Rapto em Gaza pelo Hamas de um soldado israelita, o Hezbollah, duas semanas depois rapta mais dois soldados. Dizem, com intenção de os trocar por prisioneiros em Israel, conforme declarações do seu líder Xeque Nasrallah, que pretende ocupar espaço e fortalecer o seu movimento no conflito entre israelitas e palestinianos.
Israel, culpa o Governo Libanês pelas acções da milícia Xiita e afirma que estes são apoiados pelo Irão e pela Síria.
Se tivermos em conta a fraqueza do executivo libanês, podemos duvidar do seu controlo sobre o movimento de Hezbollah e sabendo-se que, nem o Hamas, nem o Hezbollah, libertarão os soldados israelitas sem algo em troca, não é difícil antecipar que as ofensivas israelitas estão para durar, porque Israel sabe da fraqueza do Governo Libanês e só parará quando este cair. Depois, se fizer algum acordo com o Hezbollah ou com o Hamas, estes ficarão fortalecidos o que Israel pretende evitar a todo o custo.
A confirmar esta análise, atente-se nas palavras de Shimon Peres:
“O que nunca podemos esquecer, é que no dia em que perdermos uma guerra, perdemos tudo porque perdemos o país. Por isso cada nova batalha é sempre vista como de vida ou de morte, algo que faz com que em Telavive ou Jerusalém se viva cada dia como se fosse o último e nunca se tenha como primeira preocupação o que a comunidade internacional possa pensar ou condenar.”
Entretanto e após “a tentativa de assassinato” do chefe do Hezbollah, estes respondem pela voz de Nasrallah; “Querem uma guerra aberta, vão ter uma guerra aberta” e acrescenta; “Esta será uma guerra a todos os níveis”.
Este discurso suicida, foi celebrado com tiros e buzinadelas nas ruas de Beirute.
Dizia Louçã à Lusa e cito de memória: Esta é uma situação inaceitável, a Europa tem de tomar medidas para impedir e parar estas guerras, tem de deixar de olhar para o lado sempre que o chefe dos salteadores George W. Bush promove e impulsiona estas barbáries, porque acha que no fim da estrada, está mais uma guerra contra o Irão.
Agora é a hora dos rockets e dos raides da aviação israelita, tentando cada um destruir mais que o outro e o fim sabemos já como será: destruição e morte com a preocupação cínica do ocidente devido à nova escalada do preço do petróleo, porque, qualquer conflito no Médio Oriente tem essa causa.
Mas que futuro se pode esperar, para aqueles que resolvem todas as divergências à força da bomba e que tornam qualquer intenção de convivência pacífica, numa missão impossível?