Ela queria construir a estrela da sua integridade sobre o dorso do tempo.
Repousava na embriaguez da sua espera, respirava o frémito de um silêncio amoroso.
No limiar da dança, contemplava os minúsculos astros da sua morada nua.
No limiar da dança, contemplava os minúsculos astros da sua morada nua.
Caminhava abraçando o espaço e modelando no ar a sua identidade de água errante.
Ela construía o reconhecimento de uma aparição que fosse a evidência do seu olhar aberto e livre.
António Ramos Rosa




