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A Bomba e o desvario norte-coreano.

Um dia depois da reunião, entre o Presidente da China Hu Jintau e o Primeiro ministro japonês Shinzo Abe, a Coreia do Norte, num acto desafiador e irresponsável faz o esperado e condenável teste do seu poderio atómico, entretanto, já condenado pelos seus vizinhos asiáticos e também pela comunidade internacional.

Dizia na RTP António Vitorino, que agora o Irão está de olho nas sanções que serão aplicadas aos norte-coreanos, vendo aí o se próprio futuro.

Pois que esteja e, que as sanções económicas e diplomáticas ao regime de Kim Jong-il, sejam exemplares e implacáveis, é o que desejamos, e, para já, aplaudimos a nomeação do sul-coreano Ban Ki Moon, para secretário-geral do Conselho de Segurança da ONU.

Só com saco de enjoo…

Depois do post anterior, fiquei sem saber sobre que assunto postar, parecia até, que as ideias, se é que alguma vez aqui assentaram arraiais, tinham mudado de rua.

Acontece, que antes da rendição a televisão veio em meu socorro e revejo o discurso de Bush nas Nações Unidas (não comecem já a esfregar as mãos, porque não o vou morder). Com mais atenção desta vez e na parte em que sem punhos de renda se dirige ao Sudão, acusando o Governo de cometer genocídio em Darfur, reparo que são focados pelas câmaras os seus três representantes, estando um deles a fazer um enorme sorriso e mexendo-se na cadeira.
Felizmente os outros dois não riam, o que me levou a concluir, que este a saber inglês desconheceria o significado da palavra genocídio. Quem riu fui eu pouco depois e, com uma valente gargalhada (nervosa é certo, por saber não estar sintonizado na Sic-comédia), ao ouvir numa conferência de Imprensa, não sei aonde, aquele que um dia disse: que o único erro de Hitler foi não dar conta do recado, afirmar num golpe acrobático e com a naturalidade dos mentirosos patológicos, que não é anti-semita dizendo, que os Judeus são respeitados por todos os seres humanos.
É claro que estou a falar de Mahmoud Ahmadinejad presidente do Irão, o mesmo, que tempos atrás (dois meses?), defendia o varrimento do mapa do Estado de Israel.

Como diz o Paulo Nogueira: “A vida é mesmo confusa: se ela fosse lógica, os homens é que andavam a cavalo de lado”.

Eles prometem vingança.


Através da imprensa diária, tive conhecimento de um comunicado colocado na internete pelo Conselho da Shura Mujahedine, organização que reúne vários grupos terroristas iraquianos, incluindo o ramo local da al-Qaeda, com a seguinte alarvice:

“O adorador da cruz [Bento XVI] e o Ocidente serão derrotados como acontece no Iraque, Afeganistão e Tchetchénia. Vamos quebrar a cruz e derramar o vinho... Alá ajudará os muçulmanos a reconquistar Roma. Que Alá permita que os degolemos e faça dos seus descendentes e do seu dinheiro a recompensa dos mujahedines”.

Como se não bastasse tudo o que ouvi e vi nestes dias, ontem 19 pp. e aproveitando a chama da fogueira, o ayatollah Ali Khamenei, guia supremo iraniano, resolveu regá-la com mais algum combustível de produção caseira, dizendo que a afirmação do Papa era o último elo de uma cruzada contra os que acreditam no profeta Maomé.

Depois do não caricaturarás, vem agora o não citarás e, o que está em causa, é que desde o 11 de Setembro, praticamente todo o Ocidente vive refém dos fundamentalistas e com um medo de morte, constatado na pressa dos desmentidos e esclarecimentos de contexto, antes e agora, na tentativa vã de apaziguar os fanáticos ofendidos.

Eu pessoalmente preferia que não tivessem ficado dúvidas, gostava até, que da mesma forma que se condenam e muito bem as cruzadas, ficasse esclarecido de uma vez, que o Papa pensa sobre os fundamentalistas exactamente aquilo que significam as palavras que citou e que, o ocidente, tivesse finalmente a coragem de assumir a defesa do nosso Estado de Direito e da nossa liberdade, numa guerra que se tornará inevitável, quer queiram ou não, contra a chantagem e o terror, mesmo ofendendo uma mobilizadora esquerda radical europeia, que padecendo, talvez, do Síndroma de Estocolmo, teima em defendê-los.

A continuar esta moda das “guerras santas”, estamos tramados.

Nota: A citação que deu origem ao "escândalo" de Ratisbona, quando Bento XVI explicava a irracionalidade da conversão pela violência, é esta : “Num diálogo com um persa, Paleólogo dissera: "Mostra-me então o que Maomé trouxe de novo. Não encontrarás senão coisas demoníacas e desumanas, tal como o mandamento de defender pela espada a fé que ele pregava".

Médio Oriente.

Rapto em Gaza pelo Hamas de um soldado israelita, o Hezbollah, duas semanas depois rapta mais dois soldados. Dizem, com intenção de os trocar por prisioneiros em Israel, conforme declarações do seu líder Xeque Nasrallah, que pretende ocupar espaço e fortalecer o seu movimento no conflito entre israelitas e palestinianos.
Israel, culpa o Governo Libanês pelas acções da milícia Xiita e afirma que estes são apoiados pelo Irão e pela Síria.

Se tivermos em conta a fraqueza do executivo libanês, podemos duvidar do seu controlo sobre o movimento de Hezbollah e sabendo-se que, nem o Hamas, nem o Hezbollah, libertarão os soldados israelitas sem algo em troca, não é difícil antecipar que as ofensivas israelitas estão para durar, porque Israel sabe da fraqueza do Governo Libanês e só parará quando este cair. Depois, se fizer algum acordo com o Hezbollah ou com o Hamas, estes ficarão fortalecidos o que Israel pretende evitar a todo o custo.

A confirmar esta análise, atente-se nas palavras de Shimon Peres:

“O que nunca podemos esquecer, é que no dia em que perdermos uma guerra, perdemos tudo porque perdemos o país. Por isso cada nova batalha é sempre vista como de vida ou de morte, algo que faz com que em Telavive ou Jerusalém se viva cada dia como se fosse o último e nunca se tenha como primeira preocupação o que a comunidade internacional possa pensar ou condenar.”

Entretanto e após “a tentativa de assassinato” do chefe do Hezbollah, estes respondem pela voz de Nasrallah; “Querem uma guerra aberta, vão ter uma guerra aberta” e acrescenta; “Esta será uma guerra a todos os níveis”.
Este discurso suicida, foi celebrado com tiros e buzinadelas nas ruas de Beirute.

Dizia Louçã à Lusa e cito de memória: Esta é uma situação inaceitável, a Europa tem de tomar medidas para impedir e parar estas guerras, tem de deixar de olhar para o lado sempre que o chefe dos salteadores George W. Bush promove e impulsiona estas barbáries, porque acha que no fim da estrada, está mais uma guerra contra o Irão.

Agora é a hora dos rockets e dos raides da aviação israelita, tentando cada um destruir mais que o outro e o fim sabemos já como será: destruição e morte com a preocupação cínica do ocidente devido à nova escalada do preço do petróleo, porque, qualquer conflito no Médio Oriente tem essa causa.

Mas que futuro se pode esperar, para aqueles que resolvem todas as divergências à força da bomba e que tornam qualquer intenção de convivência pacífica, numa missão impossível?