Outros ventos

Sem tempo para agir e sem vontade para renunciar.
É este estado de indefinido rumo a que me encontro preso no fio invisível que une todas as coisas indizíveis e onde, a esperança apesar de tudo se mantém essencial, embora, plácida e frugal.
À priori não se trata de insanidade e, por isso, se entende que o quadro clínico é reversível, já que, a constatação do facto é racional não necessitando de leitura peneirada, especial ou peculiar, da qual se deve guardar asséptica distância a fim de manter o mais longe possível, o contraditório cansativo no subterfúgio dos pormenores que no seu corolário aqui conduziram.

Com parcimónia de meios e sem mais delongas, até já, que bem pode ser amanhã ou depois. Quem sabe o futuro?…

Por enquanto, fiquem com Quinto Horácio e “Arte Poética”

"Há quem discuta se o bom poema vem da arte se da natureza: cá por mim, nenhuma arte vejo sem rica intuição e tão-pouco serve o engenho sem ser trabalhado: cada uma destas qualidades se completa com as outras e amigavelmente devem todas cooperar. [...]"

Nota a propósito de qualquer coisa que nem eu sei o quê, por isso, digamos que é uma nota de mero acaso.

Hoje foi dia de dentista. Dentista nova, também ela tão nova que se a visse na rua lhe daria entre 18 e 20.
Cá vai a conversa abreviada:

- Não sôtora, não quero isso. Cheguei à conclusão, sem pretender necessariamente qualificar quem me tenta convencer, que de tão caro é um roubo.
- Então tá bem… temos várias hipóteses mas só vou considerar as melhores quatro para o seu caso: Hipótese A: a que você não quer e de que eu não abdico como sendo a apropriada. Hipótese B: tal e tal só para manter as coisas aceitáveis enquanto você decide avançar para a hipótese A. Hipótese C, tal e coisa, coisa e tal, resolve para já o problema, mas mais tarde vai ter de considerar a hipótese A. Hipótese D: Ok resolve, mas vai andar o resto da vida com problemas que com a hipótese A nunca terá.

- A sôtora até parece estar a jogar à rabia, mas se a D resolve… quanto custa?
- Não digo e vou-lhe marcar já uma consulta para o director clinico.
- Para quê? Nem o conheço…desiste assim?
- Não! Precisamente por isso.
- Já reflectiu sobre democracia e totalitarismo?
- Já e também já fiz importantes reflexões éticas.

Nota com propósito a propósito disto: Enquanto Friedman, colocava a liberdade económica à frente da liberdade política, a sôtora, coloca os meus dentinhos à frente da minha liberdade de decisão. Mas é para bom fim.

Directo para a farmácia: Outra miúda como a primeira que, no fim de aviar o receituário sem que eu proferisse palavra, excepto o boa tarde inicial, diz:

- Estão aqui dois medicamentos comparticipados e dois que o não são, tirei fotocopia da receita que vai junta com a factura para dedução nos impostos e os medicamentos vão com esta etiqueta com a prescrição que a doutora colocou na receita. Mais alguma coisa Sr Pires?

Nota tipo rodapé: Ainda ontem li numa revista, um professor de Harvard que garantia, estar a despontar uma nova geração de gajas cheias de estaleca a que ele chama de geração Alfa; bonitas e com uma data de neurónios que vão pôr, nós os gajos, às aranhas.

Mas claro, isso é lá pelos EU. Em Portugal, já andem aí.

Mário Cesariny morreu

Alegre triste meigo feroz bêbedo
lúcido
no meio do mar

Claro obscuro novo velhíssimo obsceno
puro
no meio do mar

Nado-morto às quatro morto a nada às cinco
encontrado perdido
no meio do mar
no meio do mar

Radiograma, Mário Cesariny

Nota: Via Arrastão com o meu aplauso pela escolha.

Interrupção voluntária da gravidez.

A pergunta é esta:

Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?

E a minha resposta é obviamente Sim!

O debate faz-se já há algum tempo na blogosfera, assim como, nos meios de comunicação tradicionais. Uns são pelo Não e outros são pelo Sim e, até aqui, tudo bem, a argumentação dialéctica com conteúdo de opinião sendo a favor ou discordante sempre foi por mim dignificada. O mesmo já não acontece quando, intencionalmente, se deturpam factos científicos com intenção de esgrimir, com base da manipulação linguística, argumentos panfletários.

Assim, não tendo eu qualquer resíduo de dúvida, em escolher entre um embrião de 10 semanas e a hipótese real da vida de um ser humano de pleno direito, afirmo, que a actividade cerebral só se manifesta a partir dos 120 dias, aquilo que o córtex emite às 10 semanas é a actividade eléctrica que qualquer planta emite e nunca ondas cerebrais que representem de alguma forma consciência.

Esta afirmação, é alicerçada nos livros de referência da especialidade como o “Electroencephalography: Basic Principles, Clinical Applications, and Related Fields”, segundo o qual, também, e passo a citar:

«An EEG involves measuring varying electrical potential across a dipole, or separated charges. To get scalp or surface potentials from the cortex requires three things: neurons, dendrites, and axons, with synapses between them. Since these requirements are not present in the human cortex before 19-24 weeks of gestation, it is not possible to record "brain waves" prior to 19-24 weeks.»

Posto isto meramente a título de esclarecimento e, já tendo este país, novelas, concursos e palhaçadas a mais, eu que sou católico, ainda espero a entrada da igreja nesta contenda, sabendo com os exemplos do passado recente, ir esta servir-se da falta de domínio da narrativa filosófica ou teológica que a maioria tem, para nos colocar em contradição e, por isso, o mínimo que se pede, é que refinem a discussão no campo da competência e do conhecimento.

Nestes tempos moralmente dissolutos, em que todos os meios são lícitos para atingir um fim passando mesmo pelos grandes exercícios de virtude, era bom que imperasse a sensatez. A vitória do Não, não acabará com o aborto, porque estes continuarão a ser feitos independentemente de qualquer lei, mas contribuirá decisiva e dramaticamente para esterilizar e matar muitas mulheres.

Os melhores dos melhores



Alguns amigos, aliás, grandessíssimos amigos, tiveram a feliz, indiscutível e meritória ideia (passo o brilhante por causa dos narcisos), de nomear entre outros, a minha Rua dos Contos para o melhor blog temático de 2006.

Essas nomeações, por mim apreciadas devidamente (vénia), decorrem no âmbito do concurso lançado pelo Geração-Rasca que termina a 7 de Dezembro. Ora, tendo já (que tenha dado conta), três nomeações (3) para melhor blog temático e uma (1) para melhor blogger (cof, cof, cof…) não podia deixar de os presentear com a minha cândida mas obviamente importante (desculpem a franqueza, mas a falsa modéstia é pecado) votação, já que, só a lembrança seria motivo bastante para o meu excelso agradecimento e consequente nomeação, porque, se isso não bastasse, sempre levariam a chancela por mérito próprio. Sendo assim, o, dois em um, justifica-se e impõe-se.

Mas não é só por isso que, podendo até ser confundido com um crente em contradição, me apresento a este concurso: Apresento-me, na tentativa de colocar um pauzinho na engrenagem. Acontece que, já estou farto de ver sempre as mesmas hortas arvorarem os seus prémios e é aqui que reside o fulcro da questão; como se isto da bloga fosse uma questão de famílias dominantes, que evidenciam os mesmos defeitos, incluindo alguns, onde a prática do pedantismo e do onanismo intelectual, não permite a fecundação. (leia-se, refinamento técnico do contraditório no domínio da polémica, onde, os argumentos cobrem todas as possibilidades.)

Ó pá, caraças… fui desafiado.

Por culpa do Outsider e da Kaotica, apanhei com uma correnteza que anda para aí. Se não fossem amigos especiais e merecedores de toda a atenção, lhes diria que sim mas que também, assim, lá vou ter de nomear, com esforço diga-se de passagem, alguns comportamentos que a muito custo fui desenterrar e que, para alguns, mal intencionados sem dúvida, podem até ser considerados como obsessivos.

Como o convite foi duplo, ficam cinco das minhas manias para cada um. Aqui vai:

1 – Tem dias, felizmente poucos digo eu, que sou um bocado parvo e outros que sou só um bocadinho.

2 – Quando os gémeos se apresentam como falsos, tento sempre descortinar se será só um ou se serão os dois.

3 – Estou convicto que todas as esquinas dos meus móveis, são inimigas dos dedos mindinhos dos meus pés.

4 – Nunca comprarei papel higiénico reciclado. (não acho a coisa lá muito segura).

5 – Quando num restaurante me dizem que já não há o vinho que quero, mas que há um outro tal e tal praticamente igual, nunca aceito. (não vou dar uma de frouxo com aquele gajo que não conheço de lado nenhum).

6 – Acho que os adolescentes que fazem as parvoíces que eu fazia na idade deles, são todos uma cambada de estúpidos.

7 – Invariavelmente apetece-me dar cabo dos calcanhares, daquela gente que guarda o lugar na fila da caixa do supermercado, enquanto, outra gente, anda a fazer o resto das compras.

8 – Quando aparece a mensagem, dirija-se ao multibanco mais próximo, nunca vou. (é um processo de desobediência às novas tecnologias, em que gosto de pensar que sou pioneiro).

9 – Quando alguém pede um café em chávena escaldada, fico expectante à espera de o ver queimar-se. (esse momento ainda não surgiu, mas eu não sou de desistir das coisas).

10 – Posso dividir o resto, mas não abro mão do meio da torrada.

11 – Esta é à borla. Tenho a mania de não passar estas correntes adiante. Gosto de pensar que a minha importância é tal, que a coisa morre aqui e, por isso, compenso-os com este recente e belo pôr de sol.


Divulgação.

Amanhã, Sábado dia 18, no âmbito do Fórum Fantástico 2006, decorre no Auditório IPJ do Parque das Nações e pelas 14:00hs. a apresentação do livro do Pedro Ventura “Goor – A Crónica de Feaglar” de que, já fizemos aqui referência.

Este livro, que corporiza a forma literária do romance, com processos narratológicos bem medidos, boa planificação da caracterização das personagens e também na elaboração de diálogos, abre-nos os sentidos no lúdico caminho da conceptualização da escrita fantástica, onde, a acção, acaba por estar sempre presente; num país, numa sociedade fantástica e num mundo em mudança. Mas não se trata só disso; o Pedro Ventura não foge da sua concepção moral e filosófica, embora não pretenda fazer declarações morais, pregar filosofias ou proferir juízos de valor, mas simplesmente contar uma bem engendrada história.

Este é um livro, que não sendo um dos enredos de Hamlet ou uma metamorfose Kafkiana, é extremamente colorido, inventivo e cheio de belas imagens, e, sendo o primeiro livro do autor, que se revela já como um exímio contador de histórias, deixou-me deveras surpreendido e expectante sobre o segundo que, espero desde já.

Eu não falto, não falte também o leitor deste blog.

Uma breve explicação.

O autor deste blog, adoptou como diria o Eça: “Uma lentidão de frade que se regala”.

É verdade, este blog deixou de ser repentista e reactivo em excesso, embora, as questões reactivas sejam de difícil resolução porque, entroncam na reflexão e na lógica interna do autor que sou eu, e, assim, se cria campo para a dúvida legítima e também do fundamento em exercê-la.

O problema é de fartura: fartura de fait divers, fartura de soft-core, fartura de parte da civilização em que vivo, fartura da vulgaridade e fartura de coisíssima nenhuma que, dá cabo da sanidade que ainda resta – ou se pensa que resta –. Embora a sabedoria dos anos explique tais coisas, tenho dificuldade de convivência com a dualidade permanente da dialéctica dos fainantes que, ao contrário do fluxo e refluxo que lhe dava uma natural grandeza, passou a ser o sustento de alguns ilustres de pouca confiança, que nos enganam e convencem, por nos deixarmos levar pelo fedor das fezes do refinamento técnico e palavroso, de uma ralé que vive na gandaia politica.

Mas tudo isto que para alguns não passará de uma frugal escaramuça de variante diletante, está preso por um fio de nylon invisível que une o efeito à causa e que, estando na origem, não permite refazer a trama que se exige e almeja. Os factos e pormenores desta excessiva saturação, necessitam de uma nova sementeira de ideias de forma a combater esta má safra, em que, campeiam os pimpões e mentirosos funcionais peritos em adjutórios manhosos, que, a toda a hora, produzem inanidades e as saboreiam sem pensar.

Que me desculpem os amigos, mas, por enquanto, só tenho disposição para a bisca lambida.

A performance do nevoeiro.

Navegando à bolina pelos jornais da nossa televisão, deparo na insistência com que noticiam, casos de hospitais, escolas e demais repartições públicas em que, este segundo dia de greve teve adesões a rondar os oitenta, noventa e até, vejam lá, uns retumbantes cem porcento.

Os sindicatos reclamam uma adesão relevante e não abrem mão de uns oitenta por cento – mais coisa menos coisa – e, no polo oposto, o governo sintomático e miserabilista, não vai além dos doze - ou será catorze? -, bem, já me confundi, mas é escolher um número ao acaso que também não é importante, se tivermos em consideração que as greves que contam são as expontâneas e não as organizadas pelos sindicatos, como dizia no dia anterior, na sua já costumeira e megalómana arte dialéctica o Sr. Primeiro Ministro, embora, não tenha percebido se estava a referir-se às de combustão e a lançar-nos algum desafio.

Enfim… continuando, vamos lá para bingo.

Os funcionários públicos em particular e o restante espectro eleitoral em geral - excepto os que leram Freud -, ouvem, e para além de se interrogarem sobre o grau de escolaridade dos que escrevem as noticias em rodapé, acreditam que foi desta que criaram as paraolimpíadas da matemática.

Depois disto, entre a cirrose e o álcool, escolho o que me dá prazer.

A Lenda de São Martinho.


Reza a lenda que no século IV às portas de Amiens, num dia de Outono tempestuoso, um soldado romano de nome Martinho, deparou no seu caminho com um mendigo seminu e cheio de frio. Martinho, conhecido pela sua generosidade, sofreou o seu cavalo e tirando a capa vermelha que o protegia, com a espada cortou-a ao meio, estendendo-lhe uma das partes.

Sacudindo rédeas prosseguiu o seu caminho quando outro pobre encontrou, ao qual estendeu a parte restante ficando ele exposto à tormenta. Quando, de repente, como por milagre, a tempestade se desfez e o Sol brilhou resplandecente.

Desde então, todo o ano por volta do 11 de Novembro, interrompesse o frio e surgem dias de calor. É o “Verão de S. Martinho” de dias amenos, numa altura de chuva e frio.

Falta-me a vontade de ter vontade.

Existem na nossa vida, factos, acontecimentos, circunstâncias, enfim, várias coisas - digamos assim -, umas relevantes outras nem por isso, mas que nos marcam e, sinceramente, não me recordo mesmo fazendo um esforço no sentido de factorizar qualquer agente empírico ou experimental, que tenha contribuído para esta condição que, resulta na falta de pachorra para os livros do António Lobo Antunes.

E logo o António Lobo Antunes (!?), que deu ao mundo em geral e em particular aos portugueses, obras como “Os Cus de Judas” ou o seu mais recente “Ontem não te vi em Babilónia”. Um escritor agraciado com quatro prémios literários e, de quem, tantos gostam e elogiam a começar por ele que se compara a Faulkner e a Scott Fitzgerald, que analisa a sua prosa com pérolas como: “É óbvio que estou a escrever cada vez melhor” e a quem, a desatenta academia de Estocolmo não presta o respeito e a outorga devida, o que, o leva a partilhar com o mundo em geral e em particular com os portugueses, este profundo sentimento: "Honestamente, se tivesse de escolher um escritor escolhia-me a mim". Ora, se este honesto sentimento/desabafo não fosse suficiente, bastaria esta sua consideração: “Eu gosto desta terra. Nós somos feios, pequenos, estúpidos, mas eu gosto disto”, que só por si, é merecedora de profunda reflexão e reconsideração da teimosia que mantenho.

Mas vejamos: Não se trata de falta de respeito por quem escreve e, muito menos, de alguma tentativa de abate de tão erudito autor, porque, não faço parte de nenhuma das matilhas uivantes que só escrevem por estarem mal com a vida e, assim, recentram o equilíbrio do seu alter-ego, não! Eu sei que a escrita pode ser um exercício catártico, no sentido emocional de traumatismos recalcados e exteriorização de sintomas que a psicanálise explica e, também, que muitas vezes, muitos autores, se estão nas tintas para a criação de cumplicidades com os leitores, já que, o objectivo da escrita, se encontra no âmbito da purgação de paixões por meio da arte que lhes permite expandirem-se ficticiamente, o que, torna dolorosa, tediante e enfadonha a sua leitura, por vezes, insuportável até.

Finalmente e para terminar, fica uma das suas geniais frases, que é um exemplo do porquê de não o conseguir ler: “É mais sensual uma mulher vestida do que uma mulher despida. A sensualidade é o intervalo entre a luva e o começo da manga”.

Juro que tentei, aliás, tentei uma, duas, três vezes e, conclui, que me falta a vontade de ter vontade de ler um livro deste grande escritor português.

Cenas bué-da-más.

Andava a anhar há bué da time, estava passadunte e não queria desatinar, foi então, que tive a alta fézada duma cena baita bacana.
Meti os calcantes e fui por aí ver as cenas que os cromos do antidesmancho andavam a dizer na bloga e, dei logo de olhos numa cena bué-da-má, mas não bufo a tasca porque não merecem publicidade, por isso, fica aqui, só um coche do que se passou:

Duas damas, armadas em dótoras que até parecia que usavam aquela baita bacana de farda branca, diziam algumas cenas desatinadas, como; os dentes de leite se começarem a formar na 7ª semana e na 10ª os dentes definitivos e por este andar táva a ver que na 15ª vinham os molares e quando o puto nascesse já vinha com a cena dos sisos, e pensei logo que távamos a caminho duma ganda party.
Deixei um recado para as damas fazerem uso da testa em vez da medula, debitando algumas coisas que o people sabe, como as baitas viagens das garinas com cheta às espanhas, os vãos de escada com muita aguinha quente p’ras sem cheta, etc, que eu queria era que pusessem na testa que a cena era de saúde pública e esperar para ver.

Como os comment ficavam na prisa de quarentena, fiquei um coche a ver se a cena dava à luz, enquanto isso, não parava de pensar que ia ser uma ól naite long, assim uma cena de curte tótil sempre a bombar que até me deu p’ra cantar aquela cena do “Gado caprino... tá-se bem! Gado bovino... pode ser!”

Como a cena táva demorada, dei de frosques e passei por lá um coche depois, mas já sem a mesma pica, e, fico bué-da-lixado porque, em vez das chavalas me responderem era um cromo bué da convencido que vinha debitar cenas e me insultava. Mas tá-se bem, o cromo queria defender as damas e não me deixava curtir, não tinha sido ele que tinha debitado aquelas cenas chungas e eu não queria desatinar com ele porque, mén que é mén defende sempre a sua dama, mesmo que a cena seja bué-da-fatela e, por isso, só meti pontos nos is da conversa do cota, acho que era, porque me chamou V. Exa. e a partir daí desbundei com o Exa. p’ra todo o lado, mas o mitra começou a armar-se em melga e a tirar da púcara cenas que eu não debitei, que até parecia um bófia a afiambrar e então tive de agarrar no chanato e cortar-lhe as bases, dizendo-lhe p’ra não abusar da interpretação e dizer cenas que o je não disse e, só aí, é que ele axandrou e mordeu o esquema.

Ainda lá voltei no outro dia, mas já táva uma baita desbunda. Havia um mano que sabia das coisas e começou a afiambrar nas chavalas ponto por ponto, até dizia, que se lhe mostrassem onde viram certas cenas, que ia para a praça do comércio engolir dúzias de chapéus, e, o bué da cena que deixa um gajo a anhar, é que o mano era do lado deles. Foi aqui que comecei a abardinar e decidi bazar.
Acho que não ponho lá mais os chispes.

“Pão por Deus“ ou “Trick or Treat”?

Nem sou nada destas tretas dos Halloween de enraizamento duvidoso, que equivale a dizer com o hábito de pensamento razoável que me caracteriza (cof, cof), tradição por tradição, mesmo que pagã, prefiro a nacionalmente genuína, onde, ainda se pede o pão, embora, por Deus, que os tempos e a religião trataram de lhe juntar.
Causam-me no entanto estranheza, estas reviengas importadas com o mesmo sentido e idêntico objectivo.

Mas enfim… já que a prática se generaliza em largas franjas da sociedade, onde, do velho ao catraio todos dançam a mesma música, já agora, e sem pretender ser sociologicamente coerente, sigo para a pista correndo o risco de parecer manipulável e indo às origens da tradição que, segundo consta, é geneticamente Céltica.

E assim, no entendimento desta coisada toda, que venha então o espirito de Samhaim para a grande festa dos demónios e dos espíritos dos mortos, ainda que, por ser mais adequado, lhe chame Dia de Todos os Santos e condescenda no folclore da abóbora anglo-saxónica chispando fogo à porta de casa, no arguto intuito, de trocar as voltas aos espíritos vagueantes da noite sem luz, conseguindo com esta colorida artimanha, que eles saiam do círculo.


Nota: No meio do nevoeiro está a resposta e se este post lhe trouxe indecisões ou hesitações filosóficas, a culpa não é minha, aliás, a única culpa que me pode ser imputada e que é pública, é a do aumento da electricidade.

Tradições.



~ / ~


Que venha o frio e dos soutos do meu país, a bela e outonal rainha.
Juntem-se os confrades, iniciem-se os festejos… que doirado é o lastro, pr'a prova do vinho novo.

E no recinto da festa faz-se ouvir o pregão: Quentes e boas! Quentes e boas! Enquanto as moçoilas cantam: A castanha tem manha, vai para quem a apanha...

E no caminho aberto pelos gigantones, desce a rua a filarmónica.

Cybercobardia (!?…)


“Excepção feita ao correio electrónico e à consulta de «sites» informativos a Internet interessa-me zero.”

Sob o titulo “Cybercobardia”, assim inicia Miguel Sousa Tavares a sua crónica semanal no Expresso, em defesa da sua honra e do seu bem sucedido “Equador”.

Mesmo não concordando com a sua análise perversa, muito, mas mesmo muito geral da blogosfera, tenho de entender que neste caso o coração, ou melhor dizendo, a raiva, foi superior à razão. Também não é para menos. Nós, os latinos, vamos aos arames com certas filhas-de-putice.

De facto, existem casos que são casos, e outros, que não passam de ácidas e mal amanhadas acusações, porque: considerar plágio, um romance histórico, onde apenas o ilustramento episódico de quatro marajás da Índia são em algo idênticos, porque têem de ser, e tendo o autor descrito na bibliografia as fontes de consulta onde buscou informação, é uma atoarda de bradar aos céus.

Posso nem sempre concordar com as suas opiniões, posso detestar até, porque me irrita, o seu portismo ferrenho, posso até dar crédito a quem o apelida de megalómano, mas que me dê já aqui um treco, se não acho que o homem escreve e bem. É que, para além de ter lido as 171 páginas do “Não te deixarei morrer, David Crockett”, li cada uma das 521 do “Equador”, foi aliás, devido a este romance e à extraordinária viagem pelas excelentes descrições das suas gentes e costumes que ganhei gosto por terras de São Tomé, e vem agora, um aleivoso pseudo-arauto de virtudes, colocar sob a mais nauseabunda suspeita, quem tem demonstrado ao longo da sua vida pública uma verticalidade de fazer corar muita gentinha.

Mas, a impossibilidade de haver pior, tem conclusão hedionda no jornalismo, pela responsabilidade e pela profissão. MST nesta sua crónica, denuncia ter-lhe uma jornalista confessado não ter lido o “Equador”, nem tão pouco, o supostamente plagiado, e, mesmo assim, com ligeireza segundo ele, com malícia convulsiva e insultuosa segundo eu, escreveu preto no branco: “Há muitas ideias parecidas e frases praticamente iguais”.

De facto, a atitude achincalhante da cambada torpe e medíocre reinante neste Portugal pequenino, para quem, o sucesso e o talento sem amarras tem de estar agarrado à vigarice, é mais o retrato de quem insulta, do que, de quem é insultado.

Outros retratos de trabalho - V


~ / ~

Num voo de menina encantado, em pontas, sobre alvos espigos invertidos, p'ra mim caminha na tranquilidade de um sorriso. Com rigorosa persistência, escondendo a dor, avança voltejante traçando os pés, e, de braços suplicantes, a harmoniosa bailarina de gestos precisos e sublime sensibilidade, em mágicos passes pantomímicos, conta-me histórias de sonho e alucinação.


Se me é permitido.

Falta-me a competência, o conhecimento e a capacidade intelectual, para avaliar mais esta fantástica fase da história portuguesa.
Mas, ainda assim, penso – nem sempre bem, mas já é uma mania –, e, logo pergunto: Se as ideologias são necessariamente formas de governar e, quando um governo, votado democraticamente por uma maioria sociológica de centro-esquerda, impõe tiranicamente a sua lei, mandando às malvas a ideologia e, num ambiente argumentativo acrimonioso amordaça opiniões divergentes, agravando sistematicamente o terrível e agonizante aperto com que se debatem os seus eleitores, será errado, ou serei injusto, se catalogar este atavismo, de óbvia e habilidosa lavagem cerebral que em vagas diárias nos ameaça com o inferno, tentando moralizar as suas medidas, como: uma timocracia tirânica?

A Googleland.

Um motor de busca, ou um temível Big Brother?

Quando os “nerds” Serguei Brin e Larry Page, um e outro considerados génios da matemática, se conheceram, nada fazia prever a ascensão meteórica destes maluquinhos dos computadores e o crepúsculo de um novo mundo.
Depois da tal garagem onde começaram em 1998, ao Googleplex onde se desenvolveu um motor de busca de potência digital planetária, foi um sopro de audácia.

Após oito anos, do lançamento da versão beta de uma austera página de entrada, muito mudou, e hoje, rivaliza em dimensão com a MacDonald’s ou a toda poderosa Microsoft, devido ao seu volume de negócios que ascende a 4,863 mil milhões de euros e lucros de 1,196 mil milhões, sendo hoje o seu valor, superior à soma dos gigantes Daimler-Chrysler, Volkswagen e BMW (dados da imprensa especializada), só para terem uma ideia, que isto de números com muitos zeros provoca curtos-circuitos.

Ficaram impressionados? Então, sigam-me nesta navegação mental pelas brumas da teoria da conspiração, ou, se preferirem, pela análise técnica da possibilidade, onde, como diria José Gil, a não inscrição induz um tempo social particular, em que só o presente existe, tendo no entanto de assumirmos, mesmo com o vocábulo em desuso, que as tentaculares tenazes dos sistemas indirectos de controlo do pensamento, nos podem amarfanhar quando padecermos de ilusão soporífera.

Desde o seu projecto de entrada na Bolsa em meados de 2004, que a Google tem um compromisso de integridade moral impresso nas suas páginas, e que advém do seu lema: Don’t be evil, a que alguns webmasters já sorriem com desdém e não é coisa de somenos, se tivermos consciência que para lá do bem e do mal, desde o advento da sua fundação e, oito anos volvidos nesta democracia de informação - agora vem a parte do arrepio na espinha -, a Google, registou todas as nossas pesquisas através de cookies. Exactamente. Todas. Isto não é uma opinião.

Todos os links clicados e anúncios vistos, são literalmente registados com o nosso IP, como se fossem janelas abertas nas nossas casas, os e-mails enviados e recebidos com o Gmail, as pesquisas no Google Maps, o Froogle, o Book Search, etc, etc, etc, tudo, mas tudo, é rasteado, e na posse deste sismógrafo detector das movimentações do ambiente societário, nada impede, que a Google venha um dia a compilar todo este lastro para fins contrários aos que originaram a sua recolha, ou seja: toda a informação, o IP e dados pessoais de oito mil milhões de sites, repito, oito mil milhões de sites, estão registados nos servidores do Google, e, se conhecimento é poder, esta mastodôntica centralização de conhecimento, única na História da humanidade, constitui um excelente objecto, por enquanto laboratorial, que nos leva a uma última questão: Quem serão, no futuro, os efectivos donos do poder? Isto, claro, se nos quisermos dar ao trabalho de o prever e, se antes, não assistirmos ao vivo e em directo à sua morte por indigestão.


Não! O texto (*) não é de Fernando Pessoa.


Subtítulo: A Brigada do Realejo.

A internet, soberana e autónoma, de escrita desejavelmente viva, tem – devido à comezinha coabitação das suas virtudes e dos seus defeitos – a importância de uma Maria deslavada e sem pudor, se não nos precavermos das suas bengaladas.

No passado sábado, já de madrugada, sou confrontado pelo meu amigo Bill – logo eu, que tenho mais alma de aluno que de professor –, questionando-me do lado de lá do atlântico sobre a possibilidade de um determinado texto, que anda por aí a passeio como sendo de Fernando Pessoa, não o ser.
Ele não acreditava que fosse, mas, ainda assim, um pequeno resíduo de dúvida persistia, assim, era necessário descobrir o seu autor ou ter a certeza por intermédio de fonte idónea, não ser de Pessoa.

O problema desde logo mereceu a minha melhor mas não inocente atenção, e começou a azucrinar-me a cabeça. Acontece, que não era dia das mentiras e a minha indissociável memória pulsava com a lembrança de há cerca de um ano por altura do Natal, ter tomado contacto com o referido texto e piamente acreditado ser de Pessoa, mais, com a santa ingenuidade empurrada pela senhora ignorância, até o tinha divulgado.
Assim, assumindo a instrumentalização – inocente sem dúvida – de que fora alvo e a minha parte de culpa na sua divulgação, domingo de manhã, lancei-me com genica na voraz tarefa de o descobrir, pondo à prova a minha pequena biblioteca de Pessoa que conta com uma dúzia de títulos, e népias, nem cheiro ou vestígio por menor que fosse do texto.

Muito bem... pensei, temos de descobrir qualquer coisa, a resposta terá de nos cair no regaço

Com a missão definida, qual Indiana Jones, sem cinto e em trânsito pelas estradas da informação, lá vamos descortinando de boteco em boteco, que a legião de ingénuos vai engrossando, este, o tal texto, consta por aí em dezenas de blogs, inclusive, num caso, como FrontPage de uma firma on-line. Do mal, o menos, afinal e como costumo dizer, um tolo nunca está só e a paliativa solidariedade destas coisas, sabe bem à brava.

Bem… nesta aliança luso-brasileira, iniciámos uma bem intencionada cruzada e, ao mesmo tempo, que com despudor recorríamos a amigos, enviámos e-mail para o blog “mundopessoa” da “Casa Fernando Pessoa” a pedir ajuda. No dia seguinte, pela nossa leitura da pronta resposta recebida e que logo agradecemos, sabíamos que este era desconhecido por responsáveis daquela nobre e distinta Casa. Estávamos portanto, perante um texto apócrifo com todas as letras e uma condenável injustiça póstuma.

Entretanto, o Bill continuava as investigações e, qual Sherlock de sede infrene, viria a descobrir a autoria da última frase do texto, que posteriormente teria sido apensa ao texto inicial, e também, a suposta autoria do resto do texto tresmalhado, que será de Augusto Cury, autor de Dez Leis para Ser Feliz, editado no Brasil.

A coisa ganhava contornos de uma hilariante overdose informativa, o autor da última frase estava descoberto: era “Nemo Nox” autor do blog "Por um Punhado de Pixels". O próprio, tinha sido inquirido sobre a autoria do texto, e afirmava explicitamente que não era dele, confirmando no entanto, ser o autor da última frase que tinha publicado no seu blog a 2 de Janeiro de 2003, o que, confirmámos.
Na posse destes dados, atacamos as comunidades do Orkut, tanto de Fernando Pessoa, como de Augusto Cury, para autenticarem o texto e, dos muitos contactos feitos, recebemos até agora, sete respostas: quatro afirmam que o texto é de Augusto Cury, uma que desconhece o autor, uma que desconhece ser de Fernando Pessoa e finalmente, uma que diz ser de Fernando Pessoa.

Esta última, que provoca a troca de várias mensagens, não esclareceu em definitivo o busílis, visto que, o seu autor que na primeira resposta garantia que o texto era de Pessoa e que, até o tinha lido em LIVROS, não se manteve posteriormente tão categórico, quando confrontado com o desconhecimento que responsáveis idóneos da Casa Fernando Pessoa, tinham do texto.

Perante esta última resposta, tornava-se imprescindível – para além dos testemunhos que já tínhamos e da certeza de não ser de Pessoa –, visualizar o texto: Sherlock Bill, entra em contacto com um seu amigo livreiro que promete ter o livro de Cury na manhã seguinte. E, lá está, preto no branco, mas não se trata de um texto, trata-se de uma compilação de várias frases dispostas no final do livro, em que, a principal, como o Bill me informou, é a que inicia o texto e está na página 115 – 2º parágrafo.

Compreender não é aceitar e, por isso, retiramos daqui conclusões nada abonatórias sobre o funcionamento e a liberdade de publicação em geral, mas também, a desafiadora convicção que esperamos não seja efémera, de termos que correr atrás do prejuízo, tendo o cuidado de validar de forma mais agressiva o que publicamos e não aceitar-mos com a desmedida tolerância dos cábulas tudo o que nos chega, já que, pelo meio, podem vir as bengaladas.

O texto em questão é este:
(*)

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.”

Augusto Cury
Dez leis para ser feliz da Editora Sextante.
Ano 2003


E esta, a frase que lhe foi apensa posteriormente:

“Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...”

Nemo Nox
Por um Punhado de Pixels.


Nota final: Agora, todos os que gostam de Pessoa e os outros também, que estão tão bem informados como nós acerca da origem do texto, bem podem agradecer ao Bill ter iniciado e finalizado, esta demanda.Pela minha parte fica um grandessíssimo obrigado, pelo interesse que este demonstra em relação ao Poeta e, à verdade, garantindo-lhe, que foi um enorme prazer fazer parte desta “brigada”.

Vale a pena?

A sede infrene de blogar, não será uma espécie de onanismo intelectual?

Outros retratos de trabalho - IV




A incompetência e preguiça genética!

Não é a primeira vez e o mais provável é não ser a última, que falo aqui, na incompetência e preguiça genética das hordas de gestores que gostam muito de falar e mais de se ouvir, mas que não têm dimensão para aumentar a produtividade das suas empresas.
Segundo dados da OIT sobre os trabalhadores da UE, “os portugueses trabalham muito mas produzem pouco e, ganham menos ainda”, sendo este, um sério problema estrutural, e é, porque o busílis disto andar assim, não são os trabalhadores, mas sim e sobretudo, os ineptos e incompetentes gestores deste carnaval.

Da eficiência trabalho-capital, resulta a produtividade, onde, a organização e qualidade de gestão se reflectem e que, muito deixa a desejar na maioria das empresas, sendo o podium das PME.

A globalização dos mercados, a rápida transformação da economia e a evolução tecnológica, determinam hoje em dia a relação cliente-fornecedor nos mercados e, é este desafio, complexo e sofisticado que determina a sustentabilidade das empresas e o seu sucesso ou insucesso no assegurar ganhos de produtividade, só que, isto implica gerir com excelência, com estratégia de longo prazo, desenvolvendo vantagem competitiva, explorando toda uma gama de factores para aumentar o crescimento endógeno que através das novas tecnologias é auto-alimentado e, aproveitando para competir nos sectores expostos à concorrência internacional numa economia de escala, em detrimento do turvo sucesso competitivo à custa do pão que o Zé leva para casa.

A palavra de ordem típica, que não segue os prestimosos conselhos do bom senso e não admite inteligência opinativa, é: redução despudorada de custos e assunto arrumado como sardinha em lata, sem grandes expressões matemáticas ou azeite virgem para escorregar melhor. Como? Com medidas arbitrárias e perigosas, porque acéfalas e falhas de sensibilidade, que contribuem para o lamaçal de desânimo e estão no âmago de muitos problemas: a redução de pessoal, corte dos benefícios - seguros de saúde por exemplo -, controlo excessivo dos gastos, embalados soberbamente pela economia de cordel onde lhes escapa uma ideia - conheço um caso de unívoca inteligência, em que se luta para acabar com a chatice das fotocopias a cores, de documentos, que são uma importante e incisiva ajuda nas vendas -, aumentos salariais abaixo da inflação e todo um espectro de futilidades do ponto de vista de uma gestão inteligente que assim fica submergida. Mas tudo isto só no que toca ao Zé, porque, regra geral, a avifauna dos quadros não sofre dessa malapata e não é atingida, querendo depois, que os que ficam, trabalhem muito, que é o que já fazem, mas passam a fazê-lo com consequências mais negativas porque mais desorganizados e desinspirados, prestes a perderem a faculdade de boiar.