas, a 5 de Março de 1974, é aprovado o documento “Os Militares, as Forças Armadas e a Nação” que é posto a circular clandestinamente, a 24 de Março, é decidido derrubar o governo pela força e, no dia 24 de Abril, no quartel da Pontinha em Lisboa, é instalado secretamente o posto de comando do Movimento das Forças Armadas, sob as ordens de Otelo Saraiva de Carvalho.
Nesse mesmo dia, às 22:55hs, dos Emissores Associados de Lisboa, é dado o primeiro sinal combinado com a canção “E depois do adeus” do Paulo Carvalho -emitido por João Paulo Dinis, que fizera tropa em Bissau sob as ordens de Otelo e que, desencadeia a primeira fase do golpe. Às 0:20hs do dia 25, na Rádio Renascença, o jornalista e poeta moçambicano Leite de Vasconcelos, emite o segundo sinal com a canção “Grândola Vila Morena” do José Afonso, que confirmava o golpe e iniciava a segunda fase do que viria a tornar-se uma autêntica Revolução social e mental, de profundo e seminal significado histórico e, nos conduziria de forma relativamente serena e pacifica, ao hoje, em que comemoramos o 34º aniversário da Democracia, com um Estado de Direito Democrático estável.
Nota: Confesso, a minha dificuldade, em descrever tão grande e significante dia e seus antecedentes de forma telegráfica, mas a preferência dietética do fast reading, foi aqui, levada em conta.
ACONTECIMENTO CULTURAL DO ANO
Temos já mais uma dezena de outros lançamentos agendados por todo o país. Até ao momento:
19 de Maio - 21h30: Fundação José Rodrigues (Porto)
28 de Maio - 21h30: Atrium Chaby (Mem Martins)
31 de Maio - 17h00: Palácio Pombal (Lisboa)
31 de Maio - 20h00: Biblioteca Municipal de Sintra
3 de Junho - 15h00: Universidade de Évora
6 de Junho - 21h30: Galeria Matos-Ferreira (Lisboa)
7 de Junho - 16h00: Livraria Livro do Dia (Torres Vedras)
7 de Junho - 21h30: Esplanada da Casa do Bocage (Setúbal)
11 de Junho - 15h00: Universidade de Aveiro
11 de Junho - 17h00: Casa Municipal da Cultura (Coimbra)
14 de Junho - 18h30: Livraria Arquivo (Leiria)
15 de Junho - 16h00: Vila da Batalha
18 de Junho - 18h00: Universidade do Algarve (Faro)
NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI
SEDE NORTE: Associação Marânus; SEDE SUL: Associação Agostinho da Silva; SEDE DE REDACÇÃO: Associação Agostinho da Silva (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt)
A NOVA ÁGUIA está vinculada a três entidades : Associação Marânus/ Teixeira de Pascoes, Associação Agostinho da Silva e MIL : Movimento Internacional Lusófono. Inspirando-se na visão de Portugal e do Mundo de Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, a NOVA ÁGUIA assume-se como um órgão plural.
Sporting 5 – 3 Benfica, em 90 minutos inesquecíveis.
A catástrofe rondava Alvalade e todos a pressentiam, ao intervalo o Sporting perdia por dois a zero. Recomeça o jogo e o Sporting mostra que vem com outra garra, mais arrumado devido à rectificação de algumas posições e vontade de acabar com aquele purgatório mas, ainda assim, faltava qualquer coisa. Finalmente, Paulo Bento, olha para o relógio e confirma que restam 28 minutos para virar um jogo onde deu 2 golos de avanço ao adversário e, aos 62 minutos, decide que é já tempo de jogar com 11. Troca o ausente Romagnoli por Derlei, e agora com cinco avançados, arranca para uma extraordinária exibição que acaba com o que restava do Benfica, que até tinha sido, por culpa do velhinho Rui Costa, Di Maria e Rodriguez, uma equipa de excelente caudal ofensivo.
João Moutinho, o carácter, o capitão e verdadeiro maestro de Alvalade, com a sua batuta supermotivava e embalava o Sporting, para uma grande exibição e um resultado volumoso, que as torres Luisão, Katsouranis e Quim, adiaram até aos 68 minutos quando, definitivamente, o canavial começou a abanar.
Mas gritar 5 golos e viver a grande emoção de ver o Leão, qual Fénix, renascer das próprias cinzas, deixou-me rouco, por isso, dou voz ao Luís Sobral, do Mais Futebol, que só pode ser um gajo muito porreiro.
“Vukcevic apareceu sobre a direita, deu a volta ao romeno e cruzou para o golo de Yannick. Faltavam 22 minutos, o «derby» estava emocionante.
O Sporting empolgava. Era uma torrente de futebol de ataque. Uma, duas, três oportunidades, Quim a salvar o Benfica do empate. Ninguém respirava. O melhor jogo do ano? Sim, sim, mil vezes sim!
Derlei era agora o companheiro de Liedson, sete meses depois. Yannick jogava nas costas de ambos. Izmailov estava em grande, João Moutinho parecia segurar sozinho o meio-campo e finalmente havia Vukcevic. «Até morrer!», gritavam os sportinguistas. E parecia. Insistência do capitão pela direita, cruzamento e Liedson de primeira para o 2-2!
O que faltava ao Sporting? Ganhar 3-2 com um golo de Derlei. Assim foi. Os «leões» viviam uma daquelas noites que os avós contarão daqui a uns anos aos netos. Cruzamento de Izmailov e entrada do «11» para a baliza. Festa? Cedo de mais. A bola chegou à grande área de Rui Patrício, sobrou para Rodriguez e 3-3. Não havia táctica, apenas alma. Não havia sinal de crise, apenas o desejo de heroísmo. Ninguém mandava no melhor jogo da temporada, o mais espantoso «derby» desde os 7-1 e 6-3. Era como se as duas equipas quisessem compensar os adeptos por tanta amargura. Corriam, corriam. Podiam tudo. Yannick Djaló pegou na bola, foi direito a Luisão. Tinha duas opções de passe. Claro que seguiu em frente. Claro que rematou. Claro que foi golo. 4-3. Claro que ainda houve mais um. 5-3, agora Vukcevic. O Sporting derrubou o Benfica naquele que começou por ser o «derby» das crises e terminou com uma das mais brilhantes páginas da história centenária dos dois clubes.”
Para lembrar hoje, amanhã e sempre:
Local: Estádio José de Alvalade (Assistência: 37 224)
Árbitro: Jorge Sousa (Porto)
SPORTING: Rui Patrício, Abel, Tonel, Miguel Veloso, Leandro Grimi, Adrien Silva (Izmailov 34m), João Moutinho, Vukcevic, Romagnoli (Derlei 62m), Yannick Djaló (Gladstone 86m), Liedson.
(Suplentes: Tiago, Gladstone, Pedro Silva, Pereirinha, Izmailov, Derlei e Tiuí).
Treinador: Paulo Bento
BENFICA: Quim, Nélson, Luisão, Katsouranis, Léo, Petit (Cardozo 85m), Maxi Pereira, Rui Costa, Cristian Rodriguez, Di María (Sepsi 65m), Nuno Gomes.
(Suplentes: Butt, Sepsi, Edcarlos, Luís Filipe, Binya, Mantorras e Cardozo).
Treinador: Fernando Chalana
Porque falham, os tais filhos de pais ricos…
Embora, no caso, e porque não existe criminalidade eu me refira ao episódio onto-gadget, criticando os exageros de exemplaridades dissuasórias e tente, já na caixa de comentários, devido à extraordinária participação dos comentadores, debruçar-me sobre “instituições de programas”, onde se tenta ensinar, e “indústrias de programas”, onde claramente se desensina, não sou avesso a debruçar-me em fronteiras consentâneas com o passado e o presente, já que, a vida em sociedade, é hoje de conflito devido ao papel desregulador do Estado, e comparável a um vulcão em actividade devido ao carácter especial do ser humano, donde não se pode dissociar o sentimento de impunidade, minador das regras orientadoras e dos alicerces morais da sociedade, que alastra na convicção de que tudo é permitido.
O fim-de-semana prolongado foi bom, obrigado.
Não defendo a falta de disciplina, nem desvalorizo o retrato sobre a falta de distinção entre o cá fora e o lá dentro de uma sala de aula, aliás, nem a aluna, ao que parece, nem os pais, defendem, e já pediram desculpa concordando que o procedimento foi incorrecto. Tudo o resto, é exorbitar sobre um caso que devia ser resolvido na escola, com recurso a um processo disciplinar simples.
Mas que fazer se, por um lado temos as mentes tayloristas da ministra da educação e seus defensores, que mais não fazem que fragmentar o que resta da estrutura do sistema com discursos de facilitismo e desvalorização dos docentes, manipulando-os politicamente para cumprirem os números de sucesso a todo o custo e, por outro, temos os ignorantes pedagógicos que enchem o peito, ajeitam a gravata, e há falta de argumentos para defender ideias, defendem sentimentos e paixões pretendendo uma escola fechada ao exterior, onde os problemas da sociedade não penetrem e esquecendo que os valores se medem pelo número de valências que comportam.
Ambos os lados, têm algo em comum: imaginam saber sobre o que falam e querem chegar à Índia navegando para Ocidente.
Perguntei à minha filha de 13 anos, como devia aquele problema especifico ser resolvido. A resposta foi ponderada e pode ser dada como exemplo: a professora não devia ter tentado retirar o telemóvel à aluna, devia ter-lho exigido e, caso a ordem não fosse acatada, devia, isso sim, tê-la expulso da sala.
Quer isto dizer o quê? Quer dizer, que um professor não desce ao nível do aluno porque, caso o faça, está tão tramado como os pais que descem ao nível dos filhos adolescentes quando, estes experimentam medir a autoridade dos progenitores. Uma professora, é o caso, não fica dois minutos a disputar um telemóvel com uma aluna. Não o pode fazer. E não é preciso ser um profissional de educação para saber isto porque, a disciplina e a autoridade, tanto em casa como na escola, conquistam-se todos os dias e nunca estão garantidos.
O caso, está já no Procurador Geral da República, sintoma da grave patologia que enferma este país onde a falta de respeito é transversal a toda a sociedade e, a indignação, para além de ser uma excelente terapia colectiva, não serve para grande coisa nem garante a retaguarda dos professores, porque, o problema, está no entendimento antagónico e conflitual que, professora e aluna, têm sobre os padrões de comportamento numa sala de aula. No caso concreto, devia a professora pedir assertivamente o telemóvel ou mandar desligá-lo. Não sendo respeitada, devia mandar a aluna sair e proceder ao respectivo relatório para processo disciplinar. A aluna não acatava a ordem de saída da sala: devia então a professora chamar um Auxiliar Administrativo de Educação, para encaminhar a aluna ao Concelho Executivo, e, caso esta resistisse, devia dar por terminada a aula elaborando relatório circunstanciado para o director de turma. Tão simples como isto.
Este ano, a Páscoa é muito cedo !!!
Sabias que:
Apontamento pedagógico: A Páscoa, convém assinalar, é muito mais que um simples feriado. Trata-se de um evento religioso e, para os cristãos crentes (os que crêem em Cristo como o Deus Filho da Santíssima Trindade), é a mais importante festa da cristandade. Celebra-se neste dia, a Ressurreição de Jesus Cristo.
Porém este dia, uma das datas mais antigas e jubilosas do calendário cristão, é o culminar de uma Semana Santa, fixada durante o Concílio de Nicea, em 324 d.C., que começa no domingo anterior (Domingo de Ramos), quando ramos de oliveira, simbolizando a vida, são benzidos. Na quinta-feira seguinte (Quinta-Feira Santa), é celebrada a Ceia do Senhor (a Santa Ceia) e ocorre a cerimonia do Lava Pés, na sexta-feira (Sexta-Feira Santa), ocorre a procissão da Via-Sacra, ao final da qual os fiéis recebem a comunhão eucarística (muitos fazem jejum e outros abstêm-se de comer carne), no sábado (Sábado de Aleluia), durante a noite, faz-se a Vigília Pascal e no domingo (Domingo de Páscoa), celebra-se a Ressurreição de Jesus Cristo.
Porque ler e dar a ler, têm aqui lugar.
Sobre os seus dotes musicais, temos no “Porta 65 Fechada” bolg do Movimento, um excelente exemplo na canção “Tecto de Abrir”, que é a música do Movimento, e também na banda “Baby Jane”, que podem espreitar aqui.
Porém, hoje, não queria deixar de vos dar conta da sua faceta como Poeta. O Davi Reis, que até agora publicava os seus poemas designado-os de Poesia Cordiana, no seu blog “Caderno de Corda”, resolveu, neste tempo onde não é fácil publicar e mais difícil ainda colocar os livros no leitor, dar o salto em frente e, assim, no dia 29 de Março (sábado), pelas 18 horas, decorrerá, na Fábrica Braço de Prata, a apresentação do seu primeiro livro de poesia, com o curioso título - 'Pôr a Escrita em Noite'.
Com início às 18 horas na sala Nietzsche da Fábrica Braço de Prata, o lançamento contará com a presença do declamador João Saramago e da pianista Rita Medina. Sob a chancela da Corpos Editora.
Diz ele: “O momento é, obviamente, de grande importância para mim, pelo que não dispenso a presença dos amigos e da família.” E, eu acrescento: nada como o enlevo de um livro de poemas, para conjugar em perfeita sintonia de aromas, com um cubano e uma boa bebida destilada, no recôndito do lar.

Pelo menos sete mortos durante manifestação pró-Tibete em Sichuan, avançam ONG
Informativo-Notícia 2008-03-16 15:39:00, no PUBLICO – Última Hora"A manifestação foi violentamente dispersada. A polícia disparou para a multidão. Há sete mortos", contou à AFP Kate Saunders da Campanha Internacional para ao Tibete, citando testemunhas no local. Saunders acrescentou que "muitas pessoas ficaram igualmente feridas" e que a "polícia se retirou" depois de desmobilizada a manifestação.
O Centro Tibetano para os Direitos do Homem e a Democracia avança, por sua vez, que há 13 mortos confirmados, entre os quais monges do mosteiro Kirti, em Ngawa, situado a cerca de mil quilómetros a nordeste de Lhasa. "Tivemos a confirmação da morte de 13 pessoas", indicou o porta-voz do centro, Lobsang Tsultrin.
Segundo o relato dos acontecimentos que a organização avançou no seu site, a manifestação começou quando "milhares de monges se reuniram para a oração". "Pouco depois, gritaram espontaneamente slogans a apelar à libertação do Tibete e ao regresso do Dalai Lama, acompanhados por milhares de civis de Ngawa, que se dirigiam para a sede do governo local", escreveu ainda a organização.
Uma testemunha ouvida pela AFP indicou que três pessoas morreram durante a manifestação que se seguiu à oração em Kirti, que abriga perto de 2800 monges tibetanos. "Os manifestantes atacaram a sede da polícia, incendiaram viaturas e a polícia disparou. Vi três pessoas mortas", acrescentou a mesma fonte.
Petição a favor da aprovação pela Assembleia da República, de uma moção que condene a Violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa no Tibete, a que o MIL: Movimento Internacional Lusófono, se associou e apela a que a subscrevam.
Bem-aventurados aqueles que nada têm a dizer e assim não fazem o mundo perder tempo.
Às vezes, com ardor, as palavras saem quase pelo próprio pé, como um sopro humano... outras vezes, com secura, encalham no primeiro passo sobre o branco sem lhe tocarem... mas escrevo sempre o que me vai na alma, ou tento, pelo menos... só assim sei escrever... e quando leio um poema , um conto ou um romance, só me encanto ou desencanto mediante aquilo que sou, penso e sinto...
100.000 manifestaram-se hoje…
A resposta aos que defendiam que só a FENPROF era contra as medidas do Ministério da Educação, ou que, os descontentes eram franjas manobradas partidariamente, foi tremenda, e é necessário que o governo e todos os que por paternidade partidária criticam os professores, retirem as necessárias ilações políticas.
Existem de facto razões de preocupação e devemos perguntar-nos de que lado está a razão. Contudo, claro, não ignoro que os professores poderão não ter razão em toda a extensão do que protestam, mas sei que, já antes, a tutela também se bateu por acções de formação para progressão de carreira e, hoje verifica-se que essas acções são uma palhaçada produto de famigerados pedagogos, e um manhoso negócio entre sindicatos e o Ministério que outorga benefícios de exclusividade de formadores. Os costumeiros tachos político-partidários de que a ISCTE ou a Aberta são exemplos.
Pessoalmente, como cidadão e pai de filhas em idade escolar, confesso que as minhas preocupações são outras, que parecendo básicas não o são. As da escola pública de qualidade para todos no pressuposto da honestidade e justiça. Isto é: A doutrina para inglês ver e preencher estatísticas, baixando o nível de exigência, coloca os professores perante o dilema de avaliar correctamente, desobedecendo à filosofia do ministério, ou benevolamente, fazendo o que o ministério quer. Ora, esta política, é no mais importante um atraso ao que havia e coloca em causa em vez de potenciar o mais importante: a capacidade e o poder dos professores. Sabemos, porque também fomos alunos e jovens, que existe algo pior que um mau professor: um professor bom ou mau deixa de ser importante sem nenhum poder. Um mau professor com poder para “chumbar” um aluno se não estuda nem sabe nada, até nem é tão mau assim. O pior de tudo é a cultura de facilitismo que cria um caldo de mediocridade, oportunismo e rotina que tudo contamina, em sentido vertical, horizontal, tudo. Diplomas universitários, futuros professores, futuros alunos, futuros pais, futuros votantes, futuros políticos, etc., etecetera. Isto é que me preocupa e tem de ser alterado, razão porque, não posso simpatizar mais com a indignação dos professores e menos com a posição do governo. (again)
Dia Internacional da Mulher
(Artigo 13º da Constituição da República Portuguesa, de 2 de Abril de 1976, que consagra o princípio da igualdade.)
Algumas datas significativas em Portugal.
1867 - Primeiro Código Civil, que melhorou a situação das mulheres em relação aos direitos dos cônjuges, aos filhos, aos bens e sua administração.
1911 - As mulheres adquirem o direito de trabalhar na função pública.
1913 – 1ª mulher licenciada em Direito.
1931 – Reconhecimento do direito de voto às mulheres diplomadas com cursos superiores ou secundários ( Decreto com força de lei nº19 694, de 5 de Maio de 1931).
1935 - Primeiras deputadas à Assembleia Nacional: Domitila de Carvalho, Maria Guardiola e Maria Cândida Parreira.
1976 – Entrada em vigor da nova Constituição, que estabelece a igualdade entre homens e mulheres em todos os domínios.
1979 - Entrada em vigor do DL nº392/79, de 20 de Setembro, que visa garantir às mulheres a igualdade com os homens em oportunidades e tratamento no trabalho e no emprego. Primeira mulher nomeada para o cargo de Primeiro-Ministro: Engª Maria de Lourdes Pintassilgo.
Era escusado
Constrangido vejo-te, que de bailarina nada tens, na pista de um concurso de dança para figuras públicas. Algumas, pouco públicas como vem sendo hábito neste tipo de programas e, talvez por isso, Tu, generosa, de sobrecasaca e botas de montar deixaste-te arrastar para o salon.Desde logo, confesso, ansiei que tirasses dali a autora do Adeus Princesa, um dos melhores romances portugueses dos últimos anos, a ponto de me apetecer gritar para que saísses e só não o fazer por ser imbecil e escusado.
E, no entanto, não sou adepto dos aristocratas da cultura, dos que só se dão com os seus pares e entretecem misteriosas relações próprias das sociedades secretas, mas não aprecio, de todo, os que hoje, angelicais, vergam à confraria do elogio duvidoso e tentam parecer o que não são. Não se responde à loucura com a coragem, nestes casos é sempre preferivel um “pare por favor, tenho de ir ali comprar cigarros”.
Clara Pinto Correia, bióloga, escritora, professora universitária, especialista em História das Ciências, historiadora da ciência portuguesa e parte importante da inteligência deste país, prestava-se a um triste espectáculo. Talvez se divertisse, não sei… mas ela sabe que é uma característica da natureza humana esperar que alguém escorregue para depois pisá-lo bem pisado, ela sabe e já provou dessa voragem que, com brutalidade, cilindra a qualidade e devora como Saturno os seus filhos.
Pode explicar devagarinho?
“Em 2002 um barril de petróleo custava 70 dólares o que equivalia grosso modo a 77 euros e hoje ele custa 100 dólares o que equivale sensivelmente a 70 euros, como é que se pode dizer que o petróleo subiu de preço?”
A semana passada, um senhor economista defendia na SIC-Noticias, que estes números eram de quem não percebia nada destas coisas. Mostrando falta de generosidade em partilhar o saber sobre o quão errado eu e outros estávamos, provavelmente pela complexidade e melindre do tema, ou porque tem tão mais eficácia quão menos forem os detentores do conhecimento. Tudo bem… não percebo mesmo… cavalgo na ignorância e escrevo isto enquanto testemunho a generosidade da Ana Moura que, de improviso, faz um dueto com o Malato no "Sexta à Noite". Mas hoje, prolongando a recreação, o preço do petróleo atingiu os 103 dólares devido à desvalorização do dólar e, essa desvalorização reflecte-se evidentemente no valor do euro que é a nossa moeda. Ora, fazendo o câmbio do dólar face ao euro, temos assim e neste momento o barril a 67,71 euros. Ou seja, como o barril por casualidade do fenómeno continua a ser pago em dólares, continua a baixar na zona euro. Mas eu continuo a não perceber nada disto, o que também não ajuda nada.
Outro caso a que não é alheio o caso anterior:
Carlos Santos, da Associação do Comércio e da Indústria da Panificação, Pastelarias e Similares, defende a necessidade de se aumentar o preço do pão em 50 por cento.
Alavanca agora esta necessidade, que antes e para outros aumentos tinha origem nos preços dos combustíveis, no aumento do preço das farinhas que, em um ano e um mês, subiram 120 por cento (número já desmentido pela indústria de moagem e também por um industrial de panificação que, afirmou não perceber a razão pela qual os seus colegas de sector têm vindo a aumentar o preço do pão), sendo o cerne e grande argumento, o aumento do preço do trigo americano que atingiu os 450 euros por tonelada.
E lá vamos nós de novo: contra a inércia, cultivando o modo da discussão pública e não rejeitando o que não entendemos.
Alô, Poesia!
Assim, e sobre a poesia, constato que hoje por ditadura do mercado, esta é relegada para a quase clandestinidade onde abundam o falso e o supérfluo, mas a poesia é útil e vale a pena ter consciência disso. Eu sei.
Não vou pretender definir a poesia, seria inviabilizá-la, porque sendo uma das artes tradicionais através da qual a linguagem humana é sempre utilizada com fins estéticos, tem a função de exprimir sucintamente e entre linhas o pensamento do eu-lírico, talvez por isso, sendo a poesia arte e estética na sua essência, os poetas não são para entender mas para fruir, e há, como eu, quem os frua, sendo sempre uma aventura neste país de poetas e trovadores e outros prosaicos pensadores, encontrar na net, apesar do abundante lixo, a divulgação essencial que, de outro modo, não estaria acessível a pessoas fora do circulo de amizades do poeta. Talvez por isso, há hoje poetas, que têem as suas searas de afectos nesta realidade virtual.
Porque ler e dar a ler, têm aqui lugar, ofereço-vos o link do sitio da poetiza Isabel Mendes Ferreira, e destaco este belo poema do Portugal finissecular, de sua autoria.
a minha pátria é de chão de Pascoaes. árvore de Camões. e
lírica de Camilo. sofrida como uma maçã de Cesário.
um rasgo de Al berto e a mão de Pessoa.
o olho.tigre de Agostinho e o silêncio de Agustina.
Ondina nos pulsos e um pouco imenso de todo o Virgílio.
______________a minha pátria é tão antiga
que de sépia a rubro demora o tempo de reabrir as Farpas.
Correntes Blogosféricas
Varias vezes o disse, até com justificações desnecessárias para correcto entendimento do que penso, que não sou adepto da cegarrega das correntes. Por outro lado, não dar seguimento às mesmas acaba por ser petulante e indicador de que levamos esta coisa do bloguismo demasiado a sério.
Ora, como já não me lembro em particular das músicas, até porque nunca fui de abanar muito o tal dito, fica o que gostava de ouvir quando era jovem.
Pink Floyd – UB40 – Edith Piaf – Vangelis – Genesis – Chet Baker
Passo esta a estes seis, esperando que não façam como eu, que era um chato e pouca companhia tinha nos meus gostos musicais:
De rajada o escrevo e, sem delongas, acoitado no recôndito da minha habitação junto ao borralho que atiço amiúde, debito sem brusquidão mas de gozo desmesurado, as doze que me pede como se de uma ladainha se tratasse. Não sei se o conseguirei em prosa curta, mas lá as vou escrevendo e com soturno sussurro, repetindo-as até as ver alinhadas.

E vai para estes sete magníficos:
PortoCroft – Bill – Isabel Mendes Ferreira – Klatuu – Clavis – Luma – André
E o medo instalou-se

A Batalha de Alexandre, pela sua cuidada composição, é considerada a sua obra mais importante.
O nu feminino proibido pela Transport For London, uma Vénus (Venus 1532.) de sorriso matreiro, que veste uma gargantilha e segura uma gaze transparente que mais não faz que realçar os seus atributos, é o quadro com que a Royal Academy pensava anunciar a próxima exposição, dedicada a este grande pintor renascentista alemão, contemporâneo de Dürer, que pintou de tudo: temas mitológicos, retratos de cortesãos, animais, paisagens, santos e demónios, sempre assinados com uma serpente alada.
Petição Online: Por uma força lusófona de Manutenção de Paz
Os recentes acontecimentos trágicos em Timor-Leste deixaram uma vez mais evidente que existe a necessidade imperiosa de uma força policial e militarizada de manutenção de paz que, no quadro da ONU, possa agir no espaço da CPLP com a eficácia, imparcialidade e compreensão da realidade local que outras forças não lusófonas, naturalmente, não podem ter. Sem que isso exclua, obviamente, uma mais ampla acção no plano cívico e cultural, que deve mesmo ser reforçada.
Esta força já demonstrou a sua necessidade durante o anterior conflito na Guiné-Bissau, quando uma pequena flotilha portuguesa foi capaz de realizar uma missão decisiva nesse país africano e agora tornou a sentir-se a sua ausência em Timor.
A CPLP tem actualmente um estatuto muito mais administrativo, formal e protocolar do que seria de esperar para quem defenda a aproximação lusófona e é nossa convicção de que tal estrutura – simultaneamente policial e militar – deveria surgir no seio da CPLP e dos países que a compõem para criar uma força de reacção rápida capaz de acorrer a qualquer emergência de segurança.
Esta força poderia incluir, tanto quanto possível, unidades policiais oriundas de todos os países lusófonos, de Timor a Cabo Verde e forças navais brasileiras e portuguesas, para além de forças especiais angolanas, brasileiras e portuguesas e um componente de combate e transporte aéreo, de muito rápida intervenção em qualquer país lusófono. Pela própria natureza multinacional desta força, não haveria espaço para que surgissem críticas de "imperialismo" ou de defesa de interesses económicos ou particulares, como sucede frequentemente com missões assumidas pela NATO, Rússia ou pelos países anglo-saxónicos.
Esta força policial e militar poderia, inclusivamente, potenciar a CPLP até um novo patamar de intervenção e participação no mundo e alavancar a defesa da presença do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, bem como prefigurar, a uma nova escala, a formação de uma verdadeira Comunidade Lusófona, enquanto espaço de paz e segurança para todos os povos que o destino quis unir por esse fio de Ariadne chamado "língua portuguesa".
Se concorda com a criação desta força policial e militar de manutenção da paz da CPLP, assine esta Petição. Para o fazer, clique aqui: http://www.PetitionOnline.com/mil1001/petition.html
Desde já nos comprometemos a apresentar esta petição a todas as autoridades competentes, nomeadamente, à CPLP.
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora
NOVA ÁGUIA/ REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI/ ÓRGÃO DO MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
http://novaaguia.blogspot.com/
Timor-Leste (Operação Limpeza)
Era a primeira vez que o Estado timorense autorizava uma operação autónoma das suas forças e Taur Matan Ruak, orgulhoso, faria por merecer tal confiança.
Dias depois, após incessantes buscas, ouvem-no confessar o fracasso da operação. Não resultou por falta de mandados de busca que permitissem às minhas forças entrar nas residências e seus quintais… Taur Matan Ruak, com tanta coisa que pensar, tinha-se esquecido desse pormenor que se revelara de importância capital. Os seus homens bem os procuraram; nenhuma esquina ficou por dobrar, nenhuma tasca onde se esperava encontra-los a beber uns canecos à volta das cartas, ficou por inspeccionar.
Enquanto isso, o Malai Azul, decide finalmente partilhar com o mundo o que lhe vai na alma e, Ângela Carrascalão, enquanto fala das ruas calmas da cidade, escreve sobre uma séria esperança: Timor-Leste é um país independente! Depauperado, em persistente desconcerto, instável, frágil, mas, ainda assim, independente!








