Pode explicar devagarinho?

Tempos atrás, referi-me aqui a um e-mail de um amigo, sobre a especulação existente com os sucessivos aumentos do preço dos combustíveis. A questão era simples e parecia pertinente. Era esta:

“Em 2002 um barril de petróleo custava 70 dólares o que equivalia grosso modo a 77 euros e hoje ele custa 100 dólares o que equivale sensivelmente a 70 euros, como é que se pode dizer que o petróleo subiu de preço?”

A semana passada, um senhor economista defendia na SIC-Noticias, que estes números eram de quem não percebia nada destas coisas. Mostrando falta de generosidade em partilhar o saber sobre o quão errado eu e outros estávamos, provavelmente pela complexidade e melindre do tema, ou porque tem tão mais eficácia quão menos forem os detentores do conhecimento. Tudo bem… não percebo mesmo… cavalgo na ignorância e escrevo isto enquanto testemunho a generosidade da Ana Moura que, de improviso, faz um dueto com o Malato no "Sexta à Noite". Mas hoje, prolongando a recreação, o preço do petróleo atingiu os 103 dólares devido à desvalorização do dólar e, essa desvalorização reflecte-se evidentemente no valor do euro que é a nossa moeda. Ora, fazendo o câmbio do dólar face ao euro, temos assim e neste momento o barril a 67,71 euros. Ou seja, como o barril por casualidade do fenómeno continua a ser pago em dólares, continua a baixar na zona euro. Mas eu continuo a não perceber nada disto, o que também não ajuda nada.

Outro caso a que não é alheio o caso anterior:

Carlos Santos, da Associação do Comércio e da Indústria da Panificação, Pastelarias e Similares, defende a necessidade de se aumentar o preço do pão em 50 por cento.
Alavanca agora esta necessidade, que antes e para outros aumentos tinha origem nos preços dos combustíveis, no aumento do preço das farinhas que, em um ano e um mês, subiram 120 por cento (número já desmentido pela indústria de moagem e também por um industrial de panificação que, afirmou não perceber a razão pela qual os seus colegas de sector têm vindo a aumentar o preço do pão), sendo o cerne e grande argumento, o aumento do preço do trigo americano que atingiu os 450 euros por tonelada.
E lá vamos nós de novo: contra a inércia, cultivando o modo da discussão pública e não rejeitando o que não entendemos.
Portugal, que antes só aumentava a superfície de campos de golfe, aumentou também a superfície de semeada (haja Deus!) e importa sobretudo trigo da Europa onde existe uma produção excedentária em 16 milhões de toneladas, e fá-lo principalmente de França a 307 euros a tonelada, e que, e isto são factos, mesmo depois de incorporado algum cereal melhorado da Alemanha, fica com um preço final de 310 euros. Ou seja, a fazer fé na honestidade das pessoas, por distracção, as contas de Carlos Santos, estão inflacionadas em 140 euros a tonelada. É obra!… digo eu, que em conflito de natureza intelectual sempre tive dificuldade com contas ciganas de sumir e só domino os conceitos básicos do domínio de básicos raciocínios.

Alô, Poesia!

Dias atrás, fiz aqui, mais uma incursão reflectiva sobre arte. Isto é, embora eu não seja um especialista em nada, paradoxalmente e com esforço até à hérnia, tento ser ecléctico e meto-me em tudo (bem… quase tudo). Faço-o com uma caixa de comentários aberta, onde qualquer um pode usar de um “pcht cala-te!” e sem pretender raciocinar ou fazer pensamento discursivo sobre o que é estético, mas sim, porque tenho vivências que a meu modo e como conclusão, gosto de partilhar (Depois disto, a coisa deve soar menos grave. Certamente, menos dramática).

Assim, e sobre a poesia, constato que hoje por ditadura do mercado, esta é relegada para a quase clandestinidade onde abundam o falso e o supérfluo, mas a poesia é útil e vale a pena ter consciência disso. Eu sei.
Não vou pretender definir a poesia, seria inviabilizá-la, porque sendo uma das artes tradicionais através da qual a linguagem humana é sempre utilizada com fins estéticos, tem a função de exprimir sucintamente e entre linhas o pensamento do eu-lírico, talvez por isso, sendo a poesia arte e estética na sua essência, os poetas não são para entender mas para fruir, e há, como eu, quem os frua, sendo sempre uma aventura neste país de poetas e trovadores e outros prosaicos pensadores, encontrar na net, apesar do abundante lixo, a divulgação essencial que, de outro modo, não estaria acessível a pessoas fora do circulo de amizades do poeta. Talvez por isso, há hoje poetas, que têem as suas searas de afectos nesta realidade virtual.

Porque ler e dar a ler, têm aqui lugar, ofereço-vos o link do sitio da poetiza Isabel Mendes Ferreira, e destaco este belo poema do Portugal finissecular, de sua autoria.


a minha pátria é de chão de Pascoaes. árvore de Camões. e
lírica de Camilo. sofrida como uma maçã de Cesário.
um rasgo de Al berto e a mão de Pessoa.
o olho.tigre de Agostinho e o silêncio de Agustina.
Ondina nos pulsos e um pouco imenso de todo o Virgílio.
______________a minha pátria é tão antiga
que de sépia a rubro demora o tempo de reabrir as Farpas.


Correntes Blogosféricas


Já não dá para aguentar mais a coisa. Hoje temos duas correntezas e um prémio para atribuir.
Varias vezes o disse, até com justificações desnecessárias para correcto entendimento do que penso, que não sou adepto da cegarrega das correntes. Por outro lado, não dar seguimento às mesmas acaba por ser petulante e indicador de que levamos esta coisa do bloguismo demasiado a sério.
Assim, e justificando-as como formas de convívio, porque o são, cá vão elas num braçado.

O PortoCroft, não foi de modas e espetou-me com duas de rajada. Vamos à primeira:
Pede-me ele, que indique as 6 músicas que mais me fizeram “abanar o capacete” e passe a corrente a outros 6 bloggers.
Ora, como já não me lembro em particular das músicas, até porque nunca fui de abanar muito o tal dito, fica o que gostava de ouvir quando era jovem.

Pink Floyd – UB40 – Edith Piaf – Vangelis – Genesis – Chet Baker

Passo esta a estes seis, esperando que não façam como eu, que era um chato e pouca companhia tinha nos meus gostos musicais:


Logo de seguida, o PortoCroft, descontente por eu não ter respondido à primeira correnteza, desafia-me para escrever um texto onde utilize as doze palavras de que mais gosto.

De rajada o escrevo e, sem delongas, acoitado no recôndito da minha habitação junto ao borralho que atiço amiúde, debito sem brusquidão mas de gozo desmesurado, as doze que me pede como se de uma ladainha se tratasse. Não sei se o conseguirei em prosa curta, mas lá as vou escrevendo e com soturno sussurro, repetindo-as até as ver alinhadas.

Passo esta a estes doze:



Para finalizar, a Gi, do Pequenos Nadas, presenteia-me com o prémio Blogger Del Dia, e com as regras de atribuição que devo seguir. São elas:

1) Este prémio deverá ser atribuído ao blogs que considera bons e aqueles que acostuma visitar regularmente e deixa comentários.
2) Quando o prémio é recebido deverá fazer um post: Indicando a pessoa que lhe atribuiu o prémio e a respectiva ligação ao blog.
3) Indicar 7 blogs para atribuição do prémio.

Deverá ser exibido orgulhosamente o selo do prémio, de preferência com ligação ao local onde é falado dele.

Ora, aqui está ele:





E vai para estes sete magníficos:

PortoCroftBillIsabel Mendes FerreiraKlatuuClavisLumaAndré

E o medo instalou-se


Quinhentos anos depois, os bigodudos do Metro de Londres proíbem uma pintura de Lucas Cranach com medo de ofender os passageiros multiculturais que andam nas suas carruagens – essa é a notícia. Porque o fazem? Por medo. Por medo e pouca vergonha. O medo é, neste caso, vergonhoso, porque acha aceitável a reacção de gente que pode achar blasfema a pintura que Lucas Cranach compôs há quinhentos anos e que a Royal Academy exibirá a partir de 8 de Março. O medo instalou-se nas nossas ruas e nas nossas casas. Já não basta temer as ofensas que se causam, é preciso prever que alguém se ofenda e apedreje as nossas ruas e as nossas casas. Mais do que uma vergonha, é uma filha da putice. Assim mesmo.
Francisco José Viegas no Correio da Manhã.





Lucas Cranach (1472-1553), pintor da reforma luterana, destacou-se no retrato e nos nus femininos de tema mitológico, evidenciando um sentido naturalista da beleza pouco relacionado com o classicismo romano.
A Batalha de Alexandre, pela sua cuidada composição, é considerada a sua obra mais importante.

O nu feminino proibido pela Transport For London, uma Vénus (Venus 1532.) de sorriso matreiro, que veste uma gargantilha e segura uma gaze transparente que mais não faz que realçar os seus atributos, é o quadro com que a Royal Academy pensava anunciar a próxima exposição, dedicada a este grande pintor renascentista alemão, contemporâneo de Dürer, que pintou de tudo: temas mitológicos, retratos de cortesãos, animais, paisagens, santos e demónios, sempre assinados com uma serpente alada.

Petição Online: Por uma força lusófona de Manutenção de Paz

O Espaço Lusófono deve ser um espaço de Paz e, nessa medida, um exemplo para o mundo. Infelizmente, ainda não chegámos ao tempo em que a Paz se garanta sem o recurso a forças policiais e militares. Obviamente, a verdadeira Paz está para além disso – deve ser, sobretudo, resultado de uma contínua acção cívica e cultural. Mas, para que essa acção cívica e cultural produza efeito, é necessária a existência de condições mínimas de segurança e estabilidade.

Os recentes acontecimentos trágicos em Timor-Leste deixaram uma vez mais evidente que existe a necessidade imperiosa de uma força policial e militarizada de manutenção de paz que, no quadro da ONU, possa agir no espaço da CPLP com a eficácia, imparcialidade e compreensão da realidade local que outras forças não lusófonas, naturalmente, não podem ter. Sem que isso exclua, obviamente, uma mais ampla acção no plano cívico e cultural, que deve mesmo ser reforçada.

Esta força já demonstrou a sua necessidade durante o anterior conflito na Guiné-Bissau, quando uma pequena flotilha portuguesa foi capaz de realizar uma missão decisiva nesse país africano e agora tornou a sentir-se a sua ausência em Timor.

A CPLP tem actualmente um estatuto muito mais administrativo, formal e protocolar do que seria de esperar para quem defenda a aproximação lusófona e é nossa convicção de que tal estrutura – simultaneamente policial e militar – deveria surgir no seio da CPLP e dos países que a compõem para criar uma força de reacção rápida capaz de acorrer a qualquer emergência de segurança.

Esta força poderia incluir, tanto quanto possível, unidades policiais oriundas de todos os países lusófonos, de Timor a Cabo Verde e forças navais brasileiras e portuguesas, para além de forças especiais angolanas, brasileiras e portuguesas e um componente de combate e transporte aéreo, de muito rápida intervenção em qualquer país lusófono. Pela própria natureza multinacional desta força, não haveria espaço para que surgissem críticas de "imperialismo" ou de defesa de interesses económicos ou particulares, como sucede frequentemente com missões assumidas pela NATO, Rússia ou pelos países anglo-saxónicos.

Esta força policial e militar poderia, inclusivamente, potenciar a CPLP até um novo patamar de intervenção e participação no mundo e alavancar a defesa da presença do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, bem como prefigurar, a uma nova escala, a formação de uma verdadeira Comunidade Lusófona, enquanto espaço de paz e segurança para todos os povos que o destino quis unir por esse fio de Ariadne chamado "língua portuguesa".

Se concorda com a criação desta força policial e militar de manutenção da paz da CPLP, assine esta Petição. Para o fazer, clique aqui:
http://www.PetitionOnline.com/mil1001/petition.html

Desde já nos comprometemos a apresentar esta petição a todas as autoridades competentes, nomeadamente, à CPLP.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora


NOVA ÁGUIA/ REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI/ ÓRGÃO DO MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
http://novaaguia.blogspot.com/

Timor-Leste (Operação Limpeza)

A coisa estava feia, o presidente fora gravemente ferido num atentado comandado por quem já se tinha extinguido a vida e, o primeiro-ministro, safara-se miraculosamente à emboscada de raivosos rebeldes comandados por um facínora de nome Salsinha.
Taur Matan Ruak, chefe do Estado-Maior-general das Forças Armadas timorenses, comandando a Operação Limpeza, inicia a caça aos autores com as forças da F-FDTL.
Era a primeira vez que o Estado timorense autorizava uma operação autónoma das suas forças e Taur Matan Ruak, orgulhoso, faria por merecer tal confiança.

Dias depois, após incessantes buscas, ouvem-no confessar o fracasso da operação. Não resultou por falta de mandados de busca que permitissem às minhas forças entrar nas residências e seus quintais… Taur Matan Ruak, com tanta coisa que pensar, tinha-se esquecido desse pormenor que se revelara de importância capital. Os seus homens bem os procuraram; nenhuma esquina ficou por dobrar, nenhuma tasca onde se esperava encontra-los a beber uns canecos à volta das cartas, ficou por inspeccionar.
Taur Matan Ruak, voltava pelos mandados de busca, só tinham passado uns dias… com tudo em ordem, ainda os apanharia a fazer as malas.

Alfredo Reinado – Dezembro passado.


Timor-Leste



Enquanto a Austrália pede desculpa aos donos da terra, e Gastão Salsinha, o autoproclamado novo líder dos rebeldes, em declarações à estação de televisão australiana Channel Nine, afirma estar fortemente armado numa casa em Díli, que não se rende sem luta e que o seu objectivo é lutar por justiça, os 70 agentes da Polícia Federal Australiana enviados para Díli após os atentados desta semana, vão actuar de forma autónoma em relação às Nações Unidas e às forças de segurança timorenses, noticia a agência de informação australiana AAP.

Ao contrário dos agentes da polícia australiana que já estavam no terreno, os reforços não estão às ordens das Nações Unidas (ONU) em Timor-Leste.

Enquanto isso Portugal lava as mãos e apoia qualquer pedido para a resolução da crise timorense após consultas e em cooperação com a Austrália, revelou o ministro dos Negócios Estrangeiros australiano, Stephen Smith, no Parlamento, em Camberra, e fonte do gabinete do chefe da diplomacia portuguesa confirmou à Lusa.

Comunicado do MIL: Movimento Internacional Lusófono

1. O Presidente do Parlamento Timorense, Fernando Lasama de Araújo, que, enquanto José Ramos-Horta não recuperar do atentado que sofreu, assume, interinamente, a Presidência da República de Timor, manifestou publicamente o seu desejo de "se reforçar o contingente da GNR (Guarda Nacional Republicana)".

2. O nosso Primeiro-Ministro, José Sócrates, considerou "prematuro" falar-se num reforço do contingente da GNR, considerando que: "Qualquer alteração terá que ser equacionada em função da avaliação que a ONU fizer".

3. A GNR tem neste momento em Timor apenas 120 militares, face aos mais de mil da Austrália e aos mais de 200 da Nova Zelândia.

4. O papel das tropas estrangeiras da ONU estacionadas em Timor durante o atentado a José Ramos-Horta e a Xanana Gusmão foi generalizadamente classificado como "inoperante", quando não mesmo como "displicente" - o mesmo já tinha acontecido em outros momentos. Ao invés, o papel da GNR em Timor tem sido unanimemente enaltecido, desde logo pela população timorense.

Face a todos estes factos:

O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO exorta o Governo Português a reforçar, de imediato, o contingente da GNR em Timor de modo a garantir as condições de segurança e estabilidade naquele território.
Neste momento, Timor corre o sério risco de se tornar, definitivamente, um "estado falhado", o que será decerto do interesse de alguns países da região, que assim poderão, mais facilmente, explorar, em benefício próprio, os recursos naturais de Timor (falamos, em particular, do petróleo).
Portugal tem a obrigação histórica de defender a independência de Timor - depois de, durante a Monarquia, Primeira República e Estado Novo, ter feito de Timor um mero local de desterro, e de, depois da Revolução de 25 Abril de 1974, ter abandonado Timor à sua sorte, de que resultou a invasão indonésia.

Esperamos que o Governo Português não cometa a indecência de invocar motivos financeiros para inviabilizar essa urgente medida.

A Comissão Coordenadora do MIL

Nota de apresentação:
O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI (novaaguia.blogspot.com), projecto que conta já com quase quatrocentas adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges, Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar no nosso blogue (novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.
Em breve, convocaremos uma conferência de imprensa para apresentar, com mais detalhe, este Movimento.

São pérolas senhor, são pérolas…

Partindo daqui, fui até ao Correio da Manhã onde a Sandra Rodrigues dos Santos, nos dá conta de mais um precioso contributo da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) para o Livro Branco das Relações Laborais. A pérola, porque de uma preciosidade se trata, é da autoria de Gregório Rocha Novo, membro da direcção da CIP.

“Um trabalhador que esteja cansado física ou psicologicamente – porque está mais velho, porque tem problemas familiares, porque trabalhar naquela empresa não era exactamente o que pretendia ou porque se desinteressou do trabalho – deve poder ser despedido por justa causa”.

Não se trata aqui de falta de humanismo como alguns comentadores no jornal referem e outros dão a entender, os trabalhadores portugueses não são coitados que precisem da compaixão dos industriais portugueses. Precisam, isso sim, é de competência e dimensão para aumentar a produtividade das empresas que esta horda de gestores não tem.

A confirmá-lo:

Segundo dados da OIT sobre os trabalhadores da UE, “os portugueses trabalham muito mas produzem pouco e, ganham menos ainda”.

Donde se conclui que:

O problema é estrutural, e é, porque o busílis disto andar assim não são os trabalhadores, mas sim e sobretudo, os ineptos e incompetentes gestores deste carnaval porque, da eficiência trabalho-capital resulta a produtividade, onde a organização e qualidade de gestão se reflectem e que, muito deixa a desejar na maioria das empresas sendo o podium das PME. Ou seja, a globalização dos mercados, a rápida transformação da economia e a evolução tecnológica, determinam hoje em dia a relação cliente-fornecedor nos mercados e, é este desafio, complexo e sofisticado, que determina a sustentabilidade das empresas e o seu sucesso ou insucesso no assegurar ganhos de produtividade. Só que, isto implica gerir com excelência, com estratégia de longo prazo, desenvolvendo vantagem competitiva, explorando toda uma gama de factores para aumentar o crescimento endógeno que através das novas tecnologias é auto-alimentado e, aproveitando para competir nos sectores expostos à concorrência internacional numa economia de escala, em detrimento do turvo sucesso competitivo à custa do “Zé”.

Ora, se os dados indicam esta óbvia conclusão, porque não age o ministro da economia Manuel Pinho, quando alguns dos gestores que tentam remar contra a maré, e ao abrigo do Sistema de Incentivo à Modernização Empresarial (SIME), esperam um ano para que lhes sejam pagos pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI) projectos de internacionalização, e outros ultrapassaram já os 10 meses para receberem pagamentos relativos a projectos de formação financiados por fundos comunitários?

A resposta está neste excerto que transcrevo e que li ontem no Aspirina B.

“PS? Mas há quem tenha dúvidas do que seja o PS? É a organização a que preside José Sócrates, eis a resposta. Só os atarantados, que deliram partidos angélicos, se esquecem que o poder tem sempre corpo, sexo e vontade de nos foder.”

Por um rumo lavado de sombras

Chovia, o dia já se tornara noite e eu sem chapéu… não voltaria por ele, o risco de reconsiderar e não voltar a sair era real. Iria mesmo assim, com a vontade de separar as águas no caminho da verdade. Avanço com a gola do casaco a proteger-me, sabendo que, com aquela chuva não seria por muito tempo, mas caminho em frente concentrado no andamento das passadas, sem destino, eu, mais o pensamento seguidos da descrença a distância segura, que a seu tempo, na fragilidade da amarra e por não a desejar definitiva, sacudiria.
Aquele não era um dia às avessas, era daqueles em que pensamos de turbilhão e tudo vem donde as maiores dúvidas teimam. A chuva impiedosa e o vento forte cortam-me a cara, elevo os olhos e procuro… mas as aves não levantam contra o vento em noites de hipnose.

Cheguei… finalmente… soube-o no preciso momento, não antes. Com o olhar abarco-a mais às luzes que marcam a sua grandeza e me fazem sentir nada. A chuva e os ventos agora mais fortes, fustigam-me enquanto me aproximo do bordo do penhasco e me sento no fraguedo. Enfim só! Com este temporal onde o momento é de respeito e só a murmuração se permite, não haverá dúvidas que persistam nem comprometedores silêncios… a ubiquidade de pensamento não tem lugar onde o mundo se fragmenta.

Engano dos enganos; as dúvidas de consciência que sempre me afectavam profundamente faziam a sua cobrança, afinal, mais não era que uma defesa contra o estuporado kitsch pós-modernista, esse entorpecimento que retira agilidade ao pensamento e cria a letargia onde não existe lugar para o vazio, e o vazio é primordial à criação, é dele que nascem os pensamentos únicos e as obras originais, sem ele a cobrança é implacável. Talvez ali fosse possível criar o vazio necessário ao pensamento único, o ainda não pensado, e dele fazer nascer a obra… mas o dia não era hoje, hoje o vento grita e a chuva desaba forte, o barulho não deixa percorrer o caminho necessário ao silêncio de espanto.

Levanto-me inconformado mas um homem novo, e prometo que voltarei em altura mais propícia. Nesse dia, voltarei com um pujante punhado de amigos que saibam arrancar às pedras e às águas as palavras, que sintam saudade do que poderíamos ter sido e acreditem que ainda o seremos. Traremos um púcaro de barro para bebermos e saberemos então, com dobrada razão, se esse dia é hoje.

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Padre António Vieira (1608-1697)


Nasceu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1608 e faleceu no Brasil, em Salvador da Baía, a 18 de Julho de 1697.

O escritor Miguel Real, aponta-o como o primeiro pensador do Providencialismo Português, que defendia ter Portugal uma missão no mundo superior à de todas as outras nações.

Interessa acrescentar no dia do Tetra-Centenário do seu nascimento que, se Camões adquiriu a maturidade da língua portuguesa na poesia, Vieira adquiriu-a na prosa. Incomparável génio da parenética, expoente máximo da mentalidade portuguesa seiscentista e um dos mais criativos e brilhantes pensadores de toda a nossa história, tão do agrado de muitos vultos da nossa cultura, nomeadamente Fernando Pessoa, onde encontramos semelhança na imaginação verbal e estilo de pensamento, legou-nos uma aprofundada reflexão sobre Portugal e sobre o que hoje designamos como "Portugalidade", numa obra originalíssima em todas as suas múltiplas facetas culturais que, deve ser lida sem credos-de-fé e crenças ou praxis académicas.

Atentemos na actualidade de tudo o que idealizou e sentiu e no muito que tem para nos transmitir neste dia 6 de Fevereiro de 2008:

Sermão do Bom Ladrão

"Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia, e como fosse trazido à sua presença um pirata que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício; porém, ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim. . Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? . Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza; o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres."

"Aquele que tem obrigação de impedir que se não furte, se o não impediu, fica obrigado a restituir o que se furtou. E até os príncipes, que por sua culpa deixarem crescer os ladrões, são obrigados à restituição, porquanto as rendas, com que os povos os servem e assistem, são como estipêndios instituídos e consignados por eles, para que os príncipes os guardem e mantenham em justiça. . É tão natural e tão clara esta teologia, que até Agamenão, rei gentio, a conheceu, quando disse: Qui non vetat peccare, cum possit, jubet." (Quem, podendo, não impede o pecado, ordena-o).

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A Essência do Forcado Português

O valor que provém da valentia, da coragem, do companheirismo, da amizade num laço de sangue.
A galhardia do povo português.

Reflexões Avulsas …porque nem só de pão vive o homem.

Agostinho da Silva era um homem com vários interesses, entre eles, a literatura francesa do século XIX. Nos estudos dos clássicos que publicou, num deles sobre Zola, termina com este pensamento que me permito dizer bem, mil vezes:

"Do caso Zola se pode tirar também uma conclusão interessante para uso da crítica científica: a de que é excelente não se guiar ninguém pelas declarações que os artistas fazem sobre si próprios e sobre as suas obras; de todos os que as lêem são eles os mais sujeitos a enganarem-se quando procuram formular juízos de valor: porque pretendem raciocinar, fazer pensamento discursivo, sobre o que foi puramente estético; e porque pretendem, sobretudo, apontar a sua obra como um produto de raciocínio obedecendo a princípios e a fins. O que é quase sempre falso" - Estudos e Obras Literárias da Âncora Editora p.360.

Tempos atrás, no lançamento do livro de um amigo, muito se disse e muitas interpretações se ouviram a quem se pronunciou. No final, o autor, em roda de amigos confidenciava: não supunha ter escrito o livro de que falaram. Não o fez em tom de zombaria, antes o contrário, confirmando que uma obra não se esgota quando o seu autor a termina.
Reflectindo sobre as palavras que uma querida amiga em tempos me escreveu, concluí que uma obra, qualquer obra, nunca está completa; passa a ter outras histórias que são as interpretações que cada um lhe faz, e isto justifica-se essencialmente porque o ponto de partida não é o mesmo da chegada. Ou seja: um artista comunica com os outros por uma linguagem diferente, seja a do discurso escrito, das tintas, da pedra... e fá-lo por sentir a urgência de “dizer” algo que de outra forma não é capaz, por sentir a insuficiência das palavras procura imagens ou texturas ou sons... criada a obra, ela passa a ter vida própria e uma lógica própria, ultrapassa o criador retendo deste a assinatura e o desejo de algo. Tentar dizer algo “sobre”, seria quase o mesmo que calar um filho, considerá-lo mudo e incapaz de falar de si e do mundo.
A obra, qualquer obra, tem vida própria, ganha essa vida ainda antes de acabada, quando “diz” como quer ser... um quadro pede cores e traços, um texto foge ao traçado inicial quando as palavras se impõem como uma força que escapa ao controle. O raciocínio a que o autor pretende obedecer escapa-lhe desde logo, nunca lhe tomou as rédeas, antes foi tomado por elas e é preciso ouvir a obra falar, escutar o que tem para dizer.
O autor a falar da sua obra... a obra a falar do seu autor... um diálogo de surdos porque o cruzamento das vozes é enorme e, no entanto, fazemos silêncio para ouvir e tentar perceber.
Claro que nem sempre isto acontece, e então o “leitor” descobre-se no autor e algumas vezes o inverso é também verdadeiro, porque a arte, tem vida própria e abre mundos não sonhados, para quem a cria e para quem a recebe.

Posto isto, recordo as palavras que um amigo escreveu na época em que os artistas emergentes - avessos ao ambiente museológico como Nosferatu ao diurno - andavam às turras com o ensino académico da Arte lá por Paris. Escrevia ele então, no contexto da Arte apelidada de “contemporânea”, que era o que se andava a ensinar aos aspirantes a artistas nas Academias: falar de arte é uma pura perda de tempo. Acrescento um ponto de interrogação.

Publicado também aqui.

Do "Jornal de Letras, Artes e Ideias", 30/01/08

Dirigida por Paulo Borges, Celeste Natário e Renato Epifânio, a Revista Nova Águia é uma das primeiras actividades do recentemente constitu­ído MIL – Movimento Internacional Lusófono.
Homenagem à revista Águia que, no princípio do século XX, reuniu figuras como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio ou Fernando Pessoa, a Nova Águia terá uma periodicidade semestral, prevendo-se a publicação do primeiro número em Junho de 2008.
O MIL auto-apresenta-se como «um movimento cultural e cívico que visa mobilizar a sociedade civil para repensar e debater amplamente o sentido e o destino de Portugal e da comunidade lusófona».
De acordo com a sua comissão coordenadora, o MIL registou, nos seus três primeiros meses, mais de 300 adesões.

A remodelaçãozinha.

Tenta Sócrates com esta mini-remodelação, esconder a imagem de furioso reformista e calar, para já, o Manuel Alegre e umas quantas vozes incómodas que de Norte a Sul do país se esganiçavam a chamar-lhe de tudo um pouco. Só assim, se compreendem as interrogações dos deputados socialistas nos corredores e a permanência de outros bons rapazes à frente dos seus ministérios, e compreende-se porque, se Sócrates quisesse remodelar seriamente o executivo, tinha de se substituir a ele próprio, coisa que, convenhamos, não dava jeito. Nem a ele nem à inexistente oposição.

Nota 1: Não esquecer o milhão e duzentos mil votos do Manel. São capazes de não serem inúteis.
Nota 2: As próximas legislativas são já em 2009.
Nota 3: Ana Jorge, foi apoiante do Manel às presidenciais.

Conclusão: Tire a sua

ASAE, a cultura do zelo excessivo e a obsessão normalizadora.

Na audição da comissão parlamentar de Assuntos Económicos, o inspector-geral da ASAE, António Nunes, diz que quando disse há cerca de três semanas que metade dos restaurantes e cafés portugueses estavam condenados a fechar por incumprimento dos regulamentos comunitários, o que afinal queria dizer era que, cinquenta por cento da restauração precisava modernizar-se e adaptar-se.
Esquece o “cívico” António Nunes, que disse um pouco mais que isso. Também disse na sua entrevista ao semanário Sol, ter Portugal três vezes mais restaurantes por habitante que a média europeia, e acrescentou; isto não tem viabilidade económica. Coisa que, convenhamos, está para além da esfera de acção de qualquer projecto a Elliot Ness. Justificar acções mediáticas e prepotências avulsas, com palpites arrogantes sobre o desenvolvimento da indústria hoteleira, estará ao alcance de alguns endeusados, porém, não é postura recomendada sem estar devidamente embalada e homologada.

Posto isto e ainda assim, sou a favor da ASAE, não desta ASAE liofilizada, securitária e “mata-cavalos”, mas de uma ASAE reguladora no bom senso, inteligente, que não faça tábua-rasa das tradições, com uma dinâmica de actuação de urbanidade e proporcionalidade, onde o rigor não seja a cega aplicação das normas mas a sua justa aplicação, em vez do despudorado mediatismo e prepotentes excessos de ordem conhecidos que alteram o nosso modelo estrutural e também alguma identidade nacional.

Ora, os pecados da ASAE já do foro do anedotário nacional, estão identificados pela informação constante e adjectivada da sua actuação. A ASAE é uma entidade jovem, e como todas as entidades jovens cometeram erros, como reconheceu o próprio inspector-geral em acto de contrição no parlamento, esperemos que reconheçam de facto que os cometeram para que, uma necessidade e a bela ideia de por ordem na desordem que tanto já brandimos, não se transforme num caleidoscópio de questões e numa ridícula e fundamentalista policia de costumes às ordens dos tecnocratas de uma Comissão Europeia que (admitamos meus senhores), por incapacidade das nossas associações ao não fazerem derrogações a um regulamento eurocrata e mercantil, nos colocaram nesta situação de “miséria doméstica”.

A razão desta articulação que se pretende reflexiva, causada enfim pela insistência com que circulam convites para assinar petição contra a ASAE, é declarar que, ao contrário do que estão a fazer alguns “senadores guerreiros” com actividade mediática de relevo e amenézia profunda, não anatemizo um necessário organismo público que se preocupa em fazer cumprir a lei e não embarco na saloiice mediática que pretende fuzilar o imaturo “mensageiro”.

Valha-nos Deus, estamos lixados!

A vulnerabilidade e insuficiências graves de um certo País – um País miserável, onde se fecham serviços e não se abrem alternativas.

Embora o diálogo em que, o INEM após uma chamada para o 112 tenta enviar bombeiros para socorrer um homem, transcrito no Correio da Manhã e que podem ler aqui, pudesse ser retirado de uma qualquer fita cómica, desgraçadamente não o foi. É real, trágico e espelha a falta de coordenação e insegurança a que foram votadas as populações. Principalmente no interior onde, se não forem tomadas medidas urgentes, caminha-se para o colapso.

Não se consegue defender a reformulação do sistema, com o fecho de serviços antes da abertura de alternativas. O encerramento apressado de SAPS sem abertura de Urgências Básicas (faltam abrir 32 das 42 propostas pela Comissão), demonstra bem a descoordenação e falta de planeamento na requalificação e articulação do Serviço Nacional de Saúde, condenando-o ao abandono e ao relapso.

Comunicado da Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença

Reagindo à iniciativa do Grupo dos Amigos de Olivença que, no decurso da XXIII Cimeira Luso-Espanhola, levantou publicamente a questão de Olivença, o Senhor Primeiro-ministro, em entrevista à RTP, em 19-01-2008, veio dizer que o assunto «não foi discutido» na Cimeira (1).

Tal afirmação, que em si mesma nada traz de novo e só surpreende pela franqueza com que se admite e confessa publicamente uma prática política nada louvável, embora adoptada por sucessivos governos, deve ser sublinhada pela exuberância com que o Senhor Primeiro-ministro assume publicamente a existência do litígio, a sua relevância e a profunda perturbação que provoca no relacionamento político dos dois Estados.

No mais, a referência - aparentemente desdenhosa - à intervenção de tantos portugueses que em elevada manifestação de cidadania têm lembrando as responsabilidades que cabem ao Governo na sustentação dos direitos de soberania sobre uma parcela do território nacional, como fazendo «parte do folclore democrático», só pode ser entendido como um momento de infelicidade, decerto resultante da tensão a que o Senhor Primeiro-ministro estivera sujeito, traduzindo também alguma desatenção ou inabilidade políticas.

Aliás, não poderia ser de outra forma pois que, conforme afiançou recentemente o Senhor Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, em carta dirigida a esta associação em 12 de Novembro, p. p.:

«O Estado português é rigoroso na prática de actos externos, quanto à delimitação constitucional do seu território, em observação do que estipula o artigo 5.º da Constituição: "1. Portugal abrange o território historicamente definido no Continente europeu [...] 3. O Estado não aliena qualquer parte do território português ou dos direitos de soberania que sobre eles exerce [...]". A política que o Ministério dos Negócios Estrangeiros tem seguido, e as orientações que tem dado [...] tem sido de que nenhum acto, acordo ou solução em torno desta questão deve implicar o reconhecimento por Portugal da soberania espanhola sobre Olivença» (2).

O Grupo dos Amigos de Olivença faz notar que a sua actuação reproduz a posição político-constitucional portuguesa e, lamentando as palavras menos felizes e inapropriadas do Senhor Primeiro-ministro, reafirma a sua determinação em prosseguir os esforços que vem desenvolvendo pelo reencontro de Olivença com Portugal.

OLIVENÇA É TERRA PORTUGUESA!
VIVA OLIVENÇA PORTUGUESA!

O Presidente da Direcção
Lisboa, 20 de Janeiro de 2008.

(1) Pode consultar-se em : mms://195.245.128.30/rtpfiles/videos/auto/telejornal/telej_1_19012008.wmv (aos 27 min e 48 seg do vídeo)

(2) Pode consultar-se a Carta do MNE em: http://www.olivenca.org/imagens/MNE_7905.pdf

Que belo Janeiro este

O Banco de Portugal, desde 2001 acompanha operações de compra de acções próprias mediante recurso a entidades off-shore, e conhece os créditos concedidos a membros dos órgãos sociais e a testas-de-ferro com o fim de adquirir acções do BCP, não deduz acusação, limitando-se por mão de António Marta a trocar correspondência com o banco e a dar instruções sob a forma de regularizar as varias irregularidades detectadas.
Deduz-se portanto que, quanto maior for o escândalo, menor é o crime.

Sócrates, passa-nos um atestado de estupidez com a desculpa apresentada para não haver referendo ao Tratado de Lisboa, e outro, quando diz agora, estar empenhado na promoção do debate no Parlamento e na sociedade civil.

Menezes, esquecendo que existe mundo para além do bloco central, utiliza a velha táctica do Rui Gomes da Silva, a do contraditório, contra a cor única nas nossas televisões. Santana, o das “cowboyadas” ajuda e JPP desanca-os.

O director-geral de Saúde, surpreende com a novíssima interpretação da lei do tabaco que, agrada aos grupos de pressão de discotecas e casinos. Isto, depois de ter ameaçado com a demissão caso a lei não fosse cumprida.

Chaves vai ter um Hospital privado com bloco de partos, depois do ministro Correia de Campos ter encerrado o do Hospital público.
Parece que, aquela lengalenga do tal mínimo de intervenções necessárias já não se põe e, os tais 300 partos da Cidade, afinal compensam.

Enfim… “Eu sei que não tenho desculpa; mas tenho desculpas” escreveu um dia Pessoa a Ophelia.

Em defesa do Hospital D. Estefânia

Está em curso uma campanha pública em defesa da continuidade do berço da pediatria - Hospital D. Estefânia (Hospital Infantil – Património da Mãe e da Criança).
Trata-se da defesa de um Património Nacional e de um modelo de civilização, concretizado no sonho da Rainha Dona Estefânia, com vasto capital na protecção e amor à criança desde 1877.

O abaixo assinado que pode aceder aqui, pretende obrigar o debate público sobre matéria que, por direito de cidadania, devia ser divulgada.