
Rui Martins, com o seu Movimento Quintano, propõe-nos uma nova sociedade mundial, bebendo os seus fundamentos em pensadores portugueses de outrora.
Como o próprio diz, Portugal não é um País Europeu, é em primeiro lugar um País Atlântico e só depois europeu, apenas europeu por casualidade geográfica, mas a sua alma está bem longe, algures no Oceano Atlântico.
Aposta na tolerância e no multiculturalismo, como regra para a existência de um império universal. Repudia o universalismo do predomínio do Um Sobre Todos, pelos exemplos históricos do passado, encontrando aí, o motivo de fracasso de quantos tentaram, desde Roma a Atila, e desde Vitória a Bush, e por isso, “ressuscita” e apresenta-nos o seu conceito de Quinto Império, no seu multiculturalismo de conceito universal, só compatível com a noção de universalismo.
Diz Rui Martins, no seu Post “Da viabilidade de Portugal como país independente” que; Portugal tem a ímpar qualidade de possuir um Futuro que em lugar de ser uma concretização egoísta de um qualquer objectivo nacional, como sucede com a maioria dos países europeus, é a promessa do cumprimento de um destino universal e pannacional.
Esta é verdadeiramente a razão pela qual Portugal não pára de se afundar, sem encontrar uma bóia onde se possa agarrar. Portugal está sem rumo, porque falta encontrar um Destino para Portugal, porque os nossos políticos estão desprovidos daquela qualidade que tínhamos em Quinhentos e que se chama de “Imaginação Criadora”.
[…] Quando actualmente se assiste a expressões de reserva quanto à viabilidade de Portugal como país independente isso corresponde a um dos maiores absurdos que pode exalar uma boca humana. De todos os países europeus, Portugal é exactamente pelo contrário um dos Estados mais viáveis.
[…] Portugal é assim um país viável, e até mais do que isso. Um país cuja viabilidade transcende o seu próprio solo nacional, tamanha á a missão que o Mundo espera que ele venha a cumprir















