Ciúme




E a suspeita acampou seus negros potros
no deserto campo de batalha.


Abelardo Linares


Under21 – Championship

Portugal 2006

Hoje às 17:15 em Barcelos, o jogo de abertura do Europeu de sub-21.

Sérvia e Montenegro vs. Alemanha é o jogo inaugural e logo de seguida no Estádio Municipal de Braga pelas 19:45, com transmissão na TVI, a estreia da nossa selecção com a França.

Equipas prováveis
Árbitro: Howard Webb [Inglaterra]
Assistentes: Roger East [Inglaterra] e Fermín Ibañez [Espanha]

Portugal
1 Bruno Vale - 2 Nélson - 6 Zé Castro - 13 Rolando - 15 Nuno Morais - 8 Manuel Fernandes - 3 Raul Meireles - 7 Quaresma - 10 João Moutinho - 17 Varela - 9 Hugo Almeida
Treinador: Agostinho Oliveira

França
16 Steve Mandanda - 6 François Clerc - 5 Grégory Bourillon - 2 Lucien Aubey - 4 Jérémy Berthod - 14 Rio Mavuba - 15 Jérémy Toulalan - 17 Bryan Bergougnoux - 11 Julien Faubert - 21 Sinama-Pongolle - 18 Jimmy Briand
Treinador: René Girard


Países participantes:

Portugal – Alemanha – Dinamarca – França – Holanda – Itália – Sérvia e Montenegro – Ucrânia.

Bandeira na janela e força Portugal.

Com o Mundial à porta...

Depois de um suculento bife na Cervejaria Lusitânia, com o fantástico molho “café paris” (o melhor de todos) e uma caneca de Pils, tudo indicava que nada me estragaria a digestão, mas, para mal dos meus pecados, a coisa começou logo ali:
Falava-se numa mesa à minha retaguarda de futebol, bem... não se falava propriamente de futebol, dizia-se mal do espectáculo e de todos os que gostam. A tentação de intervir esteve presente, mas a educação em finta magistral não o permitiu.
Ora, eu GOSTO de futebol. Ponto.

Claro que também eu detesto muito daquilo que o rodeia, mas para mim o futebol não é uma questão têxtil de camisolas para aqui e camisolas para acolá, para mim o futebol é espectáculo e é assim que o vejo, talvez por isso, este ano, o meu lugar de época no Alvalade XXI, ficou muitas vezes vazio.

Gosto do futebol espectáculo à Frank Rijkaard; hino de criatividade e imaginação, ou do futebol táctico à José Mourinho; hino de rigor e concentração, não consigo é gostar do futebol dos que jogam para não perder, como o Koeman; um hino aos medrosos e um erro de casting. Esses, não contam comigo porque os abomino por puro preconceito, como abomino as novelas da TVI, o mesmo preconceito que me previne de não comer ostras e que, nem a sociologia ou a psicologia explicam e, por isso, como disse (mais ou menos isto) um dia o jornalista Ferreira Fernandes, o vejo com a arte de um romance moderno, como Charles Dickens via os bairros pobres de Londres.

Bem... não é difícil antecipar que riram desta última frase, mas que dizer da envolvência que o mestre Scolari criou à volta de selecção nacional no europeu, que dizer do reencontro dos portugueses com a sua bandeira e com o seu país e finalmente, que dizer de meio mundo aplaudir maravilhado a arte do negro Ronaldinho?

É por estas e por outras, que mesmo não concordando com tudo o que o futebol contém, eu GOSTO de futebol. Ponto.
Que venha o Mundial!

Frase do Dia

"Tudo aquilo que algum filho da puta diz que é urgente, é algo que esse imbecil não fez em tempo útil e quer que tu te fodas para fazer em tempo recorde!!!"


Autor: Não sei nem me interessa.

O Momento...

Não tinha sido premeditado, surgira num repente quando inconsciente abriu a gaveta das facas. É desta, pensou enquanto mordia o lábio inferior.
Ouviu vinda do quarto, a voz do Manuel que gritava; Então Marilú, é p’ra hoje? E pensou com os seus botões: ai não que não é, e é já.
A sua mão direita, num gesto repentino, agarrou as facas em molho, enquanto a esquerda, num movimento único, se apoderou do molho de chaves.
Quando franqueava a porta, gritou na direcção do quarto: Manel… venho já, vou ver s'ainda agarro o amolador.

Desafio!


Hoje às 21 horas, terá lugar a 4ª edição dos desafios de criação sob um mote comum.

A publicação dos Contos, será feita em simultâneo e os participantes são:

Ashfixia, Beatriz, Bill, Clarissa, Conteúdo Latente, Do Lado do Mar, Espreitador, Ipslon, Maite, Parrot, Pedro Pinto, Rui Semblano e Vanessa.


Até lá.

O silêncio.

Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,

e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,

quando azuis
irrompem os teus olhos

e procuram nos meus
navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.

Eugénio de Andrade, Obscuro Domínio.

Desenvolvimentos da postagem anterior.

O ministro da saúde, Dr. Correia de Campos voltou atrás com o encerramento imediato da maternidade do Hospital Distrital de Lamego, aceitando para já, a proposta de Fernando Lopes Presidente da Câmara lamecense de contratar obstetras e concordando também, que as acessibilidades ao Centro Hospitalar de Vila Real não reúnem por enquanto condições de uma rápida deslocação. Não desistindo no entanto, da intenção de cumprir o objectivo do seu plano, ou seja; fechar o bloco de partos na altura prevista anteriormente.

A reacção a este pontual recuo, além de reveladora é de certa forma positiva porque demonstrativa do real problema e, espera-se que o ministro reconsidere, com base no estudo caso a caso, ouvindo as forças vivas das regiões, de forma a inteirar-se da importância desta e de outras maternidades no nosso interior.
Que tenha em conta por exemplo, a extraordinária manifestação de cidadania que o povo de Barcelos promoveu, ao fazer deslocar a Lisboa, 10.000 barcelenses.

Como refere o Rui Martins em comentário na postagem anterior, “o enfoque está errado e não devia ser no número de partos e sim de obstetras”, porque, se a medida não é economicista como diz o ministro e o primeiro-ministro e o relatório técnico aponta sim para a falta de médicos, no caso particular de Lamego, obstetras, então há que os contratar nem que seja em Espanha.

Refere também o Manoel Carlos em comentário na postagem anterior, “os custos da concentração dos cidadãos nas metrópoles é extraordinariamente mais elevada que no interior” e os custos da desertificação, poderemos vê-los uma vez mais, com o crescente número de incêndios que assolam todos os verões o País.

Sr. Ministro. Não seria o caso de parar para pensar, e ver, que países desenvolvidos estão a optar por pequenas unidades hospitalares, em detrimento das grandes. Não será esta uma boa medida para o interior em vez da concentração em grandes unidades hospitalares?

Sugiro-lhe alguma reflexão, mas sabendo que o seu tempo é precioso, deixo-lhe aqui uma passagem de António Vieira, para que beba um pouco da sua sabedoria e quiçá, por osmose, se faça luz.

”Perguntou o Senhor, para que os senhores que mandam o Mundo se não desprezem de perguntar. Se pergunta a sabedoria divina, porque não perguntará a ignorância humana? Mas esse é o maior argumento de ser ignorância. Quem não pergunta, não quer saber; quem não quer saber, quer errar. Há porém ignorantes tão altivos, que se desprezam de perguntar, ou porque presumem que tudo sabem, ou porque se não presuma que lhes falta alguma cousa por saber. Deus guie a nau onde estes forem os pilotos.”

Governar de calculadora em punho.

O caso do encerramento de maternidades, segundo um critério técnico no qual o ministro da saúde se escuda, tem feito grande alarido nos media e não é para menos.

Esse critério técnico, determina como risco inaceitável, manter abertas as maternidades onde o número de partos/ano seja inferior a 1500, mesmo que, e isto é factual, algumas sejam maternidades com 0% de acidentes há pelo menos dois anos.

Passava mais uma vez a noticia na televisão e talvez por não conseguir conviver lá muito bem com a burocracia, ou por não me iludir, com essa coisa de uma entidade central definir o que é o risco aceitável, só me vinha à cabeça a questão da descentralização, da desertificação do interior e do que se faz, para criar uma contracorrente, ou seja; NADA!

Depois de acabarem com comboios regulares no interior, com determinadas carreiras regulares de camionagem, ou com escolas, para não falar de alguns Centros de Saúde, chegou a vez das maternidades. E depois, o ministro não quer nem ouvir falar de que este é um caso de contornos economicistas e quer-nos fazer acreditar que esta é uma excelente medida na via da vida acéptica e sem riscos.

Por favor Sr. Ministro...
V.Exa. bem pode tentar convencer-nos do contrário, e tentar criar consensos de que a medida é correcta, mas nós, que observamos e temos a mania de pensar, não podemos concordar. Esta coisa, dos ministros viverem obcecados com as médias e tomarem decisões de calculadora na mão, está a ganhar contornos ridículos e a cada medida que tomam, viver no interior é cada vez mais difícil.

Essa é que é essa... e o que custa, é ver um governo dito socialista, a tomar constantemente medidas atentatórias ao bem-estar dos seus cidadãos.


PS: Desculpem todos a quem não respondi ou visitei, na sequência dos comentários de alguns posts anteriores, mas a falta de tempo é lixada, e infelizmente, abunda cá por estes lados.


Sporting na Champions!


Todo o estádio a cantar, todo o estádio a dançar
lá lá lá lá lá
Só eu sei, porque não fico em casa...


Desta vez e em momento chave, o Sporting não falhou e o fim-de-semana não podia terminar melhor.
Ganhou, confirmando o apuramento directo, para a fase de grupos da Liga dos Campeões Europeus e a família festejou com uns belos bifes na República da Cerveja, juntando assim, o dia da Mãe ao apuramento em comunhão perfeita, já que, cá em casa é toda a gente deste grande e magnifico clube.



Allez Sporting allez, allez Sporting allez...

Reflexões de fim-de-semana.

Estava eu na casa de banho quando a coisa me surgiu, – sim, eu sei que é de mau gosto dizer ou escrever, que alguma coisa ou pensamento, surge quando se está na casa de banho, mas é verdade e a isso não há volta a dar – ora, a tal coisa, digamos antes; a reflexão, é singela, mas porque ao fim-de-semana não me ocorrem outras mais profundas, trabalha-se com o que se tem.

Então vejamos: Sabemos todos, que quando o Presidente da República toma posse, tem lugar uma cerimónia em que ele jura defender e cumprir a Constituição de República, também sabemos, que a Constituição pode ser alterada pelos deputados da Nação durante o seu mandato, e a pergunta que faço é: o Presidente, depois da Constituição alterada continua ajuramentado, sabendo-se que o motivo desapareceu?

Bem… parece que temos aqui um imbróglio e talvez por isso, tenha sido importante manter a verdade sobre o local onde me surgem determinadas reflexões. Quem sabe, não virá a ser, uma ajuda interessante e significativa no estudo da filosofia geográfica.

O Belo e o Bom

Quem é belo
é belo aos olhos
- e basta.

Mas quem é bom
é subitamente belo

Safo, Líricas em Fragmentos, Vega, 1991.

A palavra ao Mestre.

Enquanto acertamos as coisas ali em baixo, deixo-vos com as sábias palavras de Agostinho da Silva.

Nenhum político pode tomar medidas que não estejam na consciência do geral, porque, se tomar medidas que não estejam na consciência do geral, ele vai ser, quando muito, não um político, mas um ditador.

Desafio!


Chegou a hora de mais um desafio. A Beatriz, a meu pedido e da Clarissa, lançou o mote que é a foto que ilustra o post. Propomos que os Contos sejam publicados em simultâneo como vem sendo hábito, no dia 8 de Maio, (ler notas posteriores, no final do post) às 21 horas.

Estes desafios, para quem não sabe, são desafios de criação em que o ponto de partida é um mote comum e o prémio é a leitura de novos contos e a constatação das diferentes leituras possíveis, sobre o que se vê ou lê.
Ninguém sabe, excepto a Beatriz, o que lhe sugeriu tal mote, eu no primeiro contacto, lembrei-me de James Joyce nesta sua frase: “Constipei-me no parque. Tinham deixado a cancela aberta”. Outros terão outra leitura e, é também essa diversidade que procuramos.

Os participantes são, e por ordem alfabética:


Todos os nomes estão com o respectivo link onde publicam, e como diz a Beatriz, se mais alguém se quiser juntar, já que este não é um grupo fechado, só terá de anunciar a sua intenção.

Fica desde já um grande obrigado, aos que e a convite, aceitaram integrar o grupo nesta sua 4ª edição e que são; Bill, Harpa, Parrot, Pedro Pinto, Pois Claro, Rui Semblano e Vanessa.


“Uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. Mas o pior de tudo é o tempo desperdiçado por negligência”·

Lúcio Aneu Séneca, Cartas a Lucílio.


Nota posterior.

Amigos! Acontece que alguns dos participantes do desafio, se encontram com dificuldades para postar no dia 8. Infelizmente, nem sempre é possível ter uma data que encaixe com a actividade de todos, no entanto, creio estarmos ainda a tempo de o tentar.
Assim, com o nosso pedido de desculpas, e caso não haja mais inconvenientes, somos forçados a pedir a vossa compreensão e sugerir o dia 11 de Maio como data alternativa.


Nota posterior 2.

Amigos! Desculpem mas o dia 11 de Maio encontrou algumas dificuldades para se impor e estamos neste momento a trabalhar outra data.
Assim que tiver informação mais consistente, informá-los-ei.

Somos poucos, para nos permitirmos deixar alguém de fora e os poucos que somos, são, salvo melhor opinião, demasiado importantes.


Nota posterior 3.

Começo por vos pedir desculpa pela demora e agradeço a paciência demonstrada, enquanto se tenta encontrar uma data de publicação que encaixe com os afazeres de cada um, tanto profissionais como escolares.

Cheguei à conclusão, que o melhor seria dilatar um pouco o prazo de publicação, para que todos, pudessem ter tempo de fazer os ajustes necessários, devido à necessidade de publicarmos em simultâneo.

Assim, avançamos com uma nova data: Dia 14 às 21 horas. As razões desta escolha, prendem-se com a impossibilidade de alguns para com as datas antes sugeridas, depois, porque é um domingo e normalmente neste dia não temos afazeres profissionais, nem escolares, que nos impeçam de estar perto de um PC às 21horas, nem se interrompe o fim-de-semana a ninguém.

Espero que esta data seja do vosso inteiro agrado, e mais uma vez, o meu obrigado pela paciência demonstrada.

Bem-hajam.

I Encontro de blogues de Vila Viçosa!

A pedido do “O Restaurador” aqui fica com muito gosto a divulgação sugerida:



Dia 22 de Julho venha até Vila Viçosa conviver com os seus amigos, traga a sua família, tenha a oportunidade de se maravilhar com a beleza de Vila Viçosa, passe um dia diferente no I Encontro de Blogues de Vila Viçosa!

Divulgue também o I Encontro de Blogues de Vila Viçosa, falando do mesmo no seu blogue, criando também um link. Pode criar um link personalizado, copiando o código do selo do I Encontro de Blogues de Vila Viçosa e colando-o no seu blogue.

Poderá obter mais informações em:

http://www.encontrodeblogues.pt.vu/
http://orestaurador.googlepages.com/home
http://orestauradordaindependencia.blogspot.com/
http://empregoalentejo.blogspot.com/
http://www.tabernainconformados.blogspot.com/
http://cidadela-dos-incultos.blogspot.com/
http://abata-afefe.blogspot.com/
http://quintoimperiodigital.blogspot.com/

Já somos 12 inscritos no I Encontro de Blogues de Vila Viçosa. Porque espera? Vamos descentralizar a blogosfera! Até Julho, em Vila Viçosa!

Os Falcões.

Os Sintrenses notaram que algo se passava na sua pacata Vila, aquele helicóptero já há muito que sobrevoava a serra, enquanto cá em baixo na Quinta da Penha Longa, chegavam em limusinas de vidros fumados os convidados com escolta policial, outros vinham em helicópteros.
A protecção era feita por agentes de serviços secretos como o MI6, CIA, Mossad e agentes policiais portugueses.

Entre os convidados contavam-se chefes de Estado, chefes de Governo, o presidente e comissários europeus, chefes de corporações transnacionais, gestores, professores universitários, investigadores e até jornalistas, que podiam unicamente falar entre si sem correr o risco de violação do código de silêncio, que se baseava numa regra estabelecida pela Chatham House, organização oficialmente conhecida por The Royal Institute Of International Affairs e em que; os participantes são livres de usar a informação recebida, mas não a identidade nem a filiação dos oradores, nem o que qualquer outro participante possa ter revelado, existindo sempre o «off the record» nos casos em que a regra não é suficientemente restritiva, determinando a informação que podia ser usada.

Vinham debater o devir do mundo, a recato de ouvidos e olhares indiscretos. Editores e patrões dos media mais poderosos, asseguravam que nada seria noticiado sobre o acontecimento, mas que, igualmente, tudo seria difundido sobre a construção da realidade aí produzida e segundo os princípios do neoliberalismo fixados por Friedrich von Hayek, que determinava a criação de instituições, fundações e outras organizações sob o manto de corporações transnacionais, que produziriam ideias, influencias e quadros com o fim de formar os herdeiros que lhes haviam de suceder, nas empresas, no campo político, nos meios académicos e no campo dos media, segundo as teorias do economista austríaco, pai do neoliberalismo, feroz crítico da «justiça social» e defensor do «Estado mínimo» conforme proclamado na sua obra “La Constitution de la liberté”.

David sabia de tudo isto, tinha suado ao mover influências para se conseguir infiltrar nesta reunião. Finalmente conseguido o objectivo, agora as suas mão suadas estavam enterradas nos bolsos do casaco, com o propósito de não denunciarem o seu nervosismo, sabia que sairiam desta reunião como de todas as outras, importantes decisões, como a criação da The United Nations Association, o Business Council for the United Nations, ou o Clube de Roma através do qual tinha finalmente conseguido ser convidado, depois de, e com alguns subornos, ter entrado no núcleo denominado tt30, e daqui, conseguir que a Trilateral portuguesa com uma quota de cinco membros e, por influência de Peter Sutherland presidente da estrutura da Europa o convidasse.

Olhava agora para o tabuleiro de acção dos poderosos do mundo, que, tal como no xadrez, carrega a carga simbólica intrínseca ao conjunto das peças. Reis, governantes, poder económico, poder militar, poder simbólico, cavaleiros e peões, todos estavam representados.

David tentava descortinar a representação norte-americana que sabia ter ali um domínio preponderante como noutras instâncias, e avistou a um canto longe dos olhares curiosos, dois membros do Council on Foreign Reletions, reconhecia também dois presidentes do Banco Mundial um do banco Central Europeu, um secretário-geral da Nato, dois membros da Comissão Europeia, para além de diversos sindicalistas, senadores, conselheiros políticos, dirigentes partidários, magnatas e banqueiros.
Sabia que o grupo não se limitava a seleccionar os governantes, a abrir-lhes a porta do poder ou a indicar-lhes a saída, controlava também os negócios, manipulava as finanças mundiais e determinava a evolução da economia, garantindo a reprodução do seu poder e o enriquecimento dos seus membros.

Esperava ansioso que se discutissem temas como em reuniões passadas, sabia bem, que antes do debate da União Europeia, já eles tinham discutido a moeda europeia, o Tratado de Nice, a Constituição europeia ou até a guerra do Iraque que esteve na agenda de diversas conferências.
Como esperava, as conferências incidiram sobre o Irão, o Iraque e o Médio Oriente em geral, sobre a China, a Rússia, o estado da economia mundial etc.
Ensaiavam jogadas no xadrez global, refinavam a sua arte de guerra, fazendo avançar os cavalos e as torres, e o objectivo era para si claro: policiar o mundo e multiplicar os seus lucros.

Para David a onda de choque viria depois como uma besta bruta, quando teve acesso ao sofisticado equipamento que sob risco escondera na Sala Rosa e que no recato da casa de um amigo e companheiro de infância se dispôs a ouvir. Não lhe era possível identificar as vozes, mas o que ouvia ultrapassava tudo o que poderia esperar.

Sr. A – Nós em Tavistock, consideramos a população em geral incompetente para educar os filhos e como sabem propomos como sociedade ideal aquela em que os filhos são separados da família após o nascimento e educados pelo Estado, em centros onde viverão, mas a UNESCO não está a seguir o programa objectivo de destruição do sistema educativo com a celeridade necessária, se bem que, a população responda inadequadamente à crise tal como os nossos engenheiros sociais esperavam, ao que o Sr. B contrapunha que não era um objectivo fácil, mas que iria ser acelerado agora que a campanha antitabaco lhes tinha revelado definitivamente que o reforço positivo era a única maneira de provocar, nas pessoas a que é aplicado, o comportamento desejado, sem ressentimentos nem rebeldia, e de uma forma estável.
O reforço positivo está a ser aplicado ao estilo do “Admirável Mundo Novo”; interessa dar qualquer coisa positiva às pessoas quando cumprem as normas impostas, mas impedindo qualquer possibilidade de essas normas serem analisadas ou questionadas.
Interessa que os técnicos que aplicam as campanhas que para nós são apenas mais uma experiência de submissão, acreditem fervorosamente na sua necessidade e isso acontece com a campanha antitabaco, veja a Irlanda, onde tínhamos dúvidas e a Espanha, considerados factores de risco extremo… amanhã, se um “louco” se lembrar de acender um cigarro no metropolitano ou no TGV, será olhado de imediato como se se tratasse de um leproso e alguém irá aproximar-se dele para lhe dizer educadamente, que é proibido fumar.
Entrou então na conversa o Sr. C. referindo que o futuro do desenvolvimento das comunicações e da tecnologia, aliadas ao profundo conhecimento actual da engenharia (manipulação) do comportamento, está a favorecer o que, noutras épocas, foram apenas intenções não consumadas e que hoje se estão a tornar realidade. Cada nova medida, por si só, pode parecer uma aberração, mas o conjunto de alterações que fazem parte do processo contínuo em curso, constitui uma progressão importante para a submissão total.
A batalha trava-se neste preciso momento e estamos a ganhá-la, a fase dos microchips implantáveis, o rasteio por satélite, as etiquetas de identificação de radiofrequência e os cartões inteligentes são um êxito, agora vamos avançar para a fase 5, que se iniciará com uma onda de sequestros de crianças, com o objectivo de conduzir os pais a uma situação de insegurança e ansiedade tão terríveis, que eles próprios solicitarão a implantação de microchips nos filhos para os conseguirem localizar permanentemente.

David estupefacto pediu um cigarro ao amigo, tinha deixado de fumar há dois anos e pensou na natureza humana e em como o poder corrompe, na razão pela qual, ditadores, oligarcas, juntas militares, imperadores e tiranos, ao longo da História, procuraram censurar e sufocar a livre disseminação de opiniões e informação.

Os falcões não querem que saibamos o que planeiam fazer connosco.




Este conto de ficção, é fruto da compilação, transcrição até de frases completas de várias leituras, como: Biografias e/ou currículos; história, missões e objectivos das organizações citadas, sítios na Internet de instituições, organizações internacionais, sítios na Internet com artigos e bibliografia sobre Bilderberg, sítios na Internet com informação sobre a lista de conferencistas, designadamente, o Bilderberg.org, criado e mantido por Tony Gosling, a Wikipedia, the free encyclopedia online, e o livro de Daniel Estulin – The Road to Tyranny: Total Enslavement.

Coisas que irritam.

Como todos devem ter ouvido alguns ouviram, o presidente da República no seu primeiro discurso do 25 de Abril, interrogou-se sobre a forma como teria crescido a criança que aparece a enfiar um cravo numa G3, naquele, que é o cartaz mais conhecido do 25 de Abril e que encimou o meu post desse dia.

O Rui Semblano do “A Sombra” satisfaz as dúvidas do Sr Presidente da República:

Pois caro senhor presidente, eis a resposta, para seu descanso:Chama-se Diogo Bandeira-Freire, tem hoje 35 anos e vive em Londres, onde estudou na London School of Economics...Acha que a vida lhe correu mal? Ou era uma figura de estilo?...

Para continuar a ler a resposta, clique aqui.

Bem… no mínimo, é intrigante que um presidente da República não faça o trabalho de casa, e apetece perguntar; para que serve o imenso staf da presidência, os Serviços de Informações, o Estado Maior do Exército, etc…
É claro que alguns dirão que o caso não merece tanto, que é de somenos, que o presidente tem coisas mais importantes em que pensar... mas irrita meus amigos, que o presidente deste país, venha com estas baboseiras tipo argumento de novela da TVI, no seu primeiro discurso do 25 de Abril e, como se não bastasse, o douto esclarecido da Madeira, resolveu não dever o Governo Regional comemorar este dia(!?) Governo Regional esse, que não existiria não fosse o 25 de Abril.

E depois ainda há quem se admire, quando a malta se irrita.

Bilderberg!

Na continuação deste post com o titulo “Ainda Bilderberg...” volto hoje ao tema, por o mesmo estar longe de se esgotar.

Imaginem um clube onde presidentes, primeiros-ministros e banqueiros internacionais convivem, onde a realeza presente garante que todos se entendem, onde as pessoas que determinam as guerras, controlam os mercados e impõem as suas regras a todo o mundo dizem o que nunca ousariam dizer em público. Pois esse clube existe mesmo e tem um nome.
(Daniel Estulin – The Road to Tyranny – 2005)

…um grupo restrito dos homens mais ricos, mais poderosos económica e politicamente e mais influentes do mundo ocidental, que se reúnem secretamente para planear acontecimentos que, mais tarde, parecem acontecer por acaso.
(The Times, Londres 1997)

É difícil reeducar as pessoas que cresceram no nacionalismo para a ideia de renunciarem a parte da sua soberania em favor de um órgão supranacional.
(Príncipe Bernhard, fundador de Bilderberg)

Sei que é certo que as pessoas e as organizações não são absolutamente «más» nem absolutamente «boas». Sei que, dentro delas, tal como acontece com cada um de nós, existem necessidades de sobrevivência, domínio e poder que lutam contra as necessidades de filantropia e amor para dominar o seu comportamento. Mas parece que, no Clube Bilderberg, prevalecem (embora não de uma forma absoluta) as necessidades de poder.
Estes matizes, de modo algum retiram importância à terrível situação de alienação a que nos estão a conduzir.

Manter a maioria da população num estado contínuo de ansiedade interior funciona porque as pessoas estão demasiado ocupadas a garantir a sua própria sobrevivência ou a lutar por ela para colaborarem na constituição de uma resposta eficaz. A técnica do Clube Bilderberg, repetidamente utilizada, consiste em submeter a população e levar a sociedade a uma forte situação de insegurança, angústia e terror de modo que as pessoas se sintam tão exaltadas que peçam, aos gritos, uma solução, seja ela qual for.
(Daniel Estulin – The Road to Tyranny – 2005)

A História ensina-nos por analogia e não por identidade.
A experiência histórica não implica ficar no presente e olhar para trás. Implica antes, olhar para o passado e regressar ao presente com um conhecimento mais amplo e mais intenso das restrições da nossa perspectiva anterior.

Diário pragmático de uma história.



Os últimos dias do regime.

21 de Abril de 1974
Intensifica-se a preparação do golpe militar. O posto de comando do MFA instala-se no Quartel do Regimento de Engenharias nº1, na Pontinha.

22 de Abril de 1974
Escolhem-se as senhas da Revolução: E depois do Adeus (canção de Paulo de Carvalho, vencedora do Festival da Canção).
Grândola, Vila Morena, de José Afonso.

24 de Abril de 1974 – 22:55
O Rádio Clube Português passa E depois do Adeus.

25 de Abril de 1974
A Revolução que se esperava.

0:30 – A Rádio Renascença transmite a canção Grândola, Vila Morena de José Afonso.
É o sinal para o inicio da revolução.


0:30 – 3:00 – Grupos de militares ocupam o Aeroporto, Rádio Clube Português, Banco de Portugal, Emissora Nacional, Radiotelevisão Portuguesa e Rádio Marconi.
Forças da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, Caçadores 5 e Cavalaria 7 concentram-se na Praça do Comércio.

4:20 – O Movimento das Forças Armadas emite o seu primeiro Comunicado através do Rádio Clube Português.

7:20 – As Forças Armadas instalam um posto de comando na RTP.

10:15 – Um avião com pára-quedistas sobrevoa o Terreiro do Paço.
As Ruas Augusta, da Prata e do Ouro são barricadas.



12:30 – Uma força blindada, sob o comando do capitão Salgueiro Maia, posta-se diante da porta do quartel da GNR no Carmo, onde se encontrava o presidente do Conselho e alguns membros do Governo.
Comandos da GNR tentam alcançar o Carmo.



15:00 – Salgueiro Maia apela à rendição do Carmo.
Aumenta a concentração de populares.



18:00 – O General Spínola chega ao Carmo e recebe a rendição do Prof. Marcello Caetano, que não desejava «deixar cair o poder na rua»

19:20 – O Prof. Marcello Caetano sai do quartel do Carmo, numa viatura blindada. É conduzido, com os ministros Dr. Moreira Baptista, Rui Patrício e Silva Pinto, para o quartel do Regimento de Engenharia nº1, na Pontinha.

26 de Abril de 1974
O dia seguinte.

01:30 – São apresentados ao País pela RTP, os membros da Junta de Salvação Nacional.

- General António de Spínola – (Presidente)
- Capitão-de-fragata António Alba Rosa Coutinho.
- Capitão-de-mar-e-guerra José Baptista Pinheiro de Azevedo
- General Francisco da Costa Gomes
- General Jaime Silvério Marques
- Coronel da Força Aérea Carlos Galvão de Melo
- General da Força Aérea Diogo Neto

A constituição da Junta é motivo de surpresa nos meios políticos.
Porque preside o general António de Spínola e não o general Costa Gomes, que era o chefe da organização militar de que Spínola foi apenas vice-chefe?
Como foi possível que o general Jaime Silvério Marques, cuja detenção militar tinha sido ordenada pelos chefes da revolução, passe da prisão para o Governo?
A presença de Galvão de Melo e do general Neto revela a preocupação de formar uma Junta sem sinal de esquerda ou de direita, critério fundamental de António de Spínola.

Mas é possível fazer revoluções sem norte político? É esta a pergunta que os observadores atentos fazem.



Fonte: Diário da História de Portugal.
Fotos: Jornal Diário

O valor das coisas.



O valor das coisas não está no
tempo que elas duram, mas na
intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos
inesquecíveis, coisas inexplicáveis
e pessoas incomparáveis.

Fernando Pessoa ou Fernando Sabino (?)

Confusões do JPP

Hoje, e depois de me terem chamado a atenção, para o artigo do JPP no Público de dia 20, sob o titulo “ A Fauna das caixas de comentários”, publicado também pelo autor no seu blog o “Abrupto” só se me oferece recordar-lhe estas palavras:

No início do III Milénio, há ainda quem se arrogue confessar, em voz alta, desbragadamente, pelo éter fora, perante o silêncio culpado dos media sistémicos, a ignorância de presumir nos outros aquilo que o próprio demonstra. Cultura, dizia alguém, é aquilo de que nos lembramos depois de termos esquecido o que aprendemos.

Há gente que não aprendeu nada.