Um novo rumo para Portugal - Parte III



Rui Martins, com o seu
Movimento Quintano, propõe-nos uma nova sociedade mundial, bebendo os seus fundamentos em pensadores portugueses de outrora.

Como o próprio diz, Portugal não é um País Europeu, é em primeiro lugar um País Atlântico e só depois europeu, apenas europeu por casualidade geográfica, mas a sua alma está bem longe, algures no Oceano Atlântico.

Aposta na tolerância e no multiculturalismo, como regra para a existência de um império universal. Repudia o universalismo do predomínio do Um Sobre Todos, pelos exemplos históricos do passado, encontrando aí, o motivo de fracasso de quantos tentaram, desde Roma a Atila, e desde Vitória a Bush, e por isso, “ressuscita” e apresenta-nos o seu conceito de Quinto Império, no seu multiculturalismo de conceito universal, só compatível com a noção de universalismo.

Diz Rui Martins, no seu Post “
Da viabilidade de Portugal como país independente” que; Portugal tem a ímpar qualidade de possuir um Futuro que em lugar de ser uma concretização egoísta de um qualquer objectivo nacional, como sucede com a maioria dos países europeus, é a promessa do cumprimento de um destino universal e pannacional.
Esta é verdadeiramente a razão pela qual Portugal não pára de se afundar, sem encontrar uma bóia onde se possa agarrar. Portugal está sem rumo, porque falta encontrar um Destino para Portugal, porque os nossos políticos estão desprovidos daquela qualidade que tínhamos em Quinhentos e que se chama de “Imaginação Criadora”.
[…] Quando actualmente se assiste a expressões de reserva quanto à viabilidade de Portugal como país independente isso corresponde a um dos maiores absurdos que pode exalar uma boca humana. De todos os países europeus, Portugal é exactamente pelo contrário um dos Estados mais viáveis.
[…] Portugal é assim um país viável, e até mais do que isso. Um país cuja viabilidade transcende o seu próprio solo nacional, tamanha á a missão que o Mundo espera que ele venha a cumprir

NAIDE GOMES


Naide Gomes conquistou a medalha de bronze no salto em comprimento no Campeonato do Mundo de Pista Coberta, que se está a realizar em Moscovo. A atleta do Sporting classificou-se na terceira posição, com a marca de 6,76 e estabeleceu novo recorde nacional.

...E vão sete.

Um novo rumo para Portugal - Parte II



Rui Marques, partindo do pressuposto que Portugal é uma Nação mestiça, no que concerne aos traços culturais assimilados dos povos que por cá passaram e deixaram a sua cultura, sendo que grande parte deriva da civilização islâmica, defende que o futuro está na coexistência das diferenças, uma amálgama de todas elas, para a criação de uma nova identidade nacional, estando convencido que, há um principio de que não podemos abdicar, que é, o de que, a humanidade é só uma, os seres humanos são todos iguais em dignidade e por esse motivo nunca poderemos aceitar, que em função de divisões administrativas, politicas e regionais, existam direitos diferentes daquilo que são os direitos essenciais do ser humano, relativizando o acessório e reforçando como absoluto o essencial, propõe uma sociedade intercultural e em que as migrações, não conhecem fronteiras no mundo, em que as culturas se diluam em nome de valores essenciais.

Diz Rui Marques, no seu “Uma mesa com lugar para todos p.129”, que a interculturalidade é a via que defendemos para Portugal. A nossa composição étnica-cultural proporciona-nos hoje um tecido diversificado, muito mais rico e menos monolítico.

Recuperando um dos momentos mais extraordinários da nossa História, a odisseia dos Descobrimentos, importa sublinhar que um dos segredos do sucesso português esteve na dimensão intercultural dessa dinâmica. Agrupando especialistas de diferentes nacionalidades e culturas, envolvendo pilotos locais dos territórios que ia encontrando, misturando-se com as populações com que ia contactando, a odisseia portuguesa dá-se, até determinado momento num contexto de abertura intercultural. Curiosamente como bem nota
David Landes, também o declínio da expansão portuguesa, por oposição, evidencia os resultados da intolerância e da perseguição aos diferentes da época, nomeadamente os judeus. E “em questões de intolerância a maior perda é a que o perseguidor inflige a si mesmo”.

En passant...

Por acaso nem estranhei a cara sorridente do Eng.º Sócrates com o discurso de tomada de posse do Prof. Cavaco.
Primeiro ainda pensei que seria do “...eu estou aqui pêra a-juudar”, mas como o nosso primeiro é uma pessoa educada, pensei que seria da frase "...a estabilidade não é um valor absoluto", mas, analisando melhor, concluo que ele estava radiante por ter finalmente um Presidente que pensa como ele.

Um assunto que não me suscita dúvidas é a problemática das quotas. E não suscita, porque sou decididamente contra.
É minha opinião que o mérito deve prevalecer, e o contrário, os tais 33/%, só pode ser por mim entendido, como uma manobra de charme do Sr. Primeiro-ministro.
No entanto, se o Sr. Primeiro-ministro acredita na importância da medida, então, porque não estendê-la às minorias étnicas?
Não seria mais coerente?

Um novo rumo para Portugal - Parte I




Talvez por Portugal não encontrar um rumo, ou talvez, por esse rumo estar traçado há muito, hoje em Portugal, despontam ideias devido ao facto de o poder ter deixado de ser referência essencial para a intervenção na sociedade, ideias essas, que são a continuidade de outras, que, outros pensadores de Portugal profetizaram, e que se têm vindo a processar ao longo de séculos, através de incidentes, avanços e recuos.
Pensadas para a sociedade actual, devido aos conturbados momentos que hoje se vivem, e para os quais não se vislumbram saídas dentro dos actuais modelos políticos. Como dizia Jorge Luís Borges, no seu livro El Informe de Brodie: “Creo que un dia mereceremos que no haya gobiernos”.

Os menos avisados, os pessimistas, os incrédulos e os não inscritos, terão a tendência para as considerar utópicas, o que, não é de estranhar se tivermos em conta, que as ideias demasiado arrojadas começam invariavelmente por sofrer resistências, e ao longo da história verificamos que o diferente, ou nos fascina ou nos aterroriza, ou até nos provoca o mais profundo desdém, mas é também aí, no derrubar de barreiras, na luta contra as forças de bloqueio, que reside o encanto, a força e a determinação dos que se esforçam, pensam um caminho diferente e se substituem ao Estado-Razão.

Dos pensadores actuais, destaco dois: Rui Marques, com a sua concepção de “Uma mesa com lugar para todos”, do Instituto Pe. António Vieira e Rui Martins com o seu weblog “Movimento Quintano”. Que pode aceder clicando
aqui.
A razão destes dois é simples, um Rui Marques (1) é conhecido, e o outro Rui Martins (2) podemos dizer que é um perfeito desconhecido, e é exactamente com este, que encontro mais afinidade de ideias, talvez pela ousadia, ou por não ter receio de ousar.


(1) – Rui Marques, licenciado em Medicina e mestre em Ciências da Comunicação.
(2) – Rui Martins, licenciado em História, curioso e investigador da sociedade.

Aviso!

Em convalescença de uma gastroenterite viral, que me prostrou e a 75% da família violentamente na cama, sem vontade de nada fazer ou querer, informo-os, que segundo a médica que nos assistiu, está para aí muita gente com o mesmo problema, no entanto, uma boa noticia: Não se pega por blog ou qualquer outra forma de comunicação electrónica.

Posto isto, com o meu pedido de desculpas aos amigos a que não visitei ou respondi, informo-os, que o blog Movimento Quintano do meu amigo Rui Martins, está de novo ressuscitado e promete agora com um novo fôlego dar-nos a conhecer as ideias singulares do seu autor e também de grandes vultos portugueses.

Por esse motivo, proponho-me repor uma série de posts do verão passado que alguns de vós não terão tido a oportunidade de ler.
Estes serão repostos nos dias impar, já que, de ideias impares se trata.

Sporting, 2 - Gil Vicente, 0




Koke bisa na vitória dos leões sobre os galos.


O Sporting venceu o Gil Vicente por 2-0 e continua a dois pontos do líder, o FC Porto.
Koke marcou os dois golos da partida, aos 68 e já no período de descontos.

Paulo Bento: "Fomos a única equipa que quis ganhar"

Óscares.


Enquanto isso o “ O Segredo de Brokeback Mountain” é favorito nos Óscares.

«O Segredo de Brokeback Mountain», sobre dois homossexuais, é hoje o favorito na 78ª edição dos Óscares, liderando uma lista de filmes «de mensagem» que poderão ofuscar o brilho de que habitualmente se reveste a cerimónia.

Ainda a Petição

Acerca do post Petição e do petitiononline que ontem publiquei, o Silvio do Realidade Oculta, facultou-me este endereço “http://www.realidadeoculta.com/bancos.html”. Onde podemos encontrar um maravilhoso artigo em forma de conversa; - "Os bancos e a arte de fabricar dinheiro da autoria de José Luís Gonzales del Moral".
Prometo que não darão o vosso tempo por perdido, se derem uma saltada até lá.

Alentejo: inundações e acidentes

















Mau tempo já provocou a queda de dezenas de árvores. Bombeiros foram chamados a acudir casas inundadas e acidentes rodoviários

In, PortugalDiário.

Petição

Assine esta Petição Online, contra esta nova artimanha da Banca portuguesa para aumentar os seus já faraónicos lucros à nossa conta.

Clique aqui no petitiononline.

A sua assinatura é importante!

Quando estiver reunido o número suficiente de assinaturas, a petição será enviada a todas as instituições bancárias, a associações de bancos, banco de portugal e ao maior número de orgãos de informação que fôr possível.

Agostinho da Silva





Agostinho da Silva, 100 anos de um pensamento livre





Natural do Porto, Agostinho da Silva foi um verdadeiro “cidadão do mundo”. Com um percurso académico notável, o filósofo doutorou-se “com louvor” ainda com 23 anos. Humanista, acreditava no Homem e na sua capacidade de triunfar pelo seu próprio esforço e conhecimento. Talvez por isso, dedicou toda a sua vida a promover a divulgação da cultura. Os Cadernos de Informação Cultural que lançou em Portugal durante os anos 40, bem como o trabalho que desenvolveu no Brasil – ajudou a fundar a Universidade de Santa Catarina e criou o Centro de Estudos Afro-Orientais na Universidade Federal da Baía e o Centro Brasileiro de Estudos Portugueses na Universidade de Brasília – são exemplo desse empenho em fazer chegar o conhecimento a todos. Defendia um pensamento livre e nunca aceitou que lhe impusessem qualquer limite à sua liberdade, o que o acabou por levar primeiro à cadeia e, mais tarde, ao exílio. Filósofo, poeta, escritor, biógrafo, novelista, … Agostinho da Silva tornou-se conhecido do grande público português no início dos anos 90, pouco tempo antes da sua morte em Abril de 1994.


Agostinho em palavra e pensamento




“Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; […] Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha” – “Sete Cartas a um Jovem Filósofo”, 1945

“Não defendo este partido, nem o outro; se ambos diferem à superfície e podem arrastar opiniões, aprofundemos nós um pouco mais e olhemos o substrato sobre que repousa a variedade […] Que vejo de comum? O rebanho dos homens, ignorantes e lentos no pensar, que se deixam arrastar pelas palavras e com elas se embriagam” – “Diário de Alcestes”, 1945

“Não me preocupa no que penso nem a originalidade nem a coerência. […] Mas, se quiserem pôr-me assinatura que notário reconheça, dirão que tenho a coerência do incoerente e a originalidade de não me importar nada com isso” – “Pensamento em Farmácia de Província”, 1977

“Não sou do ortodoxo nem do heterodoxo; cada um deles só exprime metade da vida, sou do paradoxo que a contém no total” – “Pensamento à Solta”

“Claro que sou cristão; e outras coisas, por exemplo budista, o que é, para tantos, ser ateísta; ou, outro exemplo, pagão. O que, tudo junto, dá português, na sua plena forma brasileira” – “Pensamento à Solta”

In, Publico.pt

Navegar é Preciso

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.


Fernando Pessoa

Entre o verbo e a acção.

Derramo o verbo antes que raie o dia, e meio entorpecido do sono perdido, penso nas palavras não pensadas; de alma, sonhadoras, significantes de desejos vários que anseiem correr no papel.
O café, a par da caneta fumega, e os aromas da terra acariciam-me os sentidos distraindo a lucubração… Oiço a implacável chuva açoitar o mundo lá fora, enquanto, dentro de mim, brilham palavras que o injusto barulho da chuva calca.

Equânime, de chávena entre as mãos, aguardo absorto pelo silêncio necessário para lhes dar vida, a vida, que amigas esperam nesta esplêndida iniciação.
Não as quero defraudar e menos ainda a mim, que aceite o desafio, honra severa a isso me obriga.
O esforço é grande mas o barulho não cala, teimoso em anunciar ventos esplendorosamente ousados nesta hora de assombros.

Acendo a luz do alpendre e deparo-me com a insuspeita realidade: Vergada à natureza, numa dança que sacode a terra inteira, a enfezada laranjeira do meu quintal, chora…
Chora de dor, e sentir assumido no respirar da chuva que rasga os céus em procura de novo fôlego; chora, na luz que precede a madrugada na antemanhã confusa, não de queixa, mas de lamento triste, um gemer por ter de viver.

Enfezada e bondosa laranjeira do meu quintal..., vergas com afago e amor, protectora das tuas crias e por receio de as ver derrubadas… que a sorte te dê guarida.
De te olhar me lembras, os que no seu augusto seio, vigilantes, carregam fardos mostrengos de vida, e são tantos e tantas e tão diferentes os que se vergam, com a febre dos humildes, sem que ninguém lhes chegue uma estaca, já que o verbo se torna fácil e não poucas vezes, o alheamento em torpor mortiço, seu irmão.

Que me desculpem as amigas que o verbo de mim esperavam. Hoje a laranjeira do meu quintal precisa de uma mão amiga... O capote está à mão… A estaca irei arranjá-la, quem sabe daquele marmeleiro, que tombou à mão adversa de outra desventura.
Talvez me tenha chamado, mas em meu trono de silêncios não a ouvi, ou então não, que as árvores são orgulhosas e eu choro lhe não ouvi.
Aguenta laranjeira do meu quintal!… Juntos destruiremos o propósito do vento, e antes do dia raiar te chegarei uma estaca.
Para quê o pensamento? Num outro dia me dedicarei ao verbo, hoje é dia de acção e sendo homem de alma atlântica, assim sou mais eu… Eis o momento… A tua sorte não será incerta, nem o teu porto sombrio.


Nota:
Este conto, participa de um desafio que três mulheres talentosas e criativas decidiram iniciar.
Talvez, por saberem o enorme prazer que foi lê-las, e o aplauso que a iniciativa me mereceu, decidiram convidar-me.
O mote “Derramo o verbo antes que raie o dia” é comum aos quatro, e acordámos publicar esta noite.
Agora que leram, confiram os outros três nos blogs que aqui linko:

Instantes Clarissa e Barulho de Fundo, este colectivo em que as autoras assinam uma como Conteúdo Latente e outra como Conetação.

Balada da Neve

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
– Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
– e cai no meu coração.

(Augusto Gil)

O Desafio.

Três mulheres originais desafiaram-se a escrever sobre um mote comum.
O mote “ Para além do barulho de fundo” foi desenvolvido de forma diversa; profunda, nostálgica e reveladora de serem três mulheres de eleição. Verticais, honestas e corajosas.
Confiram aqui, aqui e aqui o que digo.

Inatingível...

Jaime fixava aquela bela mas triste mulher encostada no balcão bebendo um Gin.
Ela olhou serenamente para ele... gostou do que viu, e após um instante, desviou o olhar para o copo. Não queria que ele a julgasse fácil.
Jaime pensou que uma mulher daquelas nunca lhe daria uma chance, e triste, decidiu o regresso.
Vera conformada, acompanhou com o olhar a partida, e na sua cabeça girou a canção de sempre:

Será que eu sou feia?
Não é não senhor.
Então eu sou linda?
Você é um amor.
Então, porque razão, eu vivo só sem ter um bem?
Você tem o destino da lua, que a todos encanta e não é de ninguém...

Uma resposta de luxo !!

Resposta num exame de física na Universidade de Aveiro.

O Dr. X (vamos manter o anonimato na medida do possível), do Dep. de Físicada Universidade de Aveiro é conhecido por fazer perguntas do tipo: "Porque é que o aviões voam?".

A sua única questão na prova final de Maio de 1997 para a turma da cadeira de "Transmissão de Momento, Massa e Calor II" foi: "INFERNO É EXOTÉRMICO OU ENDOTÉRMICO?"
Justifique a sua resposta."
(ou seja, pretendia saber se o Inferno é um sistema que liberta calor ou se recebe calor).

Vários alunos justificaram as suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma, mas houve um aluno, Y, que respondeu o seguinte:

"Primeiramente, postulamos que, se as almas existem, então devem ter alguma massa. Se tiverem, então uma mol de almas também tem massa.
Então, em que percentagem é que as almas estão a entrar e a sair do inferno?

Eu acho que podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no inferno nunca mais sai. Por isso, não há almas a sair.

Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhadela às diferentesreligiões que existem no mundo hoje em dia.
Algumas dessas religiões pregam que, se não pertenceres a ela, então vais para o inferno.
Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projectar que todas as pessoas e almas vão para o inferno.
Com as taxas de natalidade e mortalidade da maneira que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno.

Agora vamos olhar para a taxa de mudança de volume no inferno. A Lei deBoyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem constantes, a relação entre a massa das almas e o volume do Inferno também deve ser constante.
Existem então duas opções:

1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir.

2) Se o inferno se estiver a expandir numa taxa maior do que a de entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele.

Então, qual das duas opções é a correcta?

Se nós aceitarmos o que me disse a Teresa, minha colega do primeiro ano:"Haverá uma noite fria no inferno antes de eu ir para a cama contigo" e levando em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de fazer amor com ela, então a opção 2 não é verdadeira.

"OU SEJA, O INFERNO É EXOTÉRMICO."

O aluno Y tirou o único "20" na turma.
E na minha opinião, merecia ir para a cama com a Teresa...

A Raça do Leão!


O dia não começou nada bem, mas isso é um assunto que não cabe aqui. No entanto, já cabe como o dia acabou, e não podia ter acabado melhor.
Bem… lá poder, podia, mas como ainda não vi o euromilhões, não podia sair por aí a gastar de qualquer maneira.
É claro que me refiro à vitória do meu Sporting sobre os carregadores de móveis e à derrota dos nossos arqui-rivais no berço da portugalidade.
E prontos… num ápice, e já estamos três pontitos à frente, de quem achava há pouco que nos ia arrumar definitivamente para o campeonato.
A vida dá cada volta...

The brave French... !!!

No dia 16, postei sobre o conflito que opõe os que pugnam pela liberdade de expressão, e o mundo islâmico, provocado pelos cartoons de um jornal dinamarquês. Agora, decidi não me ficar pela caixa de comentários desse post e publicar com mais consistência a minha opinião.

A liberdade de expressão é um direito inalienável dos cidadãos, está constitucionalmente garantida, e é um direito fundamental, não conhecendo excepções.
Por isso, não posso concordar com as reacções islâmicas, talvez por não ser adepto dos dois pesos e duas medidas, mas sim do bom senso.
Acredito na liberdade de expressão, assim como pauto a minha vida pela tolerância e respeito pelo próximo, mas acredito que não temos de mudar os nossos princípios para satisfazer o mundo islâmico e muito menos por MEDO.
Eu, nunca postaria um cartoon desses, não por achar não ter esse direito, mas porque me assiste o direito de não o fazer, e isso, têm a ver com o meu respeito pelos símbolos religiosos e com a visão que tenho da vida que se pauta pela tolerância, mas não posso, mesmo que não subscreva, sob pena de pôr em causa o debate livre e aberto que caracteriza as sociedades democráticas, impedir ou tentar impedir que outros o façam.
Condenei a atitude do Carrefour, sabendo que a foto que mostrei é de um estabelecimento no Cairo, onde, mandava o bom senso que não se manifestassem, mas o MEDO e o MERCANTILISMO prevaleceu, e é exactamente contra esse MEDO que os ocidentais devem lutar, porque, ou acreditamos na liberdade de expressão ou não, já que, esta é uma condição em que não podem existir dois pesos e duas medidas.